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Posts Etiquetados ‘cinema’

.Amélies de muitos destinos e figurinos.

Amélie

Alô nerds, este post é uma ideia antiga, só não tão velha quanto minha predileção pelo filme “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain“, porque esta é de 2001, quando conheci Paris, na época do seu lançamento. Ali também iniciou minha admiração por Audrey Tautou, pra mim modelo de beleza, junto com Audrey Hepburn (o Audrey deve ser coincidência). o/
Isso tem a ver com meu conceito de elegância e beleza. Para além dos traços físicos, a atitude. A roupa ajuda muito, sim, mas “não é o vestido que leva você, é você quem leva o vestido“. Isto já dizem, não é? E eu endosso.

Sem perder meu foco aqui, foi a marcante personagem Amélie que deixou milhares de fãs no mundo todo, pela identificação que gerou e, claro, pelo figurino e direção de arte (com Oscar e muitos prêmios nestas categorias), sem falar o CD das valsas lindas do Yann Tiersen, que me faz deslizar até hoje.
A história do filme me volta ao coração. Cada vez que eu (re)vejo (acho que já mais de 20), me emociono mesmo. A imagem da Amélie me inspira ter atitude e elegância com as pessoas. De fazer o bem.
E, claro, de ter um estilo exclusivo.
Amélie é muito feminina de cabelos curtíssimos, sapatos oxford pesados e saias lápis até o joelho.
Os looks regatinhas/blusinhas + cardigãs ou bolerinhos + saias + sapato com meia soquete ficam muito delicados e sexy.

le_fabuleux_destin_d_amelie_poulain_2000_referenceshoe

E é um ar retrô que tá valendo até hoje.
As peças que ela usa são clássicos dos 50′ e têm um colorido especial, com o verde e o vermelho predominando (como é a estética do filme), mas há variações delicadas em corais, rosa antigo e petit-poáS também.
Menina fica linda e feminina de cabelo curtinho e vestida assim, com casaquinhos, trench-coats, jaquetinhas e lencinhos, junto com saias ou vestidos, que também são a cara de Amélie – sem ficar parecendo uma caricatura dela, mas com o visual atualizado e bem elegante, com acessórios delicados e peças de coleções contemporâneas.
Nos pés dá pra usar não só os sapatos pesados, mas botinhas tipo masculino e as versões de oxford de saltinho e, também, os estilo boneca. Valem também botas do tipo que combinar com o teu gosto
. Na escolha das cores e estampas, valem florzinhas, listras, bolinhas (que ela já usa no filme).

A gente vê dezenas de Amélies na vida real ainda hoje, durante o dia, e à noite, em ensaios fofos como este, no Flickr, algumas explicitamente inspiradas, outras sem querer, ou até do nosso lado, mesmo que ela não saiba disso e nem goste desta comparação, né minha Amelié?
O fato é que conheci uma Amelié LINDA, brasileira, muito mais elegante, lúdica e smart que a do filme, a Alana, minha amiga. Que ela é parecida com Audrey, não podemos negar, né?

audrey-tatouxalana-tautou

“Tempos difíceis para os sonhadores”, como diz no filme.
porém, com figurinos assim, que eu busquei no www.polyvore.com (onde dá pra brincar MUITO – são várias opções) e… sendo “tão sensível ao charme discreto das coisas sensíveis da vida“, como é a personagem, qualquer uma pode ter um destino fabuloso e lindo.
Je voudrais le fabuleux destin pour tout!

Audrey fez vários outros filmes depois e conseguiu o papel de Coco Channel (qual a sua preferida, perguntaram aqui?) no filme “Coco Avant Channel”, que já foi lançado no exterior, muito já se comentou na imprensa e que eu não vejo a hora de ver aqui no Brasil.

Aqui também uma matéria fofa da Oficina de Estilo sobre figurinos de filmes.

La vie devrait être comme le souhaitait Amélie Poulain. C’est mon avis“.
(A vida deveria ser como sonhava Amélie. É o que eu acho).

