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Posts Etiquetados ‘programação’

sou beiruta

Setembro 11, 2009 Daniela Hinerasky 3 comentários

Porque eu não podia deixar esta passagem do Beirut no Brasil, sem postar um dos clips mais “savoir-vivre” e “cara-de-à vontade” do grupo e de uma das músicas mais bonitas – Nantes -, cuja letra lembra uma noite nesta cidade francesa, mas que podia ser em Floripa, Porto Alegre ou Faxinal.

Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile

And I’ll gamble away my fright
And I’ll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it’s been a long time, long time now
Since I’ve seen you smile

[...]
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes

Zach Condon, muso, tô te esperando, hoje, depois do show em São Paulo! :P
#soubeiruta

.Tara McPherson em Porto Alegre.

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Quinta-feira, dia 13, o Cabaret do Beco recebe a artista californiana Tara McPherson para uma mostra de gravuras. Ela, que hoje vive em New York, é conhecida como uma das ilustradoras pop da nova geração pelo trabalho colorido, espontâneo – e “multidisciplinar”, como é apresentada (Ser multi é cool. no caso das artes, então).

Tara vem também autografar o novo livro “Lost Constellations” (2009) – vol II -, e mostrar parte da obra – gravuras bem bonitas cujos temas centrais são as pessoas e suas formas de se relacionar. Acho que o trabalho dela tem cenas delicadas e fortes dessas relações; e, ao mesmo tempo, traduzem a vida “surreal” que ela repara por suas lentes de artista.

Também vão estar à venda papéis de carta, canecas, toys, o livro anterior de Tara: “LonelyHeart” (2006) e uma gravura produzida especialmente para a turnê Brasileira (que passa também por São Paulo, BH, Curitiba e Rio.)

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Quem é Tara McPherson (“cortesia” do relise que eu recebi)

Tara exibe suas pinturas e serigrafias em galerias de arte pelo mundo inteiro. Já produziu posters para várias bandas de rock como Beck, Melvins, TheHives, DepecheMode, Green Day dentre outras, chegou a ser nomeada “thecrownprincessofposterart” pela revista ELLE.
Seu trabalho abrange também quadrinhos para a linha Vertigo da DC Comics, anúncios e editoriais para inúmeras marcas e revistas como Pepsi, Nike e a Spin Magazine e Toys para a KidRobot. Enquanto ainda cursava artes, chegou a trabalhar no estúdio de Matt Gröening na produção da série Futurama.

Ela é representada pela Galeria Jonathan LeVine de NY, a mesma que representa outros artistas do movimento Pop Surrealista contemporâneo como Mark Ryden, Gary BasemaneTimBiskup.

Mais de Tara: www.taramcpherson.com

Dia 13 de agosto – quinta-feira
Horário: 21h/Ingresso: R$15,00, no Cabaret do Beco

.retalhos do frio.

Cebola, passeios em Porto Alegre e moda para o friozão, incluindo casaco de vison pra sair no centro são alguns dos assuntos dos retalhos de hoje. Oh:

## Dias de frio extremo como esta semana no Rio Grande do Sul, em que as temperaturas ultrapassam pouco os 10 graus (e até baixam a linha do zero) e com esta pandemia de gripe A pelo Brasil, exigem roupas muito quentinhas. Digo, bem grossas, de lã mesmo. Nada de “peças leves pra jogar uma jaquetinha em cima”, como sugere alguma tendência.
É tanto frio que dá vontade de jogar o estilo pro alto. É preciso usar mesmo muitas peças de roupas… A tal tese da cebola, que a Miuxapop defende (especialmente para aqueles dias com as 4 estações juntas), porque acabamos tirando algumas delas ao longo do dia.

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E eu era a própria cebola com 5 camadas, na manhã deste sábado para ir até o centro, encarar o ar polar para um passeio a museus+shoppings com a família vinda de St Cruz do Sul.

* em cima: camiseta de manga curta + blusa de malha de gola alta + blusão decote V + casaco de lã + manta
* embaixo: 2 meias-calça+ saia+ bota (fora underwear, sure).

