a voz de dezembro
dezembro 13th, 2011 § 1 Comentário
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“Si nous restions silencieuses, sans dire un mot, nos hardes et nos corps amaigris traihiraient la vie que nous avons menée.”
Shakespeare, Colorian, V, 3
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[Se permanecêssemos silenciosos, sem dizer uma palavra, nossos trapos e nossos corpos desfalecidos trairiam a vida que levamos.]
Shakespeare, Colorian, V, 3
(apud FLÜGEL, J.C. Le rêveur nu. Paris: Montaigne, 1982)
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Também Shakespeare falava de moda. Do que a moda (ou o nu) dizia e diz sobre nós.
Faltando poucos dias para o ano acabar, uma camisola como esta da foto é o vestido que eu queria… Que linda, né?
E tem tudo a ver com meu ano porque é bonita, é preciosa e delicada também (frágil, sabe). Sobretudo: embora pareça um vestido, é uma camisola (roupa para dormir). Porque mesmo que haja muito trabalho nestes últimos dias, tudo o que eu quero (ou queria) é descansar… Para assimilar o melhor desse 2011.
É Shakespeare, não tem como disfarçar.
Je vous embrasse,
dani @hinerasky

Fico apaixonada pelas camisolas da Betty Draper en Mad Men. Usaria na rua, no verão, com uma rasteirinha de pedras.
Os anos passam e o glamour se vai. Ninguém mais se arruma pra ir ao teatro. A uma vernissage. Tem gente que vai de jeans em formatura. Até em casamento…
Acho isso meio triste, na verdade. Não nego o reconhecimento ao conforto de uma calça de moletom e um pijama de flanela. Mas sinto falta de poder ser mais mulherzinha sem ser taxada de fútil.