sexta-feira e chove
And I say hey… I said hey what’s goin’ on
.
Whats Going On [1993]
4 non blondes
.
hoje tá com cara de sarau.
hoje tô com a mesma montanha de esperança de sempre.
tô com #teenagerfeelings.
beijos
And I say hey… I said hey what’s goin’ on
.
Whats Going On [1993]
4 non blondes
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hoje tá com cara de sarau.
hoje tô com a mesma montanha de esperança de sempre.
tô com #teenagerfeelings.
beijos
“Music is the only thing that makes sense anymore, man.
Play it loud enough, it keeps the demons away“.
JoJo, Across The Universe
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Oh yeah, I’ll tell you something,
I think you’ll understand.
When I say that something
I wanna hold your hand
[...]
And when I touch you I feel happy inside.
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.
Play Beatles loud and have a good weekend, holding hands!
:D
Porque eu não podia deixar esta passagem do Beirut no Brasil, sem postar um dos clips mais “savoir-vivre” e “cara-de-à vontade” do grupo e de uma das músicas mais bonitas – Nantes -, cuja letra lembra uma noite nesta cidade francesa, mas que podia ser em Floripa, Porto Alegre ou Faxinal.
Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile
And I’ll gamble away my fright
And I’ll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile
[...]
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Zach Condon, muso, tô te esperando, hoje, depois do show em São Paulo! :P
#soubeiruta
pra um final de semana delícia, uma música doce e contagiante
do duo dinamarquês (com a lindaplatinada Sharin Foo) The Raveonettes,
que eu amooo: “You Want The Candy”.
#I WANT.
(versão ao vivo)
Não sei se o que mais gosto neste clip da Camera Obscura é o figurino retrô (do casal cute e também do pessoal da banda), o roteiro, o ritmo da edição, os cenários afrodisíacos, os pulinhos dançados dele pelas metrópoles… ou o que vídeo próprio me faz lembrar. Ah, as meias roxas, o Jardim de Luxemburgo, e as pernas cansadas por aí. Tem que (re)ver que docinho este clip.
Cara de sono no parque. Romance. Meu tênis. Romance. Europa. Romance. Unhas vermelhas. Romance. Meu tipo de pele. Romance. Final de filme. Romance. Havia coisas desse gênero pelas quais chorar. Era romance.
Pra deixar o final de semana mais bonito ainda: “French Navy”.
*texto livremente inspirado em Miranda July.
Tô numa nostalgia dos anos 80 que nem sei.
Comecei a cantar “Coração ligaaaado, beat aceleraaaaado [repeat]“… e não parei mais. O pessoal da banda Metrô (franceses radicados no Brasil) era MUITO pop (eles também são conhecidos pela famosa
Tudo pode mudar – e no balanço das horas, tudo pode mudar…)
Acho o clipe de Beat Acelerado uma lindeza, com mil referências de roupas, acessórios e estampas, porque a moda dos 80′ tá se renovando há horas nas coleções e nas ruas, né.
O mais legal do clip que vale hoje?
A gravatinha borboleta dele com tênis e SUSPENSÓRIO, os modelos diferentões das camisetas, as listras (tão tão massivo e que gostamos TANTO), a estampa bizarra (adoiro)!
As blusas de ombrao de fora que a vocalista Virginie usa e o brincão prata (modelo “waffer”) em uma orelha só são the best.
E o vestido lilás com cintura marcada e luvinha de renda, como posso viver sem?
Glamour é o cabelo dela! E o tanto que eu queria fazer permanente pra ter cabelo volumoso (#prontoconfessei)

*ps.: se vc nao gostar de nada, o clipe vale pelos olhos do galã. o/
Pega este bonde.