E é ao entrar nos lugares públicos fechados, que possuem ar-condicionado numa temperatura morna(!), que a gente começa a sentir desconforto e descascar algumas partes do figurino. O problema é ficar carregando isso…

## O pouco que andei no centro e nos shoppings nesse friozão, nos últimos dias, foi bom pra ver a moda (nas suas excentricidades) como ela é de fato, nas suas exigências – na sua necessidade primária, a proteção – e como as pessoas se adaptam, nas suas diferenças, não só de acordo com os gostos pessoais, mas valendo-se do guarda-roupa que já possuem, pensando justamente no bem-estar (em se proteger do frio e se aquecer).
#Apesar destes extremos de temperatura, a moda é (e deve ser), cada vez mais, o uso adequado das roupas para o bem-estar: pessoal e estético, como demonstram os exemplos de estilo e atitude na moda de rua das (fotos que tirei, abaixo), do morador de toca de lã bem quentinha e da senhora elegante de vison, próximos do Museu. CONFORTÁVEL PRA QUEM USA E PRA QUEM VÊ!

## Falando em Museus, quem não foi ainda, tem que ir no MARGS ver a exposição “ARTE NA FRANÇA” (vai até o dia 30 de agosto).
Além de ver tudo de lindo do Realismo e do Cubismo do lado de dentro (levando só 1kg de alimento não perecível) – como Les Demoiselles de Renoir (As meninas rosa e azul), pode ter a sorte de ver retalhos de rua ainda mais bonitos como o tranquilo senhor e a chiquérrima felpuda, ou até “As Meninas” de verdade (minhas fofas afilhadas Isadora e Valentina), que estavam comigo (mais fotos aqui)

praça da alfândegame vison

## A exposição “Reflexio: Imagem contemporânea na França“, no Santantander Cultural, também em comemoração ao Ano da França no Brasil, tem belas fotografias e vale muito a visita (eu mesma já fui 3 vezes). “The Ongles” são minhas preferidas. Vai lá e me conta sobre estas aí. o

.The greatest.

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Vai aí uma das minhas faixas preferidas, em homenagem a minha amiga
e diva master Cat Power, que hoje faz um dos shows em São Paulo.
E eu não conseguirei estar lá. Capaz?
Sorry, darling! The next!

Desconfio que fomos separadas no nascimento. :~~~

.na melodia das cores (roubadas).

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Couleur Soustractive” tem aquele tipo de música que pode ser tudo o que a gente precisa pra ‘viajar’, relaxar, se deixar levar… em casa, no parque ou olhando pra um céu absolutamente extraordinário de estrelas…
O EP todo é um hibrído de ritmos e ruídos eletrônicos bonitos e leves (e tão intensos ao mesmo tempo), de línguas diferentes – francês, inglês, alemão, japonês e origem brasileira (o melhor!) -, referências de bandas (poeticamente assinaladas por Brigatti aqui), códigos e sensações do músico e produtor Tiago Casagrande. A linguagem particular que ele encontrou pra falar do seu jardim para o mundo.
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Les couleurs soustractives sont couleurs volées”. Quer dizer, são cores roubadas de um jardim concreto (numa livre interpretação minha do “soustractives”, já que o próprio Tiago me contou que a escolha deste termo acabou se encaixando, mesmo sem ele saber ao certo de onde surgiu), mas nem por isso apagadas ou dimimuídas, embora alguns trechos ou faixas pareçam mais melancólicos, refletindo o “noir“, soturno mesmo, aquele colorido que é, ou às vezes tem de ser (forçosamente) extraído de nossoas vidas.

Nem todas as cores cintilam leve como “eye water (radiate)”, a faixa 4,
ou 白ガラスプリズム (lê-se “shiro garasu purizumu” e significa “white glass prism”, como me contou), mas cores do mundo permeiam todo o disco. Um prisma de vida!

Aqui no site do projeto All your gardening needs dá pra baixar o EP inteiro, também tem Myspace e Last.fm e, abaixo um trecho do “about” sobre o “Couleur” (gosto muito), onde o também publicitário Tiago dá o tom desde o começo:

começou “some colors”, hesitou em “margot tenenbaum” e acomodou-se em “couleur: soustractive”. mantive a questão das cores, mas — – — em muitos momentos não consigo fugir do dark ambient. (margot é uma questão de culto, mesmo.) donde acabou tornando-se ainda sobre tonalidades, mas não objetivo, demonstrativo; mais para questionador. não abrindo uma palheta sonora para que o ouvido (e a sugestão) trabalhassem alguma sinestesia, mas orbitando sobre a captura da cor.

Alors, por enquanto tudo é divagação pra ti sobre tais tonalidades, né? Verde, azul, preto… ou o mix de todas juntas, é quando bate no ouvido que “Couleur Soustractive” ganha sentido luminoso. Ouve lá e me diz o que achou!
beijo.

.porque eu endosso.

dias 30 e 31 (sábado e domingo), vem aí mais um:
mais informações: http://www.mixbazaar.com.br/
e no blog oficial do evento.
aparece lá.

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"Engenheiros do Hawaí já basta um!"


Na semana do Dia Mundial do Rock (dia 13), o PORÃO do Beco fez uma programação (aqui) tudibom, que vai até o domingo. É o GIG ROCK. O mais bacana é que a agenda não se limita às festas com show de bandas (conhecidas e outras nem tanto e tb dá espaço pras novas), porque promove também o GIGRockDebate e o Rock ‘N’ Talk.
no sábado passado, dia 05, fui com uma amiga ao GIGDebate – “Comprei uma guitarra. O que eu faço agora?”, no qual o jornalista Marcelo Ferla mediou um papo muito interessante com uma galera especial du rock (Pablo Miyazawa, editor da revistaRolling Stone), Lelê Bortholacci (empresário e produtor, da LB Produtora) e o Jimi Joe (hoje na Unisinos FM, mas que é também rockeiro e que já trabalhou até no Estadão escrevendo sobre o música). O Mini, da Walverdes, não pode ir, justificou, e vai neste sábado agora.
Confesso que fui como uma curiosa do jornalismo musical e saí de lá faceira pq aprendi muito.

O que eu faço agora? ou melhor, o que eu devo fazer sempre!
Os insights e as falas de cada um no tal debate (visões diferentes, inclusive) foram aulas de jornalismo e foco em carreira (não só musical), sobre alternativas independentes, sobre a visão que se tem da cena gaúcha etc etc etc.

O que mesmo?

- sobre a guitarra, escolha sempre a de melhor qualidade (as importadas são normalmente as melhores), pra que isso se reflita no resultado do som. normalmente isso é levado em conta por produtores, produtoras, radialistas e tal. Pra não doer o ouvido -, é o que destacou o experiente Jimi Joe.
- o produtor da Fresno, Lelê, por outro lado, não está nenhum pouco interessado na qualidade do material; mas na (auto)repercussão do grupo/banda, cantor, na capacidade que a mesma tem de se publicizar hj com os recursos possíveis hj na internet, por exemplo, e nos festivais independentes. Quer dizer, as novas mídias (redes sociais – Myspace, orkut etc, neste caso) permitem que uma banda se projete e conquiste fãs e seguidores. e é este fenômeno que um produtor vai observar, a exemplo da Fresno, Malu Magalhães etc.
- Pablo, da Rolling Stones, deixou claro que o RS não se destaca por “rock gaúcho” algum. não há regionalismos no rock brasileiro, nenhuma diferenciação, sequer artista que se apresente desta forma.
o que ocorre aqui, na verdade, e que não foi comentado, digo eu: não é que exista um “rock gaúcho”, é o RS que é um estado cuja identidade musical passa pelo rock (além da música tradicionalista – e não pela música sertaneja como São Paulo, por ex). seja o gosto pelo rock “desterritorializado” ou o rock feito aqui.
neste caso, o que se evidencia é o bairrismo do gaúcho, que leva a uma pergunta como a do Ferla.