Esta foto (abaixo) é uma das minhas que mais amo, com o Carrossel, em Montmartre, bairro com cenas lindas do filme, que fiz em 2005. Meu mundo Amélie. bjos, chérie. o/

Sacré-Coeur, Montmartre - 2005

Sacré-Coeur, Montmartre - 2005

somos todos atores?

fotos do site UOL


histórias pra contar
: isto basta para um filme. seja de ficção ou documentário. melhor ainda quando isto parece se confundir. e ainda mais: quando teve esta pretensão. Jogos de cena. Título do filme, com pré-estréia hj à noite em Porto Alegre, e que eu tive o privilégio de assistir esta manhã (11h – glub!), nas sessões oferecidas aos professores no projeto Clube do Professor, do Unibanco (Viva!).

Jogos de Cena (em cartaz no eixo Rio-SP desde novembro – pode?) é do respeitado documentarista Eduardo Coutinho e discute a questão da representação. o olhar é feminino.
alterna os depoimentos de mulheres comuns, anônimas e, depois, atrizes famosas interpretam de forma particular aqueles momentos marcantes. o filme vai revelando as nuances entre a verdade a ficção, como quer o diretor, ainda que seja um tanto repetitivo.
porque elas confundem a gente. saí do filme sem saber quem era atriz e quem era a dona da história de uma delas.
faz refletir…
Afinal, somos todos atores?
até que ponto o ser humano cria um personagem em frente a uma câmera? (e é só diante de uma câmera?) ou mantém máscaras? Ou cria coisas, momentos, detalhes?
porque quando a gente fala do passado e conta uma história, possivelmente esquece de alguma coisa e inventa um ponto, um pouco. ou não?
qual é o nível da encenação?
tem também as atrizes falando da sua vida real e como isso se mistura naquele momento de interpretar essas mulheres. jogando um jogo?
e o que fez as mulheres atraídas pelo anúncio estarem lá para darem seus depoimentos: desabafo, solidão, narcisismo, altruísmo…
personagens reais desandam a falar coisas (normalmente tristes) da própria vida (eita que essas mulheres brasileiras são sofridas, mal-informadas, camélias…).

de qualquer forma emociona pelas cenas de vida. pelo menos a mim.
pela riqueza de histórias, com as quais cada um de nós pode ou não se identificar, se projetar. ter medo do futuro. lembrar de algo.
achei sensível.
de verdade não foi apenas “a filmagem”, como afirma Coutinho, nas entrevistas que a gente pode ler online.
verdadeiro é o que cada um pode levar do filme. é a sensibilidade daquelas “edições” de vida e personagens. é a canção de ninar e a relação entre mães e filhos.
verdadeira é a atitude de quem está diante e atrás das câmeras. absolutamente.

Jogo de Cena
(Brasil, 103′) – veja o trailler aqui
Direção: Eduardo Coutinho
Elenco: Andréa Beltrão, Marília Pêra, Fernanda Torres.

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Como não amar Paris???



Realmente não tem como não amar Paris!
Paris je t’aime!

Primeiro pelo intenso vivido lá.
Não há como não sorrir se ir.
É tudo o que dizem e muito mais!
:)
Ah, e o badalado “Paris Je t’aime” (veja o trailer no site oficial) é um filme obrigatório para admiradores da cidade luz dos amantes e de diferentes estéticas.
Histórias de amor da cidade dos amantes!
O longa apresenta a perspectiva (“apaixonada”) de 18 aclamados diretores do mundo todo, entre eles Gus Van Sant, Coen Brothers, Gurinder Chadha e, ainda, o brasileiro Walter Salles.
Um olhar sobre Paris, que envolve e emociona. Emudece, até.
Très bon!

MAS E PARIS É APAIXONANTE MESMO POR QUE?
Garanto a você que não são nem os franceses, nem só a Tour Eiffel. Nem mesmo a tradição.
Um exemplo?
Justamente aquilo que há de atual (porque os parisienses acompanham as inovações!) como o novo tipo de mobília urbana que a prefeitura está oferecendo (veja mais aqui) Desde o final de maio, já há bancos de praça WiFi.
Que tal?
Eles têm tomada que recarrega o celular e a capacidade wifi atinge 50 metros. O primeiro banco está próximo a saída do metrô Chateau Rouge. Vão ser ao todo 400 do mesmo tipo, todos gratuitos.
Precisa dizer mais?

Hora de fazer mais retratos de Paris. Nas ruas e pontes, e telhados de Paris.
Lembrou Nei Lisboa. A canção de amor. Claro: Paris e amor.
Inspira também!

A música e o filme.
Boas pedidas!

TELHADOS DE PARIS (Nei Lisboa)

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

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