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Posts Etiquetados ‘comunicação’

.retalhos (urgentes) do dia.

1. Oi, tô escrevendo na corrida, antes de viajar pro feriado, porque daqui a pouco ou mais tarde, eu não sei. Não sei se vou conseguir. Não sei se vou parar para. E é sempre assim.

2. A ladainha: cada vez mais coisas, cada vez menos tempo. Cada vez mais gente dizendo. E se todo mundo está dizendo, quem está sendo ouvido, ou lido? Esta é uma das melhores questões do francês Dominique Wolton (2005). Por isso vou ser breve nos meus retalhos.

3. Só vim pra contar do LANÇAMENTO OFICIAL do livro (Demétrio já contou aqui) do qual eu sou uma das organizadoras (isso é sucesso), junto com 3 colegas professoras da UNIFRA, Laboratório de Pesquisa em Comunicação, resultado das nossas pesquisas realizadas nos últimos anos (são 2 volumes!).
O meu texto principal – “A COBERTURA JORNALÍSTICA DA MODA: A TENDÊNCIA FASHION WEEK NAS BANCAS” – é parte de uma delas, sobre a 21a edição da SPFW.

Bom, então, o SUPERLANÇAMENTO pro povo da comunicação vai ser HOJE, 5 de setembro, durante as atividades do INTERCOM, em Curitiba, das 19 às 22 horas.
Local: Biblioteca do Campus Positivo.

capa midia e processos

Não estarei lá, mas estarei bem representada. E já tem nas livrarias gente! Que legal, né?

4. Por causa de um curso, tenho pensado sobre tendências. Sei não… Pressupor/apontar algo que pode (ou não acontecer) pode estar nos lugares mais estranhos. Em qualquer lugar. Por isso é preciso olhar direito. Sempre. E é tão difícil agarrar a dinâmica desse mundão. Voilà. Para pensar muito ainda (e já me arrisquei aqui, “chutando” que tendências são last week)…
\o/

a rua conta a moda (ou vice-versa)

Eu não podia deixar uma data histórica passar sem comentar (ai, acho que só eu não citei ainda). É o lançamento oficial das edições do livro do Scott Schuman, do blog de street-style The Sartorialist, que tá marcado pra amanhã, dia 12, embora já dê pra comprar pela internet (e também me exibir e dizer que eu já comprei a a minha edição para colecionadores e o livro normal/brochura. eehhhhhhhh!!! – quando estiver em mãos eu mostro!).

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Na verdade, eu queria discutir mais sobre o tema blogs de street-style, que tenho pensado há um bom tempo (e já falei algo aqui), porque é o objeto da pesquisa que iniciei este ano. Como não dá pra eu fazer isso hoje com a devida atenção que merece, vou levantar alguns pontos – o que já está de BOM tamanho – \o/

Bom, o Sartorialist é o mais famoso entre os blogs de moda de rua e também o pioneiro (existe desde 2005). Dele surgiu um fenômeno que ganhou força em 2006 e gerou um movimento no mundo todo, com a popularização desses blogs e a influência que hoje exercem no mercado da moda.

Por que?
Porque começaram a publicar fotos de pessoas vestidas (supostamente) com estilo – mesmo que a maioria delas pareça estar megaproduzida – indicando os usos particulares que as pessoas fazem da moda das passarelas/vitrines no cotidiano. Acaba sendo as apropriações das tendências – mesmo que os donos dos blogs estejam atrás de “estilo”, de “autenticidade”.
(que coisa mais linda, né? Já viram a http://www.garancedore.fr/, o http://facehunter.blogspot.com/? e o http://www.hel-looks.com ?)

É muito bom registrar, como lembrou Marco Sabino, que desde os anos 80 as revistas publicavam páginas sobre streetwear e registros de fashionistas ou pessoas ligadas em moda.
Mas na internet isso se torna gigante. Se multiplica e circula: são muitos blogs, milhares de fotos de looks interessantes, muitas ideias, estilos, particularidades, tribos. Dá pra identificar recorrências no vestir (nem tão diferentes, porque conectados – isto é pra outro post).. E ainda: milhares de pessoas “conversando” sobre estes “jeitos de vestir”, sobre estas escolhas (tanto pessoais dos looks), quanto daquilo que foi fotografado.
Foi por isso que a indústria e os próprios veículos especializados passaram a prestar mais atenção nesses blogs-street, para esta estética de uma moda dinâmica, vinda das ruas.

