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Posts Etiquetados ‘cultura’

tatuagem?

Por que eu não tenho uma tatuagem?
Quantas vezes já me perguntaram e quantas vezes já me fiz essa pergunta…
Aí li um post da GaranceDoré, que tem a MESMA opinião que eu a respeito.
Não é que eu não ache bonito. Pelo contrário. Gosto muito e sempre admirei pessoas com tatuagens. Me atrai pela contradição própria de ser eterna/forte e inconsequente e despropositada ao mesmo tempo. Tem uma aura de romantismo por tudo isso, né?

Acho estas das fotos (a primeira é da Carola, minha orientanda da Pós, linda linda) – e deste tipo aí, no braço, costas e tal – bonitas de verdade, um tesão. Comunicam uma atitude, uma inconsequência e um não sei-o-quê que não me é inerente.
Não beira a cafonice na sutileza. Talvez longe disso. O contraste e a atitude hoje são sexy.
E agora que elas são jovens, acho sucesso (porém prefiro não imaginar meu colo – ou os braços – enrugados, caídos e marcados).

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Já tive o impulso de (quase) fazer tatuagem algumas vezes. A primeira vez foi aos 22 anos, quando mudei de ideia, e optei por um piercing no umbigo. Antes disso, apesar da minha rebeldia juvenil, sempre me senti tatuada pelas cicatrizes que carrego, em função das cirurgias ortopédicas resultantes de problema congênito. Então me conformo com “tatuagens brancas” nas pernas.

Todo mundo já quis ou pensou em fazer, né?
A vontade da tatuagem vem, assim, em “ondas” pra mim.
Mas como bem comparou Garance Doré, tatuagens são como jóias. Por isso devem passar no teste de “pense antes um ano”. Uma coisa que é pra ficar durante toda vida, tem que ser bem escolhida.

Por isso talvez fui muito feliz por ter pensado bem antes, senão hoje já teria gravado no corpo: uma joaninha (24 anos), uma rosa no tornozelo (25 anos), meu sobrenome na nuca ou na parte interna do punho (com 27) e galhinhos redobrados nos meus pés horrorosos (com 28 ). Uia!
É por isso, também, que talvez vou continuar só pensando…
Ou deveria fazer djá?

Eu ia preferir alguma bem mais clean e sutil… Que tal uma interna, como está aí? Rá, super criativa.

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Anyway, sou fã de tatuados e tatuadas. de bom gosto, sure. o/

.Tara McPherson em Porto Alegre.

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Quinta-feira, dia 13, o Cabaret do Beco recebe a artista californiana Tara McPherson para uma mostra de gravuras. Ela, que hoje vive em New York, é conhecida como uma das ilustradoras pop da nova geração pelo trabalho colorido, espontâneo – e “multidisciplinar”, como é apresentada (Ser multi é cool. no caso das artes, então).

Tara vem também autografar o novo livro “Lost Constellations” (2009) – vol II -, e mostrar parte da obra – gravuras bem bonitas cujos temas centrais são as pessoas e suas formas de se relacionar. Acho que o trabalho dela tem cenas delicadas e fortes dessas relações; e, ao mesmo tempo, traduzem a vida “surreal” que ela repara por suas lentes de artista.

Também vão estar à venda papéis de carta, canecas, toys, o livro anterior de Tara: “LonelyHeart” (2006) e uma gravura produzida especialmente para a turnê Brasileira (que passa também por São Paulo, BH, Curitiba e Rio.)

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Quem é Tara McPherson (“cortesia” do relise que eu recebi)

Tara exibe suas pinturas e serigrafias em galerias de arte pelo mundo inteiro. Já produziu posters para várias bandas de rock como Beck, Melvins, TheHives, DepecheMode, Green Day dentre outras, chegou a ser nomeada “thecrownprincessofposterart” pela revista ELLE.
Seu trabalho abrange também quadrinhos para a linha Vertigo da DC Comics, anúncios e editoriais para inúmeras marcas e revistas como Pepsi, Nike e a Spin Magazine e Toys para a KidRobot. Enquanto ainda cursava artes, chegou a trabalhar no estúdio de Matt Gröening na produção da série Futurama.

