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Archive for the ‘[pano pra manga]’ Category

mídia e identidade gaúcha

Novembro 13, 2009 Daniela Hinerasky 4 comentários

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BAH, que coisa mais linda este livro, né?
Faltava só esta figura emblemática estar de Ipod pra representar o que é ser gaúcho em 2009, as diferentes formas de representação do nosso povo e o que ainda permanece no imaginário das pessoas pela reiteração dessas imagens.

Pois este é um dos livros que vão ser lançados nesta 55ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Editado pela Edunisc e com organização de Ângela Felippi (Unisc) e Vitor Necchi (PUCRS), publica um artigo meu: “O pampa virou cidade na TV: identidades na série Histórias Curtas”, resultado da minha dissertação de mestrado, concluída em 2004 (UFRGS), com avanços de uma pesquisa posterior realizada em 2006 (junto com a colega Sibila Rocha e a aluna Adriana Amaral).

Entre as autoras, também está Liliane Brignol, minha grande amiga, colega e parceira nesta pesquisa e nas discussões sobre a (forte) presença da identidade gaúcha na mídia.
Por tudo isso e por ser resultado de uma fase importante da minha vida, este é um dos meus principais orgulhos nerd.

contracapa

O que? SESSÃO DE AUTÓGRAFOS, gente.

Onde? Feira do Livro de Porto Alegre

Quando? dia 14 de novembro, sábado, às 16h30

Na feira, o livro vai estar com preço promocional.
Depois, pode ser encontrado em diversas livrarias, ou diretamente no site da Editora: http://online.unisc.br/acadnet/editora/

tatuagem?

Por que eu não tenho uma tatuagem?
Quantas vezes já me perguntaram e quantas vezes já me fiz essa pergunta…
Aí li um post da GaranceDoré, que tem a MESMA opinião que eu a respeito.
Não é que eu não ache bonito. Pelo contrário. Gosto muito e sempre admirei pessoas com tatuagens. Me atrai pela contradição própria de ser eterna/forte e inconsequente e despropositada ao mesmo tempo. Tem uma aura de romantismo por tudo isso, né?

Acho estas das fotos (a primeira é da Carola, minha orientanda da Pós, linda linda) – e deste tipo aí, no braço, costas e tal – bonitas de verdade, um tesão. Comunicam uma atitude, uma inconsequência e um não sei-o-quê que não me é inerente.
Não beira a cafonice na sutileza. Talvez longe disso. O contraste e a atitude hoje são sexy.
E agora que elas são jovens, acho sucesso (porém prefiro não imaginar meu colo – ou os braços – enrugados, caídos e marcados).

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Já tive o impulso de (quase) fazer tatuagem algumas vezes. A primeira vez foi aos 22 anos, quando mudei de ideia, e optei por um piercing no umbigo. Antes disso, apesar da minha rebeldia juvenil, sempre me senti tatuada pelas cicatrizes que carrego, em função das cirurgias ortopédicas resultantes de problema congênito. Então me conformo com “tatuagens brancas” nas pernas.

Todo mundo já quis ou pensou em fazer, né?
A vontade da tatuagem vem, assim, em “ondas” pra mim.
Mas como bem comparou Garance Doré, tatuagens são como jóias. Por isso devem passar no teste de “pense antes um ano”. Uma coisa que é pra ficar durante toda vida, tem que ser bem escolhida.

Por isso talvez fui muito feliz por ter pensado bem antes, senão hoje já teria gravado no corpo: uma joaninha (24 anos), uma rosa no tornozelo (25 anos), meu sobrenome na nuca ou na parte interna do punho (com 27) e galhinhos redobrados nos meus pés horrorosos (com 28 ). Uia!
É por isso, também, que talvez vou continuar só pensando…
Ou deveria fazer djá?

Eu ia preferir alguma bem mais clean e sutil… Que tal uma interna, como está aí? Rá, super criativa.

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Anyway, sou fã de tatuados e tatuadas. de bom gosto, sure. o/

Where will life take you?

publicidade de moda é ‘pano pra manga’
moda = estilo = autoconhecimento

Até hoje, o filme que mais valeu a pena assistir.

Title: A Journey
Client: Louis Vuitton
Agency: Ogilvy, Paris

.(in)vestindo novos retalhos.

campanha Praxis - Linha Use

Eu não apareci muito por aqui este semestre. Por razões bem óbvias: tenho trabalhado muito mais do que poderia imaginar. Além da Unifra, junto com o Doutorado, assumi outro trabalho – a consultoria da Praxis Active Sports, fábrica de moda esportiva (dia 30, apresento o site novo) – e aí, no final do dia, o cansaço vence as ideias que fervilham.

Sim[1], também concordo que poderia me organizar melhor.
Sim[2], também é verdade que é bem mais fácil tu me encontrar no Twitter porque agilizou minha desova (e troca) de ideias, desabafos, pensamentos, referências interessantes (e fofas) que eu quero compartilhar (ainda que eu pouco tenha ‘passado os olhos’ por meus sites e blogs preferidos).
I mean: o Twitter é bem mais eficiente pra tocar ‘infos’ do que um blog.
Se não é pra produzir alguma discussão ou conteúdo, pra que um post [penso]?

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Adoraria ter contado sobre minha parceria com a Agência Sinapse + a experiência na Praxis (desde abril), na direção do catálogo da campanha e no planejamento da coleção e todo o resto do trabalho. Esta foi uma semana muito importante, porque na quinta-feira, dia 09, foi o lançamento oficial da “Coleção Verão 2010″, com a Convenção para a equipe e os representantes (onde tive minha participação, abaixo).

Lançamento Coleção Verão 2010 Praxis

E sobre como (in)vesti no estudo não só do produto, mas do mercado, o que vai além da pesquisa de tendências, para pensar o ‘chão de fábrica’, as estratégias de comunicação, de vendas…

Poderia ter comentado sobre minhas pesquisas acadêmicas sobre moda, cujos resultados apresentamos no Intercom Sul, em Blumenau (os artigos “A notícia de moda em weblog e website: discussões a partir da Oficina de Estilo e do Chic”e “Os editores de moda em revista: um estudo de caso sobre o site Erika Palomino e a revista Elle”). E também quero ainda trocar ideias sobre minha pesquisa sobre blogs de “street-style”.

Queria ter comentado sobre a importância do diploma para a informação de qualidade, mas o professor Juremir (aqui), e tantos outros, já o fizeram melhor que eu.

Sim[3], tenho escutado, estudado e pensado… bem mais do que escrito ou falado. Porque ser aluna de novo foi o melhor investimento. Porque temos duas orelhas e uma boca (ainda que duas mãos).

Sim[4], acho que tem a ver com o tempo.
Pode ser que o fato de eu ter feito 30 anos neste semestre, embora não tenha mudado em nada, na prática, tornou as coisas um pouco diferentes, sim.
Porque faz toda a diferença ver que não é só a gente que se stressa no trabalho, que não tem tempo, que se preocupa com o futuro, que sofre… e que o medo procede.

Sim [5], tenho coragem de aceitar tudo aquilo que continua em mim. E de reparar outra velocidade. Tenho os mesmos retalhos e já investi em novos. As coisas estão mudando. Lá fora. E aqui dentro também.

Ah, a coleção da Praxis tá LINDA!
Oh as pistas e… espera só!

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.VERÃO 2010 é uma coisa assim glamour Bowie.

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E aí que depois de olhar alguns desfiles e ler algumas críticas, tava aqui pensando nas cores do verão 2010 (dois mil e DEZ, galere!!!): vão predominar os tons pastéis, o “nude” (ai a-d-o-r-o esta palavra) e o cinza JUNTO COM as cores fluorescente (o coral, o amarelo limão, o rosa…) e fortes. Aquelas inusitadas, que vão trazer uma pitada de exuberância pro guarda-roupa (e também pra maquiagem) das gurias.
Dá a cara de um verão mais ‘chique’ com estas ’sugestões’, né? As cores arrematam. Ou são pra dizer: “é verão, viu,?” Ou então: “Tem glamour! Estamos em 2010, não precisamos ficar apagadinhas como em 1910
E eu achei TÃÃO DAVID BOWIE esse verão. Lembrei dessa capa do álbum de 1973 (Aladdin-sane), com o raio azul e vermelho pintado no rosto, que é a que todo mundo associa a ele e ao rock, claro. Um Bowie contemporâneo – repara nas maquiagens!
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Mas dá pra dizer que o Verão 2010 tem a contemporaneidade de Bowie e sua capacidade de transgressão (e de se atualizar) e é, ao mesmo tempo, bonito e elegante como ele (é só olhar as fotos de Bowie como ator ou mais velho).
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Quase todas as coleções nos solicitam um gosto mais refinado, “quiçá” de um “nórdico” charmoso e louro (como diria Caco Antibes) – geente não estou excluindo negras e morenas. O que quero dizer é que tá tão “europeu”. Tá um verão com cara de inverno até: nas cores sóbrias, nos modelos e na tendência das botas.
Aqui pro sul vai ser ótimo.
Bom, foi assim que as cores e os sons do verão 2010 bateram em mim.
Aqui o clipe Sound and Vision pra se inspirar no glamour do Bowie.

p.s. Fotos: site Chic

.retalhos inéditos.


pula pros 7min40s, e vai ver meu cabeção :)

Geeeeente, viva o You Tube!
Olha os vídeos que encontrei, de um ShOW do “Criança Esperança” (Globo-Unicef) que foi no Gigantinho (Porto Alegre), em 1992.
Naquele mesmo ano, eu tinha ido no show da Xuxa, no Rio, e sabe que este show aqui foi mil vezes mais lindo e mais emocionante. Acho que foi a vez que a Xuxa estava mais iluminada.
E eu nem lembrava dessas cenas inéditas minhas, em rede nacional, chorando e cantando as músicas. Eu fui, sim, uma legítima baixinha da Xuxa, de colecionar materiais e tudo (até esta fase, que considero os tempos áureos dela ainda). Acho que nem tinha como não ser, pela geração, e pela aparência.
Ah, e como foi bom tudo. Como é bom ser fã. Como é bom ser criança esperança. Como é bom saber que em 1992 eu fazia essas coisas.
#querer, sonhar, conseguir


“Lua de Cristal” e “Ilariê” – olha no 1min26a 1min28 (eu+chorô+caracteres doações) “Nós somos invencíveis, pode crer!”
e nos 4min05 a 09s (minha cabecinha loura bem na frente do video)

.overdose viral Twitter.

O Twitter é, sem dúvida, o viral do momento. Além da discussão em nível acadêmico, já ganhou cobertura em revistas semanais e jornais do país todo aqui e nos programas de TV all around the world: desde Oprah ao programa de auditório diário porto-alegrense Bibo Nunes Show, passando pela TV COM e o globalFantástico.
Quem não conhece quer entender o que é, pra que serve e porque tá gerando todo esse burburinho. É menor que um blog e maior que um chat – um dos motivos do sucesso, a dinâmica em “comprimidos”.
Há os fanáticos e os que odeiam. Os que criticam quem utiliza (ou se expõe) demais, como se estes pouco tivessem vida real. Porém, hoje é geral: todo mundo gosta de estar ali, de alguma forma, marcando “presença”.

In this time, something is thechnically wrong (olha o vídeo abaixo, um dos mais divertidos sobre tuíters)

É certo que o Twitter gerou mais repercussão que os 140 caracteres podem responder. E este é o nó da questão, pra mim. A restrição de espaço estaria (ou está!) trazendo um modo simplificado (ou resumido) de “conversação”, de traduzir o que se faz, pensa, vê ou sente e… no caso do jornalismo: gerando uma forma nova de divulgação de notícias ou até mesmo o surgimento de “nanonotícias“, a partir da necessidade de resumi-las (são ainda apenas as manchetes e/ou títulos?).
É evidente que tuíteiros (amadores ou que publicam através de empresas ou veículos de comunicação) estão adaptando a língua em uma linguagem abreviada (e compreensiva) para os 140 toques. Porque esta limitação EXIGE a adequação, se não quisermos, simplesmente, usar o internetês ou cortar palavras ao meio.

De que forma isso vai implicar no jornalismo? Ainda não sei.
Estes micro-espaços estão trazendo mudanças no nosso modo de “ler o mundo”. E isto é positivo, porque por ali podemos filtrar informações que queremos “receber” (ao segui-las), sejam veículos de comunicação tradicionais ou digitais, empresas de qualquer tipo ou pessoas que divulgam links interessantes. Modificam também as relações entre conhecidos, colegas, “followers” e até amigos de fato (da vida real), na medida em que as “bios” vão sendo configuradas em pílulas (sem a necessidade de expor 200 fotos, por exemplo), por interesses em comum, opiniões e até piadas.
As pesquisas em andamento no Brasil (aqui) da Raquel Recuero valem muito ser acompanhadas.
E este post que era apenas pra dizer que eu cansei da overdose do debate que o tema alcançou (entendam bem, do debate, apenas) em diferentes níveis da sociedade, acabou se tornando também um comentário da doxa – evidenciando ainda mais meu interesse como usuária compulsiva quando estou online.

Gere a polêmica ou discussão que gerar, o Twitter (ou outro microblog do gênero) deve ser entendido como um espaço de liberdade: diferentes interesses e muitos ainda não entenderam.
O melhor que eu percebo é que muitas pessoas ali se sentem ouvidas. Sempre tem um @reply de algum lugar.
O Twitter é um estar junto sozinho. E um estar sozinho junto.
Mas, sobretudo, geeente, é e deve ser entretenimento e motivo de risada. :P

Então, se quiser me tuíta:
@hinerasky

=======> Moda Twitter
Nesta vibe “nerds” que tem filhos e querem que eles cresçam geeks e sejam moderninhos, a designer e pesquisadora Mari Fiorelli (mãe do Bernardo e esposa do André Lemos) criou uma coleção fofa de inspiração ciber. A griffe é nova e se chama “Bebês Pop & Geek“. As aplicações artesanais são em feltro. O mais cool da coleção: os bodies Twitter.

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http://bebespopgeek.wordpress.com/

.fragmentos de silêncio em voz alta.

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Ando sumida também por aqui neste blog.

Lembrei de umas fotos que eu tirei de uma série de Textos do artista Dario Robleto (EUA), na 6a BIENAL DO MERCOSUL (2007), no cais do Porto (Porto Alegre), intitulada “O Tempo nunca vai nos apagar“.
Falavam das dimensões variáveis da vida.

Sim, não me encontro mais nos lugares em que costumava ir.
Que fim levei?

CONNECTIONS: abre a caixa de pandora

# CONNECTIONS 3: “Olha as mesmas figuras e vê o outro lado delas…” (Stuart Hall)
"A que futuro nos parecemos?"

Como conectar, então?
Ter sensibilidade pra saber que o consumidor tem nuances particulares já é um passo pra esta sincronia. Não usar modelos prontos também: o “enxoval” das mídias, como Mini comentou.
Quanto mais focarmos o olhar para estas pessoas (a maioria jovens) pra saber mais sobre os diferentes usos e apropriações de novos espaços e mídias (e isso até vem sendo feito), mais é possível se aproximar. Ali, atrás dos avatares, as pessoas são muito mais espontâneas.
Estamos falando de audiências estreitas, muito específicas, ricas pela sua complexidade, pois.
Tudo pode parecer muito óbvio, e é. Mas dizer o óbvio pode ser inovador e, neste sentido, também, algo importante.

# CONNECTIONS 4: ABRE A CAIXA DE PANDORA

Li uma analogia bárbara dia desses que dizia que chamar a atenção hoje é tão difícil quanto tentar conversar com alguém que usa fones de ouvido.
Por isso a ideia (e o conteúdo) tem que ser boa, o que nao quer dizer complicada. Talvez o ideal seja simplificar, fazer o mais simples, quando tudo está tão excessivo.
O importante é, pois, aquele algo que faça eu, vc e todo aquele mundo (do target, no mínimo) se identificar, conectar (bota palavra adequada nisso!).
Penso que tem a ver com um modo de fazer publicidade e jornalismo menos rígido, mais intimista e próximo de cada um.
As co-produções com o público já estão aí e dão muito certo. Trazer as pessoas pra fazer junto.
Sugestões deste tipo, EdgarMorin já dava nos anos 50. Falava das massas, mas serve também ainda hoje pra falar de audiências estreitas, porque continua a lidar com pessoas:
no que se refere a produtos ou conteúdos, as propostas têm que fazer a gente aspirar, se projetar ou simplesmente se inspirar. Mesmo que seja com meu vizinho da rede social.
A menos que eu esteja errada, ele quer/precisa sua atenção sim.

Possivelmente estou reiterando coisas pensadas, ditas e feitas.
Isto porque a dinamicidade particular da comunicação está mesmo num processo aberto e em andamento, no qual nao se pode determinar modos de fazer, com modelos e “best ways”.
É querer dar fórmula ao que não tem fórmula.

Então, se não temos as respostas, pelo menos temos as questões, que nos mantêm inquietos.
Por fim, uma mensagem, siga a geografia que seguir, conecta com o público quando ela souber dizer de uma forma simples:

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WARNING: questões e conexões

# WARNING 1: – Eu não conheço o futuro. Não vim aqui dizer como isso vai acabar. Eu vim aqui dizer como isso vai começar.

Esta é uma das frases finais do filme #MATRIX, de 2001, que eu revi no fim de semana.
Apesar de nem este post, muito menos eu termos respostas pra este ponto de partida , penso que o trecho pontua a “encruzilhada” experimental que a comunicação vivencia.
Segunda, no Curso de PP da Unifra/RS, onde sou professora, tive uma ‘Aula’ com o Gustavo Mini, gestor de Conexões da Escala (POA) e editor do Conector. Ele falou sobre o que entende por Conexões tanto do ponto de vista conceitual, quanto prático, compartilhou as experiências do departamento de Conexões da agência e os aprendizados que têm tido.
Sobretudo, as tentativas de inovar em propostas publicitárias que ultrapassem as mídias tradicionais, num momento de transição “em que velhas práticas não funcionam e as novas ainda não se estabeleceram”, nas palavras dele.
Na Escala, o termo “conexões” vem da própria missão da agência, que é “gerar soluções em comunicação […] para CONECTAR marcas a seus públicos.
Palavra-chave hoje, sem dúvida.

Do encontro me surgiram várias questões e algumas possíveis conexões (tanto que dividi o post em dois) sobre as tendências em comunicação e novas mídias nesta “sociedade em rede”, mesmo que no nível da reflexão.
Porque sim, não tenho dúvidas que discutir um assunto como este rende pano pra manga. Tampouco que é belo na teoria, porém nada simples no dia-a-dia de uma agência ou de site noticioso. Quando aquela deve ter (novas e diferenciadas) soluções com pouco (ou quase nenhum) recurso, fazer o cliente ser pertinente no desktop do consumidor.
Ou descobrir como fazer minha notícia gerar receita para o meu jornal se o cara não lê as notícias direto no site no jornal, mas por RSS, google reader etc…
Chamar a atenção, simplesmente.

# WARNING 2: “[...] Para onde vamos daqui é uma escolha que eu deixo pra você.” (final de Matrix).

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Em Matrix, o projeto era de que em 2199 se chegasse ao estágio em que as escolhas [entre a imensa oferta de produtos e informações] estariam nas mãos da gente.
Por volta do lançamento do filme (2001), no entanto, a cultura digital se tornou senso comum. E então, uma história que já conhecemos: mais e mais pessoas com acesso à Internet, sempre mais novos aparelhos tecnológicos, muito mais de ‘1000001’ de opções de acesso à informação (não só na web) e, também, outras formas de comunicação entre as pessoas, as redes sociais.

Outra decorrência óbvia é uma mudança no comportamento de uma parcela das pessoas (os jovens bem mais receptivos) em função dessas experiências possíveis de acessar e escolher, ora no computador, celular ou Blackberry.
A fala do Mini levantou esta já evidente fragmentação da audiência e as mudanças dos comportamentos que exigem novas atitudes e propostas de comunicação e marketing principalmente from now on.
Mas hoje isso vai além.

# CONNECTIONS 1:
Sim, são muitos os perfis, porque o público está disperso com tamanha variedade.
Pode estar em muitos lugares sem fixar sua atenção em nada.
A audiência-consumidor está EM MOVIMENTO, se comunica de forma diferente, enxerga diferente, presta atenção pra coisas que não prestava antes. Por isso também é tão HETEROGÊNEA. Tão inquieta e tão exigente.
Enquanto há os Rafinhas 2.0 antenados e ativos nessa evolução, escrevendo em seus blogs, colaborando em outros e logados em 3 ou 4 redes sociais (como Orkut, facebook, myspace, Last.Fm, twitter, Flickr etc), ainda vai ao cinema, assiste telejornais e, mais que isso ; há aqueles tantos, como meu pai, que ouvem a rádio AM local e leem jornais impressos da região, mesmo que até façam compras pela internet e chequem e-mails diariamente.

Quer dizer, o consumidor-usuário das redes sociais não é só um ator da internet como das mídias tradicionais.
Então, nem pra fazer pesquisas em Comunicação, nem pra pensar em propostas nas agências, por exemplo, eu não posso pegar a Internet excluída da ecologia da Comunicação.

# CONNECTIONS 2:
Parando pra pensar em tudo isso, nessas diferenças entre os consumidores de 15 anos atrás (que ainda era visto de forma generalizada) e os de hoje, só olhando mais perto pras suas motivações (as minhas mesmo), as relações diferentes que estabelecem entre si, como se comunicam e interagem (desde um torpedo a uma foto), como se mostram.
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As redes sociais oferecem ferramentas para viver uma vida online (fotos, msgs instantântes, vídeos, fóruns, boletins, sms mobile, blog): ambientes socializadores e de relacionamento– tem pessoas, conteúdo, entretenimento/cultura etc –, ou seja, funcionam como lugares pra auto-expressão, onde os usuários têm projetado sua(s) identidade(s).
ok, nada novo.
Mas viver-perceber a comunicação, hoje, é constatar que qualquer um de nós pode ser um canal, um meio. Vidas (audiência) que também têm audiência.
E que tem sido super levadas em conta por leitores-interagentes (sejam simplesmente contatos, “amigos”, leitores do blog ou followers). Vidas capazes de formar opinião (opiniões dos públicos) e, claro, sendo os formadores de opiniões. Não precisam chegar a ser webcelebrities. Ainda que estes já existam.
Trata-se de uma complexidade que deve (e já está) ser dimensionada pelos profissionais muito mais de perto. (SEGUE NO POST ACIMA)

.a ‘diaba’ nos bastidores: lado B?

Foi agorinha, no final de janeiro, que o documentário “The September Issue” recebeu o The Excellence in Cinematography Award no “Sundance Festival”. Nele, o diretor R.J. Cutler acompanha os bastidores da editora-chefe Anna Wintour e da sua equipe fazendo a Vogue de setembro de 2007 (li aqui e aqui no filmefashion).

The September Issue

Ando pensando muito nas relações de poder e no papel/poder feminino (ou não). E no quanto de representações deste tipo falam só da moda (ou, por outro lado, se não falam mais – e também – de relações entre pessoas) – que nao precisariam ocorrer somente numa redação de uma revista DE MODA.
E, ainda, como essas ou esta profissional/pessoa interfere e tem interferido em todo o “mundinho” e na definição das tendências.
Porque eita que tem gente sem noção…em função disso. E num é?

Louca pra ver se o documentário surpreenderá sulinos.
Premiado já é. inxalá!

Quero te ver, Yelle

Fevereiro 1, 2009 Daniela Hinerasky 2 comentários

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Então digitei no Google “Je veux te voir” (Eu quero te ver, en français), esta frase que martela minha cabeça (mas isto é outra discussão) também porque estudo a língua e sou surpreendida com um clipe incrível da Yelle, cantora pop eletrônica francesa.
Nos clipes e apresentações, a gente vê que a guria é uma colcha de referências, evidências e modinhas (?!!). O clipe de “Je veux te voir” é bonito (lembra o do D.A.N.C.E, do Justice), com uma coreografia empolgante.
O figurino é super inspirador e colorido, e mistura uma onda new rave (pq atual), roupas de ginástica ótimas a la anos 80, rappers e Yelle com vestidinhos fofos, parecendo uma diva dos anos 20 com aquele cabelo charmoso (chanel). E tudo acompanhando a historinha da letra, claro. Olha só:

ok, ok. Foi um lapso deixar a francesinha Yelle passar despercebida (aproveito pra fazer um post homenagem ao ano da França no Brasil).
A linda que fez sucesso pela Europa especialmente em 2008, até já se apresentou no Brasil (no Glória, em SP) ano passado, lançou o cd Pop-up em 2007.
E foi pelo MySpace que ficou mesmo famosa com “A cause des Garçons (Por causa dos garotos), seu maior hit, “no qual descreve pequenos absurdos que as mulheres fazem por causa dos homens” (a letra aqui).
Yelle chegou a ser vista como um ‘fenômeno’ o “Efeito Yelle“, nessa mistura de moda, música e dança. Esta une break e poses de passarela. É o chamado Tecktonik (se vir os clipes, vai entender).

Porém não é só a estética que atrai nela. O que parece empolgar muito são as discussões das letras das músicas. Pelo menos para os franceses e para quem curte francês. Pelo pouco que vi, Yelle faz uma crítica à sociedade de consumo, ao escravismo à beleza e à submissão comportamental aos homens.
Ao mesmo tempo que se faz moderninha e crítica, faz o uso necessário disso tudo. Nada mais natural numa época de contradições. Em que ainda não demos o pulo do gato em muitos paradigmas, né gurias.
Mais do que lançar modinhas-clichê (ou não) e inspirar, ela parece agradar a nova geração (fashionista, mas não só) pelas suas reflexões e ousadia em tocar nestes assuntos.
Você acha mesmo?

Links relacionados

- Tecktonik, movimento que mistura dança e moda, invade Paris, da Folha

- Aqui uma entrevista com Yelle (Colmeia TV).

- “A cause des garçons” (clipe original)

Só não vê quem não quer

Janeiro 21, 2009 Daniela Hinerasky 1 comentário

O mundo mudou, precisamos mudar com ele.

Frases mais marcantes do discurso
de Barack Obama

Alguns já sacaram isso, outros nem tanto.

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É o caso de Ronaldo Fraga, cuja ousadia (de sempre) no desfile desta SPFW foi trazer velhinhos pra passarela. Eles, clientes reais seus. Isto porque é um estilista das sutilezas, que se transforma com mesma leveza, rapidez e multiplicidade necessárias que as pessoas, a cultura, a economia. Dá certo porque faz roupa pra gente de verdade (como já comentei aqui). Transgride [o tradicional]. Faz todo mundo suspirar e chorar. E acreditar mais na moda.

Este mês vai ficar marcado por este re(começar) na América. (Quisera fossem Estado UNIDOS – com o melhor – da América, e do resto, de verdade). É o mundo e um mundo de expectativas, né?

all over the world with Obama

all over the world with Obama

E as frases do Obama, ou do jovem de 27 anos que fez o discurso dele, “whoever” (que pipoca por blogs e está na maioria das reportagens de cobertura, hoje) me fizeram pensar em em todas as mudanças instaladas há anos na vida da gente. E do que ainda está em trânsito nestas últimas décadas.

Olhando pra meus afilhados (5 e 6 anos), pros filmes que assistem, como brincam e que toda hora me perguntam: “Tem internet aí dinda?”, “tem orkut?” (ahn???), estou certa de que os contatos, “encontros” ou as redes nos solicitam um jeito diferente de compartilhar, de conhecer, de aprender, de viver o dia-a-dia aqui e fora daqui. Também de fazer política, roupa, de fazer a economia andar, a guerra parar.

Como tudo era bem diferente quando eu era criança, pego o bonde andando em várias coisas, e aprendo todos os dias.
Ligeireza não é lema, pois. Sou pela sutileza.

Acompanhe a CampusParty,
a SPFW (no site oficial e nos vários blogs),
o Obama (tem twitter), mas fique de olho, também, no nosso presidente Lula e no Congresso Nacional (procure blogs também) e em especial quem está aí do teu lado em carne e osso.
Aí sim, as mudanças serão “stronger”.

** O desenho não tem os EUA mas a Geórgia, guria (prodígio) que o desenhou, irmã da Alana, enxerga muito mais longe.

.alles blau.

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Cresci dizendo “Alles blau” (TUDO AZUL) e hoje é meu guarda-roupa que tá pincelado de azul. O azul bic, conhecido como azul klein, porque foi o francês Yves Klein que patenteou o nome em 1960 (www.yveskleinarchives.org) gera controvérsias, mas ninguém pode negar que é uma cor bonita e forte e serve pra acessórios e decoração também.
Embora a tendência desta cor já tenha passado de fato – e foi forte na primavera-verão 2007 -, quando Jimmy Choo, Stella McCartney, Balenciaga, D&G, Kenzo tinham peças lindas na coleção, tem modelos incríveis por aí (de marcas pra todos os bolsos e gostos), ainda mais depois do inverno colorido que bombou no hemisfério norte (como uma das tendências).

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Ainda bem, né, porque eu gosto demais do azul bic (assim como de verde e de cinza – minhas cores best). Ele é tão vibrante, tem uma vibe futurista e é sofisticado ao mesmo tempo. Tem até sapato masculino Pierre Hardy muito elegante, como a Colette indica aqui.

Me dei conta que gosto taaanto desde… que uso um vestido retrô da minha mãe há anos, que comprei uma bota em Buenos Aires (fevereiro do ano passado), que tenho camisa, que passei a pintar as unhas de azul (dois esmaltes, o último este lindo, da Sephora, mas que na foto não está fiel ao seu tom orginal) e que comprei uma sandália Arezzo pós-natal (ali de cima) que até o salto é no tom. #desmaiei. sou estravagante mesmo.

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ok, ok.
Aber der green noch ist, die liebst, der “nummer 1″ (verde ainda é a preferida, a número 1). ;)

.moda na academia.

Dezembro 23, 2008 Daniela Hinerasky 2 comentários

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Essa foto (muito fofa) é a que eu escolho pra traduzir algo bem significativo: a alegria imensa de compartilhar que vou, sim, continuar com minhas pesquisas sobre moda e comunicação, pois fui aprovada na seleção do Doutorado. :)

Foi impulsionada pela mesma curiosidade de criança, envolvida pela experiência de uma vida em grande parte mediada eletronicamente e, ainda, apaixonada por blogs de moda e street-style, que resolvi ir atrás de entender os processos que configuram os novos fluxos na comunicação, na moda e nas relações/interações entre (a) gente.
De um lado, fenômenos integradores e socializantes, sim, nesta sociedade individualizada de hoje; apelos de uma cultura narcisista da imagem e do consumo, mas que mexem com a indústria da moda (a gente sabe). ah, as tais tendências.
Por enquanto, apenas pistas pra pensar a moda que circula nas ruas, blogs e redes sociais.

A despeito de preconceitos, estou levando a moda à Academia (claro que cada vez mais gente vem fazendo isso – ainda bem), pra discutir, pra fazer pensar, pra entender de verdade. Porque é importante sociocultural e economicamente. Não sou eu quem digo, apenas. Me endossam: Morin, Barthes, Lipovetsky, Mafesolli, Bauman, Barnard…

Dá pano pra manga! E vamos discutir mais a partir de agora aqui. Bjs, valeu! :***