Um dos que tem o olhar mais acurado e melhor faz isso é, claro, o Scott Schuman. Ele, que também é fotógrafo e publica imagens muito bonitas, com qualidade incrível, acabou:
- tendo seu espaço na Style.com,
- tornando-se celebridade de “fashion weeks” e fotógrafo de editoriais de moda
- e, agora, autor do próprio livro, com uma seleção das suas milhares de imagens desde o lançamento do blog.

Acho que a moda (e a comunicação de moda) vive um momento de transição muito importante, em que a rua conta moda (através das pessoas, claro – e isto não é novidade, ok), também pelas lentes de voyeurs urbanos – antigos flâneurs das ruas do século XIX, de Baudelaire, que hoje adquiriram status e projeção de editores de moda, coolhunters etc etc interferindo no ciclo da indústria.

diagrama street

Mais interessante ainda é perceber que um suporte digital (o estilo da rua na internet/blogs) não prescinde agora de tecnologias da época da prensa de Gutenberg e vai parar na biblioteca, como muito bem lembrou a Miuxapop (diagrama acima) tamanha projeção e importância que conquistou. Pano pra manga, hein?

Quem não quer ter tudo isso na estante, né?
Imagens de moda que são representações da cultura urbana da segunda metade dos anos 2000. Yeah, Yeah. o/

p.s: A discussão sobre que (olhar) moda de rua é esta que circula?
Como essas imagens foram e têm mudado? E o que isso tudo quer dizer fica pra um outro post, ok? b

CONNECTIONS: abre a caixa de pandora

# CONNECTIONS 3: “Olha as mesmas figuras e vê o outro lado delas…” (Stuart Hall)
"A que futuro nos parecemos?"

Como conectar, então?
Ter sensibilidade pra saber que o consumidor tem nuances particulares já é um passo pra esta sincronia. Não usar modelos prontos também: o “enxoval” das mídias, como Mini comentou.
Quanto mais focarmos o olhar para estas pessoas (a maioria jovens) pra saber mais sobre os diferentes usos e apropriações de novos espaços e mídias (e isso até vem sendo feito), mais é possível se aproximar. Ali, atrás dos avatares, as pessoas são muito mais espontâneas.
Estamos falando de audiências estreitas, muito específicas, ricas pela sua complexidade, pois.
Tudo pode parecer muito óbvio, e é. Mas dizer o óbvio pode ser inovador e, neste sentido, também, algo importante.

# CONNECTIONS 4: ABRE A CAIXA DE PANDORA

Li uma analogia bárbara dia desses que dizia que chamar a atenção hoje é tão difícil quanto tentar conversar com alguém que usa fones de ouvido.
Por isso a ideia (e o conteúdo) tem que ser boa, o que nao quer dizer complicada. Talvez o ideal seja simplificar, fazer o mais simples, quando tudo está tão excessivo.
O importante é, pois, aquele algo que faça eu, vc e todo aquele mundo (do target, no mínimo) se identificar, conectar (bota palavra adequada nisso!).
Penso que tem a ver com um modo de fazer publicidade e jornalismo menos rígido, mais intimista e próximo de cada um.
As co-produções com o público já estão aí e dão muito certo. Trazer as pessoas pra fazer junto.
Sugestões deste tipo, EdgarMorin já dava nos anos 50. Falava das massas, mas serve também ainda hoje pra falar de audiências estreitas, porque continua a lidar com pessoas:
no que se refere a produtos ou conteúdos, as propostas têm que fazer a gente aspirar, se projetar ou simplesmente se inspirar. Mesmo que seja com meu vizinho da rede social.
A menos que eu esteja errada, ele quer/precisa sua atenção sim.

Possivelmente estou reiterando coisas pensadas, ditas e feitas.
Isto porque a dinamicidade particular da comunicação está mesmo num processo aberto e em andamento, no qual nao se pode determinar modos de fazer, com modelos e “best ways”.
É querer dar fórmula ao que não tem fórmula.

Então, se não temos as respostas, pelo menos temos as questões, que nos mantêm inquietos.
Por fim, uma mensagem, siga a geografia que seguir, conecta com o público quando ela souber dizer de uma forma simples:

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WARNING: questões e conexões

# WARNING 1: – Eu não conheço o futuro. Não vim aqui dizer como isso vai acabar. Eu vim aqui dizer como isso vai começar.

