
desafios. São vários e não “um” os desafios dos veículos de comunicação hj.
paradigmas mutantes e novas utopias num cenário em que tecnologias e pessoas se atualizam a toda hora. estão acelerados. avançam e circulam em série. que coisa!
rádios e tvs digitais. grandes e microblogs “às pencas” online. vidas solitárias e (aparentemente) acompanhadas.
cópias idênticas de materiais e pessoas. e, cada vez mais, a tentativa de ser singular.
realidades, resistências, exigências.
nada disso é novidade pra ti?
desde a criação da prensa, por Gutenberg (que permitiu as primeiras cópias), e do telégrafo, que fez circular a informação via cabos – a meu ver as principais e grandes revoluções na comunicação -, é Internet que vem “causando”.
Tecnologia que tb transformou o jornalismo, suas práticas e as relacões e redes sociais. Novas formas de interação. E não estou aqui divagando no otimismo desse processo. Nem nas coisas nem tão boas que trouxe.
O fato é que há um discurso em torno do digital nas redes e na questão das cópias idênticas, especialmente, na música. Sobre isso, encontrei um livro, nas férias, em Buenos Aires, que fala exatamente de como as múltiplas possibilidades e liberdades da Internet (baixar mp3 e cds inteiros, livros e descobrir tantas coisitas que amamos) pode alterar a ordem cultural estabelecida e, claro, a relação entre autenticidade, originalidade e identidade.
O título é LA UTOPIA DE LA COPIA – El pop como irritación, da Editora Interzona.
Mercedes Bunz, a autora, discute sobre como as cópias digitais, mudaram definitivamente essa relação, com capítulos curtinhos que relacionam desde autores, como Foucalt, Walter Benjamin e Derrida traçando um debate sobre a estética pop atual, ao comentar sobre Kraftwerk, Missy Elliott, Devendra Banhart, CocoRosie e Karl Lagerfeld, por exemplo. Ela é diretora da revista de música eletrônica DE:BUG, alemã.
Se a supremacia hj é a lógica da REPETIÇÃO, a pergunta que é lançada é será que “da repetição surge a novidade?“
Daí que a gente não pode ser tão pessimista!
Nas duas partes da publicação, conforme o título, vários assuntos do universo pop contemporâneo são abordados e combatidos, entre os quais: cyborgs, moda, poder, clube de fãs, a mudança dos signos pós-culturais e uma teoria pop-neoliberal.
uma crítica interessante.
vale reconhecer os desafios. ainda que de um ponto de vista europeu.
vou tentar fazer posts mais temáticos.
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