"Engenheiros do Hawaí já basta um!"

julho 10, 2008 § 1 comentário


Na semana do Dia Mundial do Rock (dia 13), o PORÃO do Beco fez uma programação (aqui) tudibom, que vai até o domingo. É o GIG ROCK. O mais bacana é que a agenda não se limita às festas com show de bandas (conhecidas e outras nem tanto e tb dá espaço pras novas), porque promove também o GIGRockDebate e o Rock ‘N’ Talk.
no sábado passado, dia 05, fui com uma amiga ao GIGDebate – “Comprei uma guitarra. O que eu faço agora?”, no qual o jornalista Marcelo Ferla mediou um papo muito interessante com uma galera especial du rock (Pablo Miyazawa, editor da revistaRolling Stone), Lelê Bortholacci (empresário e produtor, da LB Produtora) e o Jimi Joe (hoje na Unisinos FM, mas que é também rockeiro e que já trabalhou até no Estadão escrevendo sobre o música). O Mini, da Walverdes, não pode ir, justificou, e vai neste sábado agora.
Confesso que fui como uma curiosa do jornalismo musical e saí de lá faceira pq aprendi muito.

O que eu faço agora? ou melhor, o que eu devo fazer sempre!
Os insights e as falas de cada um no tal debate (visões diferentes, inclusive) foram aulas de jornalismo e foco em carreira (não só musical), sobre alternativas independentes, sobre a visão que se tem da cena gaúcha etc etc etc.

O que mesmo?

– sobre a guitarra, escolha sempre a de melhor qualidade (as importadas são normalmente as melhores), pra que isso se reflita no resultado do som. normalmente isso é levado em conta por produtores, produtoras, radialistas e tal. Pra não doer o ouvido -, é o que destacou o experiente Jimi Joe.
– o produtor da Fresno, Lelê, por outro lado, não está nenhum pouco interessado na qualidade do material; mas na (auto)repercussão do grupo/banda, cantor, na capacidade que a mesma tem de se publicizar hj com os recursos possíveis hj na internet, por exemplo, e nos festivais independentes. Quer dizer, as novas mídias (redes sociais – Myspace, orkut etc, neste caso) permitem que uma banda se projete e conquiste fãs e seguidores. e é este fenômeno que um produtor vai observar, a exemplo da Fresno, Malu Magalhães etc.
– Pablo, da Rolling Stones, deixou claro que o RS não se destaca por “rock gaúcho” algum. não há regionalismos no rock brasileiro, nenhuma diferenciação, sequer artista que se apresente desta forma.
o que ocorre aqui, na verdade, e que não foi comentado, digo eu: não é que exista um “rock gaúcho”, é o RS que é um estado cuja identidade musical passa pelo rock (além da música tradicionalista – e não pela música sertaneja como São Paulo, por ex). seja o gosto pelo rock “desterritorializado” ou o rock feito aqui.
neste caso, o que se evidencia é o bairrismo do gaúcho, que leva a uma pergunta como a do Ferla.

– entre as coisas mais interessantes – e óbvias, porém – , foi o conselho de todos da mesa: ser autênticos na sua música (e aí que me remeteu ao jornalismo). “Não adianta querer copiar. Engenheiros do Hawaí já basta um!” – larga Jimi Joe.
e aí seja Engenheiros, Beatles ou qualquer outra banda.
isto está ligado a várias questões: na criatividade, no talento, no trabalho duro de produção, nos estilos, em acertar nas escolhas etc e, tb, ao próprio ciclo da produção musical (e da comunicação) hj. pq até tu copiar alguém bem, tu já é tão “last week”. então tem que ser original.

Quem está começando hj, até conseguir ser bom e engrenar, precisa ter e seguir um foco – uma proposta -, encontrar estilo e um diferencial.
Copiar não tem jeito. Ferla foi enfático quanto a isso.
Isso me fez (re)pensar muito o meu blog tb e confirmar pq eu (ainda) escrevo pouco aqui. e mais: p q não escrevo mais sobre semanas de moda e dress-code e tals, apesar das pessoas pedirem.
Primeiro, porque já tem muita gente que faz isso no resto do Brasil, e bem! (e estando em são paulo e no rio) segundo, pq no meu blog, eu trago pitacos sobre tendências, moda, comunicação e comportamento. minhas interações com assuntos destes universos. enfim, tudo o que realmente me comove nesse mundoo hj.
porém, talvez não tenha realmente engrenado, por não ter achado um (o meu) diferencial.
a falta de tempo, claro, não me faz dar conta de nada disso, mas tenho certeza que se eu tivesse mais clareza sobre meu foco e meu diferencial aqui (linha editorial) e até o público pra quem eu falo, tudo seria mais fácil e os posts fluiriam.
é hora de engrenar, pq esse tanto de visitas que eu tenho tá me deixando teeeeeensa. eu prometo