Ela é representada pela Galeria Jonathan LeVine de NY, a mesma que representa outros artistas do movimento Pop Surrealista contemporâneo como Mark Ryden, Gary BasemaneTimBiskup.

Mais de Tara: www.taramcpherson.com

Dia 13 de agosto – quinta-feira
Horário: 21h/Ingresso: R$15,00, no Cabaret do Beco

.retalhos do frio.

Cebola, passeios em Porto Alegre e moda para o friozão, incluindo casaco de vison pra sair no centro são alguns dos assuntos dos retalhos de hoje. Oh:

## Dias de frio extremo como esta semana no Rio Grande do Sul, em que as temperaturas ultrapassam pouco os 10 graus (e até baixam a linha do zero) e com esta pandemia de gripe A pelo Brasil, exigem roupas muito quentinhas. Digo, bem grossas, de lã mesmo. Nada de “peças leves pra jogar uma jaquetinha em cima”, como sugere alguma tendência.
É tanto frio que dá vontade de jogar o estilo pro alto. É preciso usar mesmo muitas peças de roupas… A tal tese da cebola, que a Miuxapop defende (especialmente para aqueles dias com as 4 estações juntas), porque acabamos tirando algumas delas ao longo do dia.

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E eu era a própria cebola com 5 camadas, na manhã deste sábado para ir até o centro, encarar o ar polar para um passeio a museus+shoppings com a família vinda de St Cruz do Sul.

* em cima: camiseta de manga curta + blusa de malha de gola alta + blusão decote V + casaco de lã + manta
* embaixo: 2 meias-calça+ saia+ bota (fora underwear, sure).

E é ao entrar nos lugares públicos fechados, que possuem ar-condicionado numa temperatura morna(!), que a gente começa a sentir desconforto e descascar algumas partes do figurino. O problema é ficar carregando isso…

## O pouco que andei no centro e nos shoppings nesse friozão, nos últimos dias, foi bom pra ver a moda (nas suas excentricidades) como ela é de fato, nas suas exigências – na sua necessidade primária, a proteção – e como as pessoas se adaptam, nas suas diferenças, não só de acordo com os gostos pessoais, mas valendo-se do guarda-roupa que já possuem, pensando justamente no bem-estar (em se proteger do frio e se aquecer).
#Apesar destes extremos de temperatura, a moda é (e deve ser), cada vez mais, o uso adequado das roupas para o bem-estar: pessoal e estético, como demonstram os exemplos de estilo e atitude na moda de rua das (fotos que tirei, abaixo), do morador de toca de lã bem quentinha e da senhora elegante de vison, próximos do Museu. CONFORTÁVEL PRA QUEM USA E PRA QUEM VÊ!

## Falando em Museus, quem não foi ainda, tem que ir no MARGS ver a exposição “ARTE NA FRANÇA” (vai até o dia 30 de agosto).
Além de ver tudo de lindo do Realismo e do Cubismo do lado de dentro (levando só 1kg de alimento não perecível) – como Les Demoiselles de Renoir (As meninas rosa e azul), pode ter a sorte de ver retalhos de rua ainda mais bonitos como o tranquilo senhor e a chiquérrima felpuda, ou até “As Meninas” de verdade (minhas fofas afilhadas Isadora e Valentina), que estavam comigo (mais fotos aqui)

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## A exposição “Reflexio: Imagem contemporânea na França“, no Santantander Cultural, também em comemoração ao Ano da França no Brasil, tem belas fotografias e vale muito a visita (eu mesma já fui 3 vezes). “The Ongles” são minhas preferidas. Vai lá e me conta sobre estas aí. o

"Engenheiros do Hawaí já basta um!"