Esta é uma das frases finais do filme #MATRIX, de 2001, que eu revi no fim de semana.
Apesar de nem este post, muito menos eu termos respostas pra este ponto de partida , penso que o trecho pontua a “encruzilhada” experimental que a comunicação vivencia.
Segunda, no Curso de PP da Unifra/RS, onde sou professora, tive uma ‘Aula’ com o Gustavo Mini, gestor de Conexões da Escala (POA) e editor do Conector. Ele falou sobre o que entende por Conexões tanto do ponto de vista conceitual, quanto prático, compartilhou as experiências do departamento de Conexões da agência e os aprendizados que têm tido.
Sobretudo, as tentativas de inovar em propostas publicitárias que ultrapassem as mídias tradicionais, num momento de transição “em que velhas práticas não funcionam e as novas ainda não se estabeleceram”, nas palavras dele.
Na Escala, o termo “conexões” vem da própria missão da agência, que é “gerar soluções em comunicação […] para CONECTAR marcas a seus públicos.
Palavra-chave hoje, sem dúvida.

Do encontro me surgiram várias questões e algumas possíveis conexões (tanto que dividi o post em dois) sobre as tendências em comunicação e novas mídias nesta “sociedade em rede”, mesmo que no nível da reflexão.
Porque sim, não tenho dúvidas que discutir um assunto como este rende pano pra manga. Tampouco que é belo na teoria, porém nada simples no dia-a-dia de uma agência ou de site noticioso. Quando aquela deve ter (novas e diferenciadas) soluções com pouco (ou quase nenhum) recurso, fazer o cliente ser pertinente no desktop do consumidor.
Ou descobrir como fazer minha notícia gerar receita para o meu jornal se o cara não lê as notícias direto no site no jornal, mas por RSS, google reader etc…
Chamar a atenção, simplesmente.

# WARNING 2: “[...] Para onde vamos daqui é uma escolha que eu deixo pra você.” (final de Matrix).

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Em Matrix, o projeto era de que em 2199 se chegasse ao estágio em que as escolhas [entre a imensa oferta de produtos e informações] estariam nas mãos da gente.
Por volta do lançamento do filme (2001), no entanto, a cultura digital se tornou senso comum. E então, uma história que já conhecemos: mais e mais pessoas com acesso à Internet, sempre mais novos aparelhos tecnológicos, muito mais de ‘1000001’ de opções de acesso à informação (não só na web) e, também, outras formas de comunicação entre as pessoas, as redes sociais.

Outra decorrência óbvia é uma mudança no comportamento de uma parcela das pessoas (os jovens bem mais receptivos) em função dessas experiências possíveis de acessar e escolher, ora no computador, celular ou Blackberry.
A fala do Mini levantou esta já evidente fragmentação da audiência e as mudanças dos comportamentos que exigem novas atitudes e propostas de comunicação e marketing principalmente from now on.
Mas hoje isso vai além.

# CONNECTIONS 1:
Sim, são muitos os perfis, porque o público está disperso com tamanha variedade.
Pode estar em muitos lugares sem fixar sua atenção em nada.
A audiência-consumidor está EM MOVIMENTO, se comunica de forma diferente, enxerga diferente, presta atenção pra coisas que não prestava antes. Por isso também é tão HETEROGÊNEA. Tão inquieta e tão exigente.
Enquanto há os Rafinhas 2.0 antenados e ativos nessa evolução, escrevendo em seus blogs, colaborando em outros e logados em 3 ou 4 redes sociais (como Orkut, facebook, myspace, Last.Fm, twitter, Flickr etc), ainda vai ao cinema, assiste telejornais e, mais que isso ; há aqueles tantos, como meu pai, que ouvem a rádio AM local e leem jornais impressos da região, mesmo que até façam compras pela internet e chequem e-mails diariamente.

Quer dizer, o consumidor-usuário das redes sociais não é só um ator da internet como das mídias tradicionais.
Então, nem pra fazer pesquisas em Comunicação, nem pra pensar em propostas nas agências, por exemplo, eu não posso pegar a Internet excluída da ecologia da Comunicação.

# CONNECTIONS 2:
Parando pra pensar em tudo isso, nessas diferenças entre os consumidores de 15 anos atrás (que ainda era visto de forma generalizada) e os de hoje, só olhando mais perto pras suas motivações (as minhas mesmo), as relações diferentes que estabelecem entre si, como se comunicam e interagem (desde um torpedo a uma foto), como se mostram.
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As redes sociais oferecem ferramentas para viver uma vida online (fotos, msgs instantântes, vídeos, fóruns, boletins, sms mobile, blog): ambientes socializadores e de relacionamento– tem pessoas, conteúdo, entretenimento/cultura etc –, ou seja, funcionam como lugares pra auto-expressão, onde os usuários têm projetado sua(s) identidade(s).
ok, nada novo.
Mas viver-perceber a comunicação, hoje, é constatar que qualquer um de nós pode ser um canal, um meio. Vidas (audiência) que também têm audiência.
E que tem sido super levadas em conta por leitores-interagentes (sejam simplesmente contatos, “amigos”, leitores do blog ou followers). Vidas capazes de formar opinião (opiniões dos públicos) e, claro, sendo os formadores de opiniões. Não precisam chegar a ser webcelebrities. Ainda que estes já existam.
Trata-se de uma complexidade que deve (e já está) ser dimensionada pelos profissionais muito mais de perto. (SEGUE NO POST ACIMA)

Só não vê quem não quer

Janeiro 21, 2009 Daniela Hinerasky 1 comentário

O mundo mudou, precisamos mudar com ele.

Frases mais marcantes do discurso
de Barack Obama

Alguns já sacaram isso, outros nem tanto.

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É o caso de Ronaldo Fraga, cuja ousadia (de sempre) no desfile desta SPFW foi trazer velhinhos pra passarela. Eles, clientes reais seus. Isto porque é um estilista das sutilezas, que se transforma com mesma leveza, rapidez e multiplicidade necessárias que as pessoas, a cultura, a economia. Dá certo porque faz roupa pra gente de verdade (como já comentei aqui). Transgride [o tradicional]. Faz todo mundo suspirar e chorar. E acreditar mais na moda.

Este mês vai ficar marcado por este re(começar) na América. (Quisera fossem Estado UNIDOS – com o melhor – da América, e do resto, de verdade). É o mundo e um mundo de expectativas, né?

all over the world with Obama

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E as frases do Obama, ou do jovem de 27 anos que fez o discurso dele, “whoever” (que pipoca por blogs e está na maioria das reportagens de cobertura, hoje) me fizeram pensar em em todas as mudanças instaladas há anos na vida da gente. E do que ainda está em trânsito nestas últimas décadas.

Olhando pra meus afilhados (5 e 6 anos), pros filmes que assistem, como brincam e que toda hora me perguntam: “Tem internet aí dinda?”, “tem orkut?” (ahn???), estou certa de que os contatos, “encontros” ou as redes nos solicitam um jeito diferente de compartilhar, de conhecer, de aprender, de viver o dia-a-dia aqui e fora daqui. Também de fazer política, roupa, de fazer a economia andar, a guerra parar.

Como tudo era bem diferente quando eu era criança, pego o bonde andando em várias coisas, e aprendo todos os dias.
Ligeireza não é lema, pois. Sou pela sutileza.

Acompanhe a CampusParty,
a SPFW (no site oficial e nos vários blogs),
o Obama (tem twitter), mas fique de olho, também, no nosso presidente Lula e no Congresso Nacional (procure blogs também) e em especial quem está aí do teu lado em carne e osso.
Aí sim, as mudanças serão “stronger”.

** O desenho não tem os EUA mas a Geórgia, guria (prodígio) que o desenhou, irmã da Alana, enxerga muito mais longe.

.da série: Ctrl c + Ctr v.

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Esse cartaz (que puxei daqui) ilustra bem que o melhor da gente nunca está fora, nem nos outros – sempre dentro -, porque já temos uma essência. só lapidá-la.

no entanto, descaradas cópias (de gente, de estilos, de texto, de tuudo) circulam por aí. muitas só tentativas, claro.

assim como hj, tem muitos “reCORteres”, nem tantos repórteres de verdade.

não dá pra ser uma sombra dos outros, né? ou dá?

