Cansei de ser sexy

janeiro 14, 2008 § Deixe um comentário

Cansei de Ser Sexy, download do myspace deles


Vivienne – foto puxada do site da Stones

Abaixo a vulgaridade.
A moda esta cada vez mais feminina, ladylike.
As vontades de inverno (leia o que aponta Glória Kalil) indicam silhuetas mais ajustadas, contornos sutis, comprimentos elegantes. As coisas de novo no lugar. Isso não quer dizer falta de atitude, de cor ou de detalhe. Mas até o excesso tem de ser equilibrado.
A (micro)tendência da roupa-lingerie, trazidas por Marc Jacobs, Dior e Louis Vitton (confirmadíssimo!), ora aparecendo, ora fazendo às vezes de blusas e vestidos mesmo – tão feminino né! – tem seus momentos e restrições.
Está bem claro no artigo da toda-poderosa Constanza Pascolato, na Vogue: “é uma moda íntima retrô, lânguida, distante anos-luz da parafernália sex shop da atualidade. […] Trata-se de um novo romantismo. Elegante, liberado do clichê mulher-objeto de ontem e também do da supermulher artificialmente transfigurada, tão popular hoje em dia”, completa Constanza.
(Benzadeus: sexy em excesso é over. Mas isso todo mundo, sabe, né? – glub!)
É uma atitude romântica!

Aliás, atitude é o que não falta à estilista inglesa Vivienne Westwood (aquela que transformou o punk em bandeira da contracultura nos 70’) e ao grupo brasileiro Cansei de Ser Sexy (CCS), que com apenas um disco independente lançado, ficou hiper conhecido no exterior e está em turnê internacional desde 2006.

E o que ambos têm em comum além de uma certa postura rocker?
A estilista escolheu a banda para tocar no lançamento de seu último perfume Let It Rockporque a garotada aqui [Londres] disse que eles eram legais“.
É, Vivenne tá ligada, os inglesinhos são super fãs do Cansei. Febre total, tanto que a vocalista Luiza Lovefoxxx estampou a capa da edição do semanário britânico “NME” (New Musical Express), em junho do ano passado (leia aqui). Foi a primeira vez que a banda ganhou capa de uma edição do “NME”, considerado a “bíblia” do rock contemporâneo.

A estilista de 66 anos, que aterrissa no Brasil pra edição 2008 da SPFW, falou pra Rolling Stones, numa entrevista bem bacana “Elogio à Polêmica“, por Ademir Correa. Ali fica evidente que ela mantém uma postura crítica do mundo e uma visão sócio-política particular, agora renovada. “Hoje tudo é ditado pela manufatura de massa e pela publicidade“, alfineta, levantando um manifesto que defende que apenas com a cultura que se pode mudar o mundo. Pra isso, lançou o manifesto “Active Resistance of Propaganda” (www.activeresistance.co.uk), desafiando o conceito de superficial, de propaganda/tendências, de “pseudocultura”, terrorismo.

Mas quem banca tudo mesmo? E onde o CCS se encaixa mesmo na moda dela?
É atitude rock, é cultura ou é só mais uma tendencinha ou febre?
Tudo isso seria contradição?
Voilà!

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