Na semana do Dia Mundial do Rock (dia 13), o PORÃO do Beco fez uma programação (aqui) tudibom, que vai até o domingo. É o GIG ROCK. O mais bacana é que a agenda não se limita às festas com show de bandas (conhecidas e outras nem tanto e tb dá espaço pras novas), porque promove também o GIGRockDebate e o Rock ‘N’ Talk.
no sábado passado, dia 05, fui com uma amiga ao GIGDebate – “Comprei uma guitarra. O que eu faço agora?”, no qual o jornalista Marcelo Ferla mediou um papo muito interessante com uma galera especial du rock (Pablo Miyazawa, editor da revistaRolling Stone), Lelê Bortholacci (empresário e produtor, da LB Produtora) e o Jimi Joe (hoje na Unisinos FM, mas que é também rockeiro e que já trabalhou até no Estadão escrevendo sobre o música). O Mini, da Walverdes, não pode ir, justificou, e vai neste sábado agora.
Confesso que fui como uma curiosa do jornalismo musical e saí de lá faceira pq aprendi muito.

O que eu faço agora? ou melhor, o que eu devo fazer sempre!
Os insights e as falas de cada um no tal debate (visões diferentes, inclusive) foram aulas de jornalismo e foco em carreira (não só musical), sobre alternativas independentes, sobre a visão que se tem da cena gaúcha etc etc etc.

O que mesmo?

- sobre a guitarra, escolha sempre a de melhor qualidade (as importadas são normalmente as melhores), pra que isso se reflita no resultado do som. normalmente isso é levado em conta por produtores, produtoras, radialistas e tal. Pra não doer o ouvido -, é o que destacou o experiente Jimi Joe.
- o produtor da Fresno, Lelê, por outro lado, não está nenhum pouco interessado na qualidade do material; mas na (auto)repercussão do grupo/banda, cantor, na capacidade que a mesma tem de se publicizar hj com os recursos possíveis hj na internet, por exemplo, e nos festivais independentes. Quer dizer, as novas mídias (redes sociais – Myspace, orkut etc, neste caso) permitem que uma banda se projete e conquiste fãs e seguidores. e é este fenômeno que um produtor vai observar, a exemplo da Fresno, Malu Magalhães etc.
- Pablo, da Rolling Stones, deixou claro que o RS não se destaca por “rock gaúcho” algum. não há regionalismos no rock brasileiro, nenhuma diferenciação, sequer artista que se apresente desta forma.
o que ocorre aqui, na verdade, e que não foi comentado, digo eu: não é que exista um “rock gaúcho”, é o RS que é um estado cuja identidade musical passa pelo rock (além da música tradicionalista – e não pela música sertaneja como São Paulo, por ex). seja o gosto pelo rock “desterritorializado” ou o rock feito aqui.
neste caso, o que se evidencia é o bairrismo do gaúcho, que leva a uma pergunta como a do Ferla.

- entre as coisas mais interessantes – e óbvias, porém – , foi o conselho de todos da mesa: ser autênticos na sua música (e aí que me remeteu ao jornalismo). “Não adianta querer copiar. Engenheiros do Hawaí já basta um!” – larga Jimi Joe.
e aí seja Engenheiros, Beatles ou qualquer outra banda.
isto está ligado a várias questões: na criatividade, no talento, no trabalho duro de produção, nos estilos, em acertar nas escolhas etc e, tb, ao próprio ciclo da produção musical (e da comunicação) hj. pq até tu copiar alguém bem, tu já é tão “last week”. então tem que ser original.

Quem está começando hj, até conseguir ser bom e engrenar, precisa ter e seguir um foco – uma proposta -, encontrar estilo e um diferencial.
Copiar não tem jeito. Ferla foi enfático quanto a isso.
Isso me fez (re)pensar muito o meu blog tb e confirmar pq eu (ainda) escrevo pouco aqui. e mais: p q não escrevo mais sobre semanas de moda e dress-code e tals, apesar das pessoas pedirem.
Primeiro, porque já tem muita gente que faz isso no resto do Brasil, e bem! (e estando em são paulo e no rio) segundo, pq no meu blog, eu trago pitacos sobre tendências, moda, comunicação e comportamento. minhas interações com assuntos destes universos. enfim, tudo o que realmente me comove nesse mundoo hj.
porém, talvez não tenha realmente engrenado, por não ter achado um (o meu) diferencial.
a falta de tempo, claro, não me faz dar conta de nada disso, mas tenho certeza que se eu tivesse mais clareza sobre meu foco e meu diferencial aqui (linha editorial) e até o público pra quem eu falo, tudo seria mais fácil e os posts fluiriam.
é hora de engrenar, pq esse tanto de visitas que eu tenho tá me deixando teeeeeensa. eu prometo melhorar. =)