;)

Vulnerabilidade é uma necessidade



vai estar à venda em outubro deste ano o resultado do projeto canadense The untitled LOVE project (desenvolvido em 2007), que teve como foco pesquisar “corações partidos”. broken hearts wherever… vejam só que lovely…
O que é amor?
Como começou (e como terminou) o relacionamento?
Quando vc fecha seus olhos e pensa no seu “outro significante“, o que vc lembra?
estas e várias outras perguntas eram do questionário solicitado para a submissão de uma obra original ao projeto, que também pedia pra compartilhar as sensações, os lugares, filmes, músicas, as crenças, …, e momentos fundamentais do relacionamento passado.

E era justamente revisitando a broken relationship que cada artista participante explorava o tema a partir da especialidade do seu suporte/meio – ilustração, fotografia, pintura…
O livro compila essas obras com entrevistas e histórias, considerando a proposta por trás de um conceito-chave no mundão contemporâneo, a vulnerabilidade.
Vulnerability is a necessity” – resume a apresentação.

Deu vontade de ver o resultado de uma vez! As ilustrações acima são de duas artistas do projeto, que é mantido pela ONG ISM (aqui tem alguns fotos/ilutrações de cases pra ver e ler sobre).

“a capa do livro” – no prelo

# Pois é, vulnerabilidade não é condição (como eu acreditava), é necessidade.
Alguns insights:

# a vulnerabilidade nos deixaria mais criativos? em outras palavras: a criatividade pode vir da vulnerabilidade.

# isso de a corda sempre rebentar do lado mais fraco não é clichê, não. take care.

# a gente está sempre propenso a sensações, sentimentos, afetos (e tudo que envolve), acusações, conselhos, melindres naquilo que envolve estar vivo. se relacionar envolve a possibilidade de um “broken heart”. se expor (na rua, na internet ou numa casinha de sapê) envolve ser criticado.
portanto, abstraia e/ou se torne produtivo, como mostra o ótimo exemplo do The Untitled Love project. Melhor viver na onda do: “eu faço poesia, fotografo, componho, pinto, bordo… – ou mantenho um blog”; do que apenas na onda da terapia.
=)

# ah, broken hearts até são necessários pra gente crescer (sabemos já); a vulnerabilidade é da natureza humana; pra mim, porém, nos dias de hj, a sensibilidade urge! Feel it!

exposição do The Untitled LOVE Project
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correndo atrás: tendências, inovações e suportes de mídia – estamos aqui!



desde o final de semana passado (começamos na sexta, passamos o sábado juntos e continuamos este findi tb), estamos na disciplina Tendências, Inovações e Suportes de Mídia do Curso de Especialização em Comunicação e Projetos de Mídia, da UNIFRA, que eu compartilho com os alunos.
uma turma ótima, por sinal (só dá confirmados: jornalistas em ascensão e os experientes do mercado – RBS lá! – , publicitários bacanas, professores, administradores, tem até ator global – o Márcio Gárcio, né?). gente que tem “penso”.
no primeiro módulo, discutimos pra que lado está indo a comunicação e, também, a difusão, consumo e adoção de tendências, que eu já falei tb um pouquinho aqui.
propus uma atividade no sábado passado e,
prometi que ia ler tudinho e postar os principais insights. Aqui estão!
Alguém se habilita a sugerir quem escreveu o quê?

da importância das tendências…

  • “Tudo isso é reflexo de [...] uma sociedade consumista e que elege através das mudanças de comportamento as tendências do amanhã“.
  • “com os ‘olhos no futuro‘ estão os profissionais do mkt e da comunicação”
  • As tendências, por mais teorizadas que sejam, não são tão passíveis de julgamento, quanto os meios de comunicação, o que já difere dos meios que, no uso ou não das tendências e na forma de uso e exploração deixam a dúvida de estar corretas ou incorretas”.
  • “Nos dias de hoje a maior dificuldade para os gestores de marketing são identificar tendências e descobrir novas formas de atingir seu público: ‘Target‘. [usamos ferramentas de mkt, planejamento e recursos inovadores da comunicação] “que geram um imenso e rico banco de dados com valor considerável e, muitas vezes, a ‘preço de ouro’, porque dessas informações serão pesquisados as formas de consumo e sempre apontando a direção que o mercado tende a seguir“.
  • “É fundamental dar o ‘tiro’ certeiro no mercado [...] e assim todos ficamos garantidos. [...] Pensar como consumidor e só depois como profissional“.

consumo e difusão…

  • “Das tendências de consumo, o que os jovens gaúchos de Santa Maria agregam para si? Aquilo que condiz com seus comportamentos, [...] que esse nicho legitima conforme seu cotidiano? Nesse aspecto é válido confrontar o conceito dos consumidores enquanto copiadores, seguidores de tendências ‘impostas’, visando o aspecto peculiar que cada grupo pode agregar a uma tendência e vestir-se dela às suas maneiras”.
  • “Hoje o underground, apresentado pelas bandas indies não só está na moda, mas também cria moda: pela maneira de se vestir, usar o cabelo, de falar. Afinal… transformações e adaptações no mundo contemporâneo são TENDÊNCIA… e não se pode fugir disso.”
  • “considero a tendência aparente a da ‘customização‘” [nos usos pessoais e na oferta da comunicação também]


o jornalismo, pra que lado?