Vai aí uma das minhas faixas preferidas, em homenagem a minha amiga
e diva master Cat Power, que hoje faz um dos shows em São Paulo.
E eu não conseguirei estar lá. Capaz?
Sorry, darling! The next!
Desconfio que fomos separadas no nascimento. :~~~

Não tenho nada de novo pra dizer sobre o Michael Jackson, que morreu no dia 25. Este blog não precisaria simplesmente reiterar aqui o ícone da música e da moda que ele foi para o mundo, até porque milhares de outros sites e blogs já o fizeram com propriedade, desde a quinta-feira, como este e este, apenas para citar dois.
Só queria postar um retalho histórico com minha simples homenagem, pelas lembranças que tenho de quando eu era criança e ensaiava os passos dos clips dele na frente de espelho… ou antes ainda, me emocionando, quando via os filmes do Jackson Five, na “Sessão da Tarde”.
MJ foi se tornando no meu imaginário o que ele é hoje, para o mundo: um mito, uma referência (estética), apesar de qualquer polêmica ou excentricidade.
E seja pelo sucesso, pelo carisma, por clips que chegavam em Faxinal do Soturno (onde morei até os 15 anos) justamente porque ele era pop, ou até pelo figurino marcante, como jaquetas (as de estilo militar inspiraram até as Paquitas), ou outros adereços dele, como os óculos aviador e os sapatos com meias brancas (ficava ótimo pra nele), merece ser lembrado. E vai. Seja Black, White. Or now, that he will be gray. cinzas.


E aí que depois de olhar alguns desfiles e ler algumas críticas, tava aqui pensando nas cores do verão 2010 (dois mil e DEZ, galere!!!): vão predominar os tons pastéis, o “nude” (ai a-d-o-r-o esta palavra) e o cinza JUNTO COM as cores fluorescente (o coral, o amarelo limão, o rosa…) e fortes. Aquelas inusitadas, que vão trazer uma pitada de exuberância pro guarda-roupa (e também pra maquiagem) das gurias.
Dá a cara de um verão mais ‘chique’ com estas ’sugestões’, né? As cores arrematam. Ou são pra dizer: “é verão, viu,?” Ou então: “Tem glamour! Estamos em 2010, não precisamos ficar apagadinhas como em 1910“
E eu achei TÃÃO DAVID BOWIE esse verão. Lembrei dessa capa do álbum de 1973 (Aladdin-sane), com o raio azul e vermelho pintado no rosto, que é a que todo mundo associa a ele e ao rock, claro. Um Bowie contemporâneo – repara nas maquiagens!

Mas dá pra dizer que o Verão 2010 tem a contemporaneidade de Bowie e sua capacidade de transgressão (e de se atualizar) e é, ao mesmo tempo, bonito e elegante como ele (é só olhar as fotos de Bowie como ator ou mais velho).


Quase todas as coleções nos solicitam um gosto mais refinado, “quiçá” de um “nórdico” charmoso e louro (como diria Caco Antibes) – geente não estou excluindo negras e morenas. O que quero dizer é que tá tão “europeu”. Tá um verão com cara de inverno até: nas cores sóbrias, nos modelos e na tendência das botas.
Aqui pro sul vai ser ótimo.
Bom, foi assim que as cores e os sons do verão 2010 bateram em mim.
Aqui o clipe Sound and Vision pra se inspirar no glamour do Bowie.
p.s. Fotos: site Chic

“Couleur Soustractive” tem aquele tipo de música que pode ser tudo o que a gente precisa pra ‘viajar’, relaxar, se deixar levar… em casa, no parque ou olhando pra um céu absolutamente extraordinário de estrelas…
O EP todo é um hibrído de ritmos e ruídos eletrônicos bonitos e leves (e tão intensos ao mesmo tempo), de línguas diferentes – francês, inglês, alemão, japonês e origem brasileira (o melhor!) -, referências de bandas (poeticamente assinaladas por Brigatti aqui), códigos e sensações do músico e produtor Tiago Casagrande. A linguagem particular que ele encontrou pra falar do seu jardim para o mundo.