ah:
a) não comprei a guitarra, mas o violão tá na lista de espera.
b) tem GIGRockDebate, no sábado, dia 12, às 17h (olha quanta gente bacana + Mini que faltou no último sábado)
- Fabrício Nobre (Abrafin-Monstro Discos-MQN)
- Tiago Carandina (MySpace)
- Roger Lerina (Zero Hora)
- Iuri Freiberger (Tom Bloch-Curador do Gig Rock)

c) e Rock ‘N’ Talk no domingo, dia 13, tb às 17h, discutindo os Caminhos Alternativos pra produção musical. mega bate-papo com mediação do Frank Jorge.
para os 2, tem que levar um kg de alimento não-perecível.

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da série: tendência/contratendência


“Awake is the new sleep”.

“Quiet is the new loud”.

foto da exposição “the cyber mythologies“, de David Haines. na Galeria Luisa Strina – Rua Oscar Freire, 502. São Paulo/SP (tive lá no dia 28 de maio).
Belíssima mostra de cenas do cotidiano, desenhadas a lápis.
Uma crítica ao estatuto da imagem, das grifes, do excesso…
O segundo é o álbum do Ben Lee. Sugestivo, antenado, atual. gosto muito.
Calar significa muito às vezes.

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velocidadeXprodutividade

Agora, aqui, veja, é preciso correr ao máximo que você puder para permanecer no mesmo lugar. Se quiser ir a algum outro lugar, deve correr pelo menos duas vezes mais depressa do que isso!” Lewis Carroll

procurando na teoria explicação para falta de dar conta de tudo.
por enquanto, digerindo, deglutindo…
tem toooooodo o caminho.

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socializando

taí oh, tudojuntoreunido no http://hellotxt.com
- o twitter, o jaiku, o pownce, o facebook, o myspace, e o bebo -
é só marcar na barrinha de uma das redes ou microblogs (entre as opções acima) que vc queira atualizar, escrever a msg no espaço destinado para o “txt” and “Send message”. e tem opção imagem e vídeo.
pelo menos os sistemas estão ficando inteligentes né… além de novas ferramentas, já estão se integrando…
penso que esta seria a evolução natural.
ate porque a gente já customiza o recebimento de notícias, nossos própria página inicial… enfim…

mas oh.. – nem conhecia todos estas parafernálias, e… como já comentei neste post aqui, todas estas redes sociais (e tem rede social pra tudo hj!) são principalmente uma oferta de relacionamento e de entretenimento, como o “bebo“, que permite os amigos compartilhar videozinhos pessoais num canal próprio. o jaiku tb tem vídeo. divertidinhos pra quem tem tempo.
não sei é se suportam, pq se o twitter vive fora do ar. kkk.
eu sou fã do Last.fm . quem curte música e não sabe do que eu tou falando, tem que conhecer. depois me conta. é pra socializar mesmo gosto e conhecimento de música e saber quem tem o mesmo perfil de ouvinte que vc.
agora, pra quem é “cabeção”, interessante é trocar idéias e comentar livros e autores preferidos.
tem esses aqui em inglês (LibraryThing e Shelfari) e o Café História, que é mais voltado pra todos que curtem mesmo História. dá pra publicar textos acompanhar pesquisas.

olha, deve ter muuuuitas mais redes pela web.
conhece?

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comportamento de consumo


geeeeeente!
recebi o convite da WGSN (pra quem não sabe, um dos principais bureaus de tendências do mundo)!
wiht registration form and entry pass, of course. phiina!
e é no Rio, quarta-feira, dia 11 de junho.

lema: devagar e sempre.
por enquanto: quererem.