  • “a tarefa de conquistar novos leitores é um grande desafio para o negócio jornal. uma nova geração de leitores está surgindosem a cultura de procurar informações em jornal impresso. as redações e portais pontocom desses jornais são uma tentativa de manter a marca editorial da redação presente na vida desses leitores. os textos estão mais curtos e objetivos por influência desse novo tipo de leitura.”
  • “não vejo tendência mais evidente que o jornalismo colaborativo. Mesmo os chamados meios tradicionais – rádio, tv, jornal – estão buscando formas de tornar maior a participação dos receptores no processo de produção. seja por meio de enquetes ou promoções. seja por meio de pautas e imagens (foto ou vídeo) produzidas por pessoas comuns. por isso essas ‘democratização da produção‘ [...] que ocorre por uma necessidade de mercado. [...]
  • outra tendência: “chamar o jornalismo de massa de ‘jornalismo administrativo’ ou ‘burocratização do jornalismo‘. as redações cada vez mais invadidas pelas práticas administrativas: metas, resultados, gestão de pessoas, controle de orçamento, feedback, planejamento estratégico etc. A produção de notícias está deixando de ser a principal atividade pra ser relegada a segundo plano”. DE NOVO O MERCADO! Necessidade? Imposição?
  • uma terceira:distanciamento das redações online das redações tradicionais. as empresas estão enxergando o meio internet não mais como mero complemento do meio tradicional. equipes próprias, com ferramentas e orçamentos próprios estão surgindo com o objetivo de criar exclusivamente conteúdo web. [...] sites de jornais, por exemplo, estão ganhando vida própria, independente do meio impresso. e esse processo está só começando. é tendência”.


o profissional no meio disso tudo…

  • “além de multimídia [...] e das competências técnicas, o bom comunicador deve entender o processo mecânico e ainda ter rigor científico”… UFA!
  • “descobrir novas formas de continuar importante na função de canal de distribuição de informação é a direção que as mídias convencionais estão procurando…” Alguém tem sugestões?
  • “Refletindo sobre esses mecanismo de trocas entre os campos [sociais], também conseguimos identificar ‘brechas’ para novos profissionais que desejam conquistar espaço em um mercado de mídias tradicionais pouco aberto para novatos. Com as mídias tradicionais restritas e as novas tecnologias cada vez mais acessíveis, cabe a nós, profissionais da comunicação, procurar a maneira mais coerente de aliar ética, mercado e novas tendências”.

Quer dizer, será que não teríamos que ir para o caminho reverso?
investir em mídias tradicionais, de novo, como sugere o último comentário?

mania oriental


o mundo inteiro inveja (e copia) a tecnologia japonesa.

Foto: Paula Minozzo
Londres, julho 2007

Men are the new women

tenis Married to the Mob – Men are the new Women

Uma das principais leis das tendências é a lei de Poiret , que também pode ser chamada de “neomania“, porque é o fenômeno de abandonar constantemente uma mania/onda para adotar outra quando algo se populariza e acaba por se caricaturar.
Quer dizer, é quando uma tendência chega ao seu limite “físico” – máximo – e, possivelmente vai se estabelecer uma contratendência, oposta àquela (mesmo que de forma progressiva).
O estilista francês (1879-1944) que dá nome à esta lógica resumia muito bem o fenômeno:
Qualquer exagero em termos de moda é o sinal de seu fim”.
Então, quando algo se torna comum, é preciso tentar superar. E hj isso é previsível; assim se move a indústria, o mkt, a publicidade (a comunicação toda) and so on.
Tendência no singular pode até não existir, agora tendências no plural sim.
São vários vetores, ícones e referências que norteiam até nossas escolhas mais simples. Fato.