“Les couleurs soustractives sont couleurs volées”. Quer dizer, são cores roubadas de um jardim concreto (numa livre interpretação minha do “soustractives”, já que o próprio Tiago me contou que a escolha deste termo acabou se encaixando, mesmo sem ele saber ao certo de onde surgiu), mas nem por isso apagadas ou dimimuídas, embora alguns trechos ou faixas pareçam mais melancólicos, refletindo o “noir“, soturno mesmo, aquele colorido que é, ou às vezes tem de ser (forçosamente) extraído de nossoas vidas.
Nem todas as cores cintilam leve como “eye water (radiate)”, a faixa 4,
ou 白ガラスプリズム (lê-se “shiro garasu purizumu” e significa “white glass prism”, como me contou), mas cores do mundo permeiam todo o disco. Um prisma de vida!
Aqui no site do projeto All your gardening needs dá pra baixar o EP inteiro, também tem Myspace e Last.fm e, abaixo um trecho do “about” sobre o “Couleur” (gosto muito), onde o também publicitário Tiago dá o tom desde o começo:
começou “some colors”, hesitou em “margot tenenbaum” e acomodou-se em “couleur: soustractive”. mantive a questão das cores, mas — – — em muitos momentos não consigo fugir do dark ambient. (margot é uma questão de culto, mesmo.) donde acabou tornando-se ainda sobre tonalidades, mas não objetivo, demonstrativo; mais para questionador. não abrindo uma palheta sonora para que o ouvido (e a sugestão) trabalhassem alguma sinestesia, mas orbitando sobre a captura da cor.
Alors, por enquanto tudo é divagação pra ti sobre tais tonalidades, né? Verde, azul, preto… ou o mix de todas juntas, é quando bate no ouvido que “Couleur Soustractive” ganha sentido luminoso. Ouve lá e me diz o que achou!
beijo.
1. É de Gramsci (citado por Martín-Barbero em “O Ofício de Cartógrafo“) a afirmação de que o homem é influenciado pelo meio (e vice-versa) e, neste raciocínio, movido pelo que lhe afeta. Adoro o argumento porque desde o início, uso exatamente este verbo para explicar meus interesses neste blog. Então, sempre, e cada vez mais, é necessário se envolver, estar, pesquisar, estudar e trabalhar COM aquilo que nos afeta e sobre aquilo que temos afeto. Que nos sensibiliza, comove, seduz. Imagens como estas, por exemplo:


2. A moda, ah… a moda. Ainda ouço tantos comentários preconceituosos (e ignorantes) que terei que escrever vários posts aqui pra explicar o que é, o que gera e movimenta na economia, que nem sei se vale a pena. Sim, roupa é diferente de moda. Em sentido amplo, a moda comunica, porque as roupas definem quem a gente é. Mas, sobretudo, moda é mercado, ou seja, não tem sentido se não vender -, não é objetivo ir pra Museu (ninguém é ingênuo). E os desfiles servem para apresentar conceitos das coleções e não roupas as para se usar nas ruas (a despeito de coleções cada vez mais comerciais, em especial no Brasil) e…. ah, deixa pra lá.
3. Queria ser um lírico no auge da pós-modernidade (ou qual seria o melhor nome para este momento?)… errante das cidades, “lente” do presente e do futuro. Vou me inspirar lendo Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo, de Walter Benjamin. É minha indicação de hoje. Foi Baudelaire quem tornou famosa a figura do flâneur, o poeta vagabundo de andar próprio, errante, ocioso.
4. Ainda bem que o consumo serve para pensar. E cada vez mais penso (antes e depois de comprar – melhor pensar ANTES), embora passe pelas vitrines e, sim, acredite, os manequins se mexem!
Tendência é auto-controle e personalização.
Inventar com o que a gente tem em casa – nenhuma novidade, eu sei. Mas dá resultados fofos. Olha eu com dois cintos ao invés de um. Gostaram da idéia? (perdoem pela {não}qualidade da self.jpg)

5. A banda dinamarquesa cute-colorida Alphabeat (lindos figurinos da vocalista) levanta o astral do seu dia e The Cyanide Valentine (download gratuito) is the sweetest, como a melhor faixa “The Sweetest Season”
6. O céu está cada vez mais AZUL, definitivamente. Olha para fora agora.
(sim, eu sei que a seca no Estado afeta a economia, mas rezemos ao sol por chuva!)
Há muito quero escrever e mostrar aqui a banda Hotel Santa Clara.
Aproveito essa matéria aqui, que legitima ainda mais tudo o que penso.
O som da HSC foi uma surpresa de verão pra mim, que veio junto com a vizinha-e-amiga Laura Madalosso, a vocalista modernosa (namorada do baixista Achutti). Além da voz fofa, ela também trabalha com moda, gente, bolando peças pra coleções teens de uma loja de departamentos do Estado (amay!).