para onde vai andar o desejo dos consumidores?
quais serão os eixos centrais dos nossos comportamento a partir de agora?
é mais ou menos sobre esses pilares (direções), que podem orientar (ou não) o mercado e a indústria (da moda, do design, de carros, enfim, do consumo de bens duráveis e os de lançamento sazonais) que a WGSN fala neste evento.
na verdade, eles trabalham através de pesquisas pra desenhar uma possibilidade de direcionamento no comportamento dos consumidores (tendência), quer isso esteja nas ruas, nas redes sociais, nas festas etc.
hj o mercado fatura com a “indústria das tendências” (inclusive a wgsn), com algo do cotidiano que é “traduzido” para o mesmo.

dando pitaco… quais serão agora estas direções? apontarão para lados opostos?
contratendências?
o green se potencializa; quer dizer, a valorização das questões ecológicas, da natureza e tals, que o Brasil e algumas marcas apostam faz tempo só tende a continuar. foi a chamada tendência básica “primary” pela
própria WGSN há uns 2 anosque já falamos aqui.
e o que mais virá? e o que virá de novo?
reapropriação das décadas passadas ou um salto para o futuro?
vão falar em novo luxo? em que? em que????
wait for…

san paolo – first impressions version 2008

san paolo é sempre uma experiência incrível.
vim para um curso de Crítica da Moda com a Maria Prata fofa editora da Vogue, na Escola São Paulo, que tem uma infinidade de cursos ótimos nas áreas das artes, cultura, comunicação e afins.
eu aproveito pra estudar sobre gente, vida, tendências, rever amigos. hj vim para o Brás com o Marcos, um amigo estilista que tem uma confecção aqui. ele foi super fofo (porque fora os presentes que me deu) porque foi comigo sabe onde?
Na 25 de março!!!!!!!! aquela rua onde se encontra de TUDO por aqui. a filial de Ciudade del Leste (Paraguai) no BR.
daria pra dizer da China tb. mas não é só chinês que se houve falar (de verdade!). japonês, inglês, trompei com franceses (!), sem falar nos sotaques nordestinos e os do restos do Brasil.
experiências incríveis. busão Praça da Sé, comi doce árabe (baklewa – delíiiicia, feito de massinha beeeeeeeeem fininha assada. comemos 3 tipos diferentes pra eu experimentar (com café expresso, for sure): com tâmara, pistache e geléia de figo), chiclé de gengibre, …. + cansaço nas lojas de bijoux, badulaque etc e tal.
era tanta coisa bem no estilo fast-fashion made in China (maneira elegante de dizer péssimo acabamento) e de mau gosto mesmo, que eu cansei. mas claro que com tempo e dedicação, dá pra achar trecos interessantes. mas com dedicação.
e tensão. pq não dá pra ter bolsa e tem que estar atento a tudo, inclusive, com o horário da volta, pra não pegar engarrafamento… kkkk
é… tem que pensar na vida de vendedora, néfácilnão!!!
saldopositivíssimo. ainda mais conhecer o que se vende (e desemboca da moda) do Brás.
nos próximos posts conto mais e moostro o que eu gostei (e comprei).

tenho que correr pro curso, pq hj tem erika palomina lá e quero ver o que ela tem a dizer.
estou levando meus temas de casa. a crítica do desfile marc jacobs spring 2008.
bj, bj. =)

Men are the new women

tenis Married to the Mob – Men are the new Women

Uma das principais leis das tendências é a lei de Poiret , que também pode ser chamada de “neomania“, porque é o fenômeno de abandonar constantemente uma mania/onda para adotar outra quando algo se populariza e acaba por se caricaturar.
Quer dizer, é quando uma tendência chega ao seu limite “físico” – máximo – e, possivelmente vai se estabelecer uma contratendência, oposta àquela (mesmo que de forma progressiva).
O estilista francês (1879-1944) que dá nome à esta lógica resumia muito bem o fenômeno:
Qualquer exagero em termos de moda é o sinal de seu fim”.
Então, quando algo se torna comum, é preciso tentar superar. E hj isso é previsível; assim se move a indústria, o mkt, a publicidade (a comunicação toda) and so on.
Tendência no singular pode até não existir, agora tendências no plural sim.
São vários vetores, ícones e referências que norteiam até nossas escolhas mais simples. Fato.

Estou sempre pensando sobre estas coisas, mas foi lendo uns trocadilhos no blog da Ana (ótemos), que comecei a pensar sobre contratendências, sobre tendências que já eram e algumas que podem vir a ser.
Porque tu sabe, né?!, tudo aquilo que tá nas vitrines, nas ruas, e que já virou moda, it’s over. Forget it. Adota e usa enquanto aguentar.
Mantém só o que tu gosta mess…
Anyway, it does not matter. Be free.

Bueno, aqui vão as novidades! Tendências?!

Men are the new women!”. Pense nisso!

Down is the New Up“.
Serááá?. Será que não?
da triste mas fofa música do Radiohead.
O que é up hj?

Smart is the new sexy”, do seriado “The Big Bang Theory” (que eu queeero ver).

Fashion is fuck the fashion”. (siiiim!!, moda é não estar nem aí pra moda. É não se desesperar pelo que está nas vitrines. é não se vestir para os outros. É se vestir de acordo com nossa rotina e nosso tipo físico.)

Luxo é inteligência emocional” (isso pra mim, considerando que o luxo, no sentido de possuir bens de consumo perdeu o brilho. ainda preciso pensar mais sobre. por enquanto, quero tua opinião, ok?). por isso, marque a opção desejada: – O NOVO LUXO É:
a) ter tempo
b) ter muito
c) ter (ou ser) o diferente
d) ter o bastante (o suficiente)
e) ter poder


no plural


desafios. São vários e não “um” os desafios dos veículos de comunicação hj.
paradigmas mutantes e novas utopias num cenário em que tecnologias e pessoas se atualizam a toda hora. estão acelerados. avançam e circulam em série. que coisa!
rádios e tvs digitais. grandes e microblogs “às pencas” online. vidas solitárias e (aparentemente) acompanhadas.
cópias idênticas de materiais e pessoas. e, cada vez mais, a tentativa de ser singular.
realidades, resistências, exigências.
nada disso é novidade pra ti?

desde a criação da prensa, por Gutenberg (que permitiu as primeiras cópias), e do telégrafo, que fez circular a informação via cabos – a meu ver as principais e grandes revoluções na comunicação -, é Internet que vem “causando”.
Tecnologia que tb transformou o jornalismo, suas práticas e as relacões e redes sociais. Novas formas de interação. E não estou aqui divagando no otimismo desse processo. Nem nas coisas nem tão boas que trouxe.

O fato é que há um discurso em torno do digital nas redes e na questão das cópias idênticas, especialmente, na música. Sobre isso, encontrei um livro, nas férias, em Buenos Aires, que fala exatamente de como as múltiplas possibilidades e liberdades da Internet (baixar mp3 e cds inteiros, livros e descobrir tantas coisitas que amamos) pode alterar a ordem cultural estabelecida e, claro, a relação entre autenticidade, originalidade e identidade.

O título é LA UTOPIA DE LA COPIA – El pop como irritación, da Editora Interzona.
Mercedes Bunz, a autora, discute sobre como as cópias digitais, mudaram definitivamente essa relação, com capítulos curtinhos que relacionam desde autores, como Foucalt, Walter Benjamin e Derrida traçando um debate sobre a estética pop atual, ao comentar sobre Kraftwerk, Missy Elliott, Devendra Banhart, CocoRosie e Karl Lagerfeld, por exemplo. Ela é diretora da revista de música eletrônica DE:BUG, alemã.
Se a supremacia hj é a lógica da REPETIÇÃO, a pergunta que é lançada é será que “da repetição surge a novidade?
Daí que a gente não pode ser tão pessimista!

Nas duas partes da publicação, conforme o título, vários assuntos do universo pop contemporâneo são abordados e combatidos, entre os quais: cyborgs, moda, poder, clube de fãs, a mudança dos signos pós-culturais e uma teoria pop-neoliberal.

uma crítica interessante.
vale reconhecer os desafios. ainda que de um ponto de vista europeu.
vou tentar fazer posts mais temáticos.

O desafio da mídia

Começou hoje o “1o Ciclo de Debates Mídia e Sociedade“, organizado pelo PPG em Comunicação da UFSM (onde me formei jornalista), em SantaMaria. Confira a programação completa aqui

Vai até quinta-feira, dia 27 e a programação é bem interessante. A idéia é colocar em discussão os estudos dos pesquisadores que acabaram de concluír o Mestrado . Questões ligadas aos desafios da interatividade, discurso televisivo, jornais populares, publicidade, cultura, Relações Públicas, identidade estão entre os temas.

Fui convidada para participar de uma das mesas: Televisão e identidade regionale estarei na quinta-feira, no ESPAÇO CULTURAL CIENTÍFICO ABO-RS, no centro, às 14h, junto com duas RPs: a Mestre pela UFSM Adriana Stürmer e a “xará” Daniela Jardim, Gerente Comercial da RBS TV Caxias do Sul.

Assim como moda, as relações entre TV e identidade estão entre meus focos de pesquisa desde a graduação, através de um interesse em compreender as tendências de programação em redes regionais de TV.
Mas foi no mestrado em Comunicação (UFRGS) que me dediquei a estudar a representação da identidade gaúcha na série Histórias Curtas da RBS TV, nos seus primeiros anos. Nos anos seguintes continuei com estas pesquisas.

Agora vai ser interessante e oportuno (re)discutir uma temática “explorado” há tantos anos pelas emissoras regionais.

da importância das pessoas

Nunca mande um humano fazer o trabalho de uma máquina“.

Agente Smith/Hugo Weaving, em Matrix

[e vice-versa]

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Cansei de ser sexy

Cansei de Ser Sexy, download do myspace deles


Vivienne – foto puxada do site da Stones

Abaixo a vulgaridade.
A moda esta cada vez mais feminina, ladylike.
As vontades de inverno (leia o que aponta Glória Kalil) indicam silhuetas mais ajustadas, contornos sutis, comprimentos elegantes. As coisas de novo no lugar. Isso não quer dizer falta de atitude, de cor ou de detalhe. Mas até o excesso tem de ser equilibrado.
A (micro)tendência da roupa-lingerie, trazidas por Marc Jacobs, Dior e Louis Vitton (confirmadíssimo!), ora aparecendo, ora fazendo às vezes de blusas e vestidos mesmo – tão feminino né! – tem seus momentos e restrições.
Está bem claro no artigo da toda-poderosa Constanza Pascolato, na Vogue: “é uma moda íntima retrô, lânguida, distante anos-luz da parafernália sex shop da atualidade. [...] Trata-se de um novo romantismo. Elegante, liberado do clichê mulher-objeto de ontem e também do da supermulher artificialmente transfigurada, tão popular hoje em dia”, completa Constanza.
(Benzadeus: sexy em excesso é over. Mas isso todo mundo, sabe, né? – glub!)
É uma atitude romântica!

Aliás, atitude é o que não falta à estilista inglesa Vivienne Westwood (aquela que transformou o punk em bandeira da contracultura nos 70’) e ao grupo brasileiro Cansei de Ser Sexy (CCS), que com apenas um disco independente lançado, ficou hiper conhecido no exterior e está em turnê internacional desde 2006.

E o que ambos têm em comum além de uma certa postura rocker?
A estilista escolheu a banda para tocar no lançamento de seu último perfume Let It Rockporque a garotada aqui [Londres] disse que eles eram legais“.
É, Vivenne tá ligada, os inglesinhos são super fãs do Cansei. Febre total, tanto que a vocalista Luiza Lovefoxxx estampou a capa da edição do semanário britânico “NME” (New Musical Express), em junho do ano passado (leia aqui). Foi a primeira vez que a banda ganhou capa de uma edição do “NME”, considerado a “bíblia” do rock contemporâneo.

A estilista de 66 anos, que aterrissa no Brasil pra edição 2008 da SPFW, falou pra Rolling Stones, numa entrevista bem bacana “Elogio à Polêmica“, por Ademir Correa. Ali fica evidente que ela mantém uma postura crítica do mundo e uma visão sócio-política particular, agora renovada. “Hoje tudo é ditado pela manufatura de massa e pela publicidade“, alfineta, levantando um manifesto que defende que apenas com a cultura que se pode mudar o mundo. Pra isso, lançou o manifesto “Active Resistance of Propaganda” (www.activeresistance.co.uk), desafiando o conceito de superficial, de propaganda/tendências, de “pseudocultura”, terrorismo.

Mas quem banca tudo mesmo? E onde o CCS se encaixa mesmo na moda dela?
É atitude rock, é cultura ou é só mais uma tendencinha ou febre?
Tudo isso seria contradição?
Voilà!

mate: o item da semana!


ERVA-MATE é a sensação e o mate: a bebida da hora
PARA A SAÚDE!
ainda mais na sua versão “tererê” (gelada), típica dos paraguaios, refresco para esses dias quentes! Porque no Rio Grande do Sul mesmo agora no verão se mantém o hábito do chimarrão* (bebida quente, também feita com a erva-mate).

A dica tá no Style.com (a Vogue “north america”), na seção “item of the week“, mas quem saca do assunto são, ou melhor somos nós, os sul-americanos (especialmente gaúchos, argentinos, uruguaios e paraguaios).
O mate é socializador, aproxima as pessoas – o que é uma característica dos sulinos -, além de ser ótima companhia para o dia.
A dica da Vogue é experimentar o chá de “yerba maté” como “combustível” para o novo ano, ao invés de um café ou Coca diet, apostando no chá de mate como uma poção poderosa para ganhar energia e até perder peso. Ohhh!!!

obviamente, a editora se referia a uma “yerba” específica. ha! era publicidade para a Guyakí Yerba Mate.
mas o Retalhos recomenda tererê, chimarrão (amo!) e chá de mate na xícara… sempre!
Algumas boas ervas gaúchas (e seus sites):
- Vier, que ensina com figuras e tudo como preparar um chimarrão
- Barão (aqui tb tem dicas ótimas e explica como até com leite dá pra preparar…)
- Madrugada (lá, em Venâncio Aires/RS, eu conheci todo o processo de fabricação da erva, desde a colheita das folhas, quando produzi para a RBS TV o documentário a lenda da Erva-Mate, da Série Histórias Extraordinárias, dirigido por Hique Montanari – será que eu tenho cópia?).

A Página do Gaúcho tem tuuuuudo, tudo mesmo sobre Chimarrão – das origens, vídeo ilustrativo até receitinhas com a erva tradicional. E aqui tem algumas receitas com erva incríveis!!!

Mate no Parque da Redenção/maio 2007, programa comum
dos gaúchos nos finais-de-semana.
mas o hábito do chimarrão é cotidiano.

+ CURIOSIDADES:

* Os 10 Mandamentos do Chimarrão

1) Não peças açúcar no mate
2) Não digas que o chimarrão é anti-higiênico
3) Não digas que o chimarrão está quente demais
4) Não deixes um mate pela metade
5) Não te envergonhes do ronco do fim do mate
6) Não mexas na bomba
7) Não alteres a ordem em que o mate é servido
8) Não durmas com a cuia na mão
9) Não condenes o dono da casa por tomar o primeiro mate
10) Não digas que o chimarrão faz mal.


O Ritual do Chimarrão

Bebida tradicional do gaúcho, o chimarrão possui seus rituais, que devem ser preservados para garantir sua autenticidade. O primeiro mate deve sempre ser oferecido à pessoa que está à direita do cevador ou a alguém que se queira distinguir e, depois dele, a roda segue pela direita sempre. Quando alguém não quiser continuar tomando mate deve agradecer e, então, na próxima volteada não receberá a cuia. Esta deve ser entregue sempre com a mão direita e se, por qualquer razão, tiver de ser usada a esquerda, a pessoa deve dizer: “desculpe a mão”. Quando isso acontece, por gentileza quem recebe responde: ” É a mão do coração”. O mate deve ser tomado todo, até esgota-lo, fazendo roncar a cuia. Oferecer um chimarrão é uma demonstração de amizade e hospitalidade.

* A origem do chimarrão está ligada ao hábito dos índios guaranis, que sorviam uma bebida feita com folhas fragmentadas, tomadas em um porongo por meio de um canudo de taquara, herança, segundo a tradição, do Deus Tupã. O hábito do consumo foi fortalecido e expandido pelos espanhóis e jesuítas.

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