- entre as coisas mais interessantes – e óbvias, porém – , foi o conselho de todos da mesa: ser autênticos na sua música (e aí que me remeteu ao jornalismo). “Não adianta querer copiar. Engenheiros do Hawaí já basta um!” – larga Jimi Joe.
e aí seja Engenheiros, Beatles ou qualquer outra banda.
isto está ligado a várias questões: na criatividade, no talento, no trabalho duro de produção, nos estilos, em acertar nas escolhas etc e, tb, ao próprio ciclo da produção musical (e da comunicação) hj. pq até tu copiar alguém bem, tu já é tão “last week”. então tem que ser original.

Quem está começando hj, até conseguir ser bom e engrenar, precisa ter e seguir um foco – uma proposta -, encontrar estilo e um diferencial.
Copiar não tem jeito. Ferla foi enfático quanto a isso.
Isso me fez (re)pensar muito o meu blog tb e confirmar pq eu (ainda) escrevo pouco aqui. e mais: p q não escrevo mais sobre semanas de moda e dress-code e tals, apesar das pessoas pedirem.
Primeiro, porque já tem muita gente que faz isso no resto do Brasil, e bem! (e estando em são paulo e no rio) segundo, pq no meu blog, eu trago pitacos sobre tendências, moda, comunicação e comportamento. minhas interações com assuntos destes universos. enfim, tudo o que realmente me comove nesse mundoo hj.
porém, talvez não tenha realmente engrenado, por não ter achado um (o meu) diferencial.
a falta de tempo, claro, não me faz dar conta de nada disso, mas tenho certeza que se eu tivesse mais clareza sobre meu foco e meu diferencial aqui (linha editorial) e até o público pra quem eu falo, tudo seria mais fácil e os posts fluiriam.
é hora de engrenar, pq esse tanto de visitas que eu tenho tá me deixando teeeeeensa. eu prometo melhorar. =)

ah:
a) não comprei a guitarra, mas o violão tá na lista de espera.
b) tem GIGRockDebate, no sábado, dia 12, às 17h (olha quanta gente bacana + Mini que faltou no último sábado)
- Fabrício Nobre (Abrafin-Monstro Discos-MQN)
- Tiago Carandina (MySpace)
- Roger Lerina (Zero Hora)
- Iuri Freiberger (Tom Bloch-Curador do Gig Rock)

c) e Rock ‘N’ Talk no domingo, dia 13, tb às 17h, discutindo os Caminhos Alternativos pra produção musical. mega bate-papo com mediação do Frank Jorge.
para os 2, tem que levar um kg de alimento não-perecível.

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Agenda – VI Fórum de Comunicação Social


vem mega-evento aí. vai ser em SANTA MARIA/RS, na UNIFRA (uni onde dou aula) de 19 a 22 de agosto.
há meses venho trabalhando na organização, junto com a profa Taí Ghisleni, lá da UNIFRA. tem mais gente: a profa Sibila e a profa Cris e nossos alunos voluntários do NUPEC.

a programação é beem bacana, com palestras, cases e workshops permeando o tema. São 19 convidados. DE PESO MESMO (e não é clichê neste caso, é pura verdade). todos devidamente escolhidos pra gente pensar a Comunicação dos veículos e empresas, nos dias de hoje, com responsabilidade e, para além das técnicas. e, claro, trocar experiências.

Vem professores de fora (Profa Stella Martini, Univ. Buenos Aires), UFRGS (Profa Maria Helena Weber); UFMG (Prof. Márcio Simeone), profissionais empresas e diversos veículos (NATURA,GRAPHOSET, IPOPE, RBS, CVI, INTERVENE, REDE GLOBO etc), entre eles, Caco Barcellos… é… ele vem! – o nome mais citado como exemplo de ética no jornalismo vai estar conosco.
Quem não é aluno da Unifra e está interessado em assistir à palestra de Caco Barcellos, terá esta opção. Teremos 300 convites à venda.
todas as informações e a programação completa aqui, no blog do FÓRUM 2008.

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