Estou sempre pensando sobre estas coisas, mas foi lendo uns trocadilhos no blog da Ana (ótemos), que comecei a pensar sobre contratendências, sobre tendências que já eram e algumas que podem vir a ser.
Porque tu sabe, né?!, tudo aquilo que tá nas vitrines, nas ruas, e que já virou moda, it’s over. Forget it. Adota e usa enquanto aguentar.
Mantém só o que tu gosta mess…
Anyway, it does not matter. Be free.

Bueno, aqui vão as novidades! Tendências?!

Men are the new women!”. Pense nisso!

Down is the New Up“.
Serááá?. Será que não?
da triste mas fofa música do Radiohead.
O que é up hj?

Smart is the new sexy”, do seriado “The Big Bang Theory” (que eu queeero ver).

Fashion is fuck the fashion”. (siiiim!!, moda é não estar nem aí pra moda. É não se desesperar pelo que está nas vitrines. é não se vestir para os outros. É se vestir de acordo com nossa rotina e nosso tipo físico.)

Luxo é inteligência emocional” (isso pra mim, considerando que o luxo, no sentido de possuir bens de consumo perdeu o brilho. ainda preciso pensar mais sobre. por enquanto, quero tua opinião, ok?). por isso, marque a opção desejada: – O NOVO LUXO É:
a) ter tempo
b) ter muito
c) ter (ou ser) o diferente
d) ter o bastante (o suficiente)
e) ter poder


no plural


desafios. São vários e não “um” os desafios dos veículos de comunicação hj.
paradigmas mutantes e novas utopias num cenário em que tecnologias e pessoas se atualizam a toda hora. estão acelerados. avançam e circulam em série. que coisa!
rádios e tvs digitais. grandes e microblogs “às pencas” online. vidas solitárias e (aparentemente) acompanhadas.
cópias idênticas de materiais e pessoas. e, cada vez mais, a tentativa de ser singular.
realidades, resistências, exigências.
nada disso é novidade pra ti?

desde a criação da prensa, por Gutenberg (que permitiu as primeiras cópias), e do telégrafo, que fez circular a informação via cabos – a meu ver as principais e grandes revoluções na comunicação -, é Internet que vem “causando”.
Tecnologia que tb transformou o jornalismo, suas práticas e as relacões e redes sociais. Novas formas de interação. E não estou aqui divagando no otimismo desse processo. Nem nas coisas nem tão boas que trouxe.

O fato é que há um discurso em torno do digital nas redes e na questão das cópias idênticas, especialmente, na música. Sobre isso, encontrei um livro, nas férias, em Buenos Aires, que fala exatamente de como as múltiplas possibilidades e liberdades da Internet (baixar mp3 e cds inteiros, livros e descobrir tantas coisitas que amamos) pode alterar a ordem cultural estabelecida e, claro, a relação entre autenticidade, originalidade e identidade.

O título é LA UTOPIA DE LA COPIA – El pop como irritación, da Editora Interzona.
Mercedes Bunz, a autora, discute sobre como as cópias digitais, mudaram definitivamente essa relação, com capítulos curtinhos que relacionam desde autores, como Foucalt, Walter Benjamin e Derrida traçando um debate sobre a estética pop atual, ao comentar sobre Kraftwerk, Missy Elliott, Devendra Banhart, CocoRosie e Karl Lagerfeld, por exemplo. Ela é diretora da revista de música eletrônica DE:BUG, alemã.
Se a supremacia hj é a lógica da REPETIÇÃO, a pergunta que é lançada é será que “da repetição surge a novidade?
Daí que a gente não pode ser tão pessimista!

Nas duas partes da publicação, conforme o título, vários assuntos do universo pop contemporâneo são abordados e combatidos, entre os quais: cyborgs, moda, poder, clube de fãs, a mudança dos signos pós-culturais e uma teoria pop-neoliberal.

uma crítica interessante.
vale reconhecer os desafios. ainda que de um ponto de vista europeu.
vou tentar fazer posts mais temáticos.

da importância das pessoas

Nunca mande um humano fazer o trabalho de uma máquina“.

Agente Smith/Hugo Weaving, em Matrix

[e vice-versa]

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Cansei de ser sexy

Cansei de Ser Sexy, download do myspace deles


Vivienne – foto puxada do site da Stones

Abaixo a vulgaridade.
A moda esta cada vez mais feminina, ladylike.
As vontades de inverno (leia o que aponta Glória Kalil) indicam silhuetas mais ajustadas, contornos sutis, comprimentos elegantes. As coisas de novo no lugar. Isso não quer dizer falta de atitude, de cor ou de detalhe. Mas até o excesso tem de ser equilibrado.
A (micro)tendência da roupa-lingerie, trazidas por Marc Jacobs, Dior e Louis Vitton (confirmadíssimo!), ora aparecendo, ora fazendo às vezes de blusas e vestidos mesmo – tão feminino né! – tem seus momentos e restrições.
Está bem claro no artigo da toda-poderosa Constanza Pascolato, na Vogue: “é uma moda íntima retrô, lânguida, distante anos-luz da parafernália sex shop da atualidade. [...] Trata-se de um novo romantismo. Elegante, liberado do clichê mulher-objeto de ontem e também do da supermulher artificialmente transfigurada, tão popular hoje em dia”, completa Constanza.
(Benzadeus: sexy em excesso é over. Mas isso todo mundo, sabe, né? – glub!)
É uma atitude romântica!

Aliás, atitude é o que não falta à estilista inglesa Vivienne Westwood (aquela que transformou o punk em bandeira da contracultura nos 70’) e ao grupo brasileiro Cansei de Ser Sexy (CCS), que com apenas um disco independente lançado, ficou hiper conhecido no exterior e está em turnê internacional desde 2006.

E o que ambos têm em comum além de uma certa postura rocker?
A estilista escolheu a banda para tocar no lançamento de seu último perfume Let It Rockporque a garotada aqui [Londres] disse que eles eram legais“.
É, Vivenne tá ligada, os inglesinhos são super fãs do Cansei. Febre total, tanto que a vocalista Luiza Lovefoxxx estampou a capa da edição do semanário britânico “NME” (New Musical Express), em junho do ano passado (leia aqui). Foi a primeira vez que a banda ganhou capa de uma edição do “NME”, considerado a “bíblia” do rock contemporâneo.

A estilista de 66 anos, que aterrissa no Brasil pra edição 2008 da SPFW, falou pra Rolling Stones, numa entrevista bem bacana “Elogio à Polêmica“, por Ademir Correa. Ali fica evidente que ela mantém uma postura crítica do mundo e uma visão sócio-política particular, agora renovada. “Hoje tudo é ditado pela manufatura de massa e pela publicidade“, alfineta, levantando um manifesto que defende que apenas com a cultura que se pode mudar o mundo. Pra isso, lançou o manifesto “Active Resistance of Propaganda” (www.activeresistance.co.uk), desafiando o conceito de superficial, de propaganda/tendências, de “pseudocultura”, terrorismo.

Mas quem banca tudo mesmo? E onde o CCS se encaixa mesmo na moda dela?
É atitude rock, é cultura ou é só mais uma tendencinha ou febre?
Tudo isso seria contradição?
Voilà!

capa de revista

Dezembro 4, 2007 Daniela Hinerasky 1 comentário

Dani(Ela) rock star

Dani(Ela) top model – hahaha

E quem já não quis seu tantinho de fama, néam?
O blog da Oficina de Estilo lembrou do MAGMYPIC.com, onde dá pra fazer a festa e brincar de famosa sendo capa de revista.
E o tanto que Ela já é cantora famosa assediaaaaaaada pela imprensa e até editoriais, como este Preview da coleção Outono (Fall Fashion Preview). Uhuhu!!!

Dá pra sair na capa da People, na Time, na Cosmopolitan, na Seventeen e até na NATIONAL GEOGRAPHIC e ainda otras estrangeras más.
Espia lá, diverte-te e tira onda também.


girl and boy

girl and boy by rui souza

um desenho do português Rui Souza pra ilustrar que inclusive na onda dos art toys, desenhos e arte gráficas mais moderninhos da cultura urbana, girls and boys estão conectados, juntinhos, grudadinhos, “in love”.
O lacinho da garota tá fofíssimo, néam, mas por que mesmo que o menino é representado por uma gravatinha ainda nesta hipermodernidade? não seria conservador demais? ou rapazes sérios são mesmo os que usam gravata?
Meio demodê, não?
claro que gravata é sinônimo de masculinidade, virilidade, seriedade, compromisso e tantas coisas explícitas e implícitas, mas nowadays, há vários outros signos para boys, penso cá. Não é mesmo?

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