Merecidamente, eles já estão começando a ser notados não só pela qualidade do som e das criações, mas pela proposta particular (Be our guest) e cute que junta “retalhos” de talentos, inspirações e instrumentos num resultado autêntico.
No meu ipod, HSC já está hospedado há horas. Eu garanto que o som leva a gente no embalo, faz sorrir e rir também.
Sabe por que?
Porque se divertem quando estão tocando: eles, que são tri jovens, que tem vida de trabalho e estudo paralelas, que estão terminando a faculdade (a maioria fazendo a monografia este semestre – lovely). “Sorocaba” é pequeno demais pra este Hotel, que vai longe e…de elevador. We do hope so.
Quer saber mais?
Tem aqui no impop (com os caminhos pra baixar as músicas), onde eu dei pitaco, mas os especialistas em música sabem o que estão dizendo. ,)
Quase me faz levitar. Em ondas fofas.
Tá no The Hazards Of Love, do The Decemberists.
Vale ouvir a versão completa, faixa 8 Aqui a letra.

Então digitei no Google “Je veux te voir” (Eu quero te ver, en français), esta frase que martela minha cabeça (mas isto é outra discussão) também porque estudo a língua e sou surpreendida com um clipe incrível da Yelle, cantora pop eletrônica francesa.
Nos clipes e apresentações, a gente vê que a guria é uma colcha de referências, evidências e modinhas (?!!). O clipe de “Je veux te voir” é bonito (lembra o do D.A.N.C.E, do Justice), com uma coreografia empolgante.
O figurino é super inspirador e colorido, e mistura uma onda new rave (pq atual), roupas de ginástica ótimas a la anos 80, rappers e Yelle com vestidinhos fofos, parecendo uma diva dos anos 20 com aquele cabelo charmoso (chanel). E tudo acompanhando a historinha da letra, claro. Olha só:
ok, ok. Foi um lapso deixar a francesinha Yelle passar despercebida (aproveito pra fazer um post homenagem ao ano da França no Brasil).
A linda que fez sucesso pela Europa especialmente em 2008, até já se apresentou no Brasil (no Glória, em SP) ano passado, lançou o cd Pop-up em 2007.
E foi pelo MySpace que ficou mesmo famosa com “A cause des Garçons (Por causa dos garotos), seu maior hit, “no qual descreve pequenos absurdos que as mulheres fazem por causa dos homens” (a letra aqui).
Yelle chegou a ser vista como um ‘fenômeno’ o “Efeito Yelle“, nessa mistura de moda, música e dança. Esta une break e poses de passarela. É o chamado Tecktonik (se vir os clipes, vai entender).
Porém não é só a estética que atrai nela. O que parece empolgar muito são as discussões das letras das músicas. Pelo menos para os franceses e para quem curte francês. Pelo pouco que vi, Yelle faz uma crítica à sociedade de consumo, ao escravismo à beleza e à submissão comportamental aos homens.
Ao mesmo tempo que se faz moderninha e crítica, faz o uso necessário disso tudo. Nada mais natural numa época de contradições. Em que ainda não demos o pulo do gato em muitos paradigmas, né gurias.
Mais do que lançar modinhas-clichê (ou não) e inspirar, ela parece agradar a nova geração (fashionista, mas não só) pelas suas reflexões e ousadia em tocar nestes assuntos.
Você acha mesmo?
Links relacionados
- Tecktonik, movimento que mistura dança e moda, invade Paris, da Folha
- Aqui uma entrevista com Yelle (Colmeia TV).
- “A cause des garçons” (clipe original)
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