tendências já eram

dezembro 30, 2007 § 3 Comentários



Tá rolando há horas o debate da morte das tendências. Li no blog da Oficina da Estilo e concordo, em parte. As semanas de moda de inverno nacionais (Fashion Rio e 24 SPFW), que vão ser agora em janeiro e, claro, o próprio verão bombando, me fazem repensar sobre. Foi em maio deste ano que escrevi a primeira vez sobre isso aqui no Retalhos, no post “Tendência, tendentia, ‘tendencinha'” . Mas e quais são as tendências – as de agora, as próximas – ai, ai…

A temporada internacional de moda que passou (setembro, outubro) contribui pra confirmar que tendências são coisa do passado (embora a palavra continue a pipocar por aí), o que para alguns especialistas já era fato (Regina Guerreiro e Ricardo Oliveros falam disso há tempos): não há mais tendências.
Na verdade, o que se quer dizer é que não dá pra identificar grandes temas entre as coleções. O que os desfiles evidenciam são “micro e mini” tendências.
As principais explicações estão ligadas ao principal propósito do mercado da moda: vender!, que tem sido afetado, ultimamente, especialmente por dois fenômenos importantes:
– as mudanças climáticas (incrível o “fim” das estações, néam)
– o crescimento das megalojas de fast fashion, como Zara, H&M, C&A e Renner também
Há um terceiro fator: coleções feitas em parcerias de celebritries (tipo Kate Moss, que não chegam aqui pra gente, mas que mexem com o mercado inteiro), como bem lembram as gurias da Oficina. Mas olha que aqui no Brasil isso já tá bem forte: tem sandalinhas da Gisele (e da Sandy – glub) há anos, e mini-coleções de bijoux a la Giovana Antonelli e Carolina Dieckman, fruto das novelas globais.

Mexe e muito, com o mercado, com as tendências e tudo mais, porque geram as vontades e vendas relâmpago. Cada vez mais, um ciclo incessante. Não se espera uma estação inteira pra comprar algo: são várias mini-coleções. De tudo. Agora, pode-se usar praticamente o que quiser. Moda fast, tendências fast, tendencinhas. Modinhas?

Claro que mesmo com essa transformação evidente, a gente sempre vai saber os principais vetores dos grandes estilistas e as muuuuuuuitas possibilidades que temos. E vai encontrar nas vitrines e esmiuçados nas revistas, sites e blogs as melhores “dicas”.
Ah, mas isso também tem muito de discurso “ditatorial”.
A discussão a respeito de “fim das tendências” veio à tona porque em nenhuma época estivemos tão passíveis da liberdade de expressão da identidade e da nossa imagem.
Porque hoje a gente usa a moda a nosso favor, pra dizer quem a gente é, pra identificar a nossa “tribo” (ou as tribos) – afinal, quem disse que tem que ser uma só e quem vai tolher vc? -, comunicar nossa personalidade, sentimentos e tal e coisa. Sem mil regrinhas, sem looks de passarela inteira.
Sem usar sandália azul de verniz só porque apareceu na revista, no desfile tal ou porque a personagem da novela tava usando.
Pra muita gente, os personal stylists (consultores de imagem) seriam/são fundamentais, pra outras não. Sobretudo, que é in ou out depende das vontades de cada um, da cultura de cada um, de cada região ou povo e, aqui, entra também, de novo, o clima. =)
Moda é isso, um ciclo que não cessa.

Fotos: Arquivo pessoal (Bernardo e Pedro Henrique)
– micro (mas MAXI) tendências para 2008: cor, conceito, atitude e gentileza!

Anúncios

Marcado:,

§ 3 Respostas para tendências já eram

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento tendências já eram no Retalhos.

Meta

%d blogueiros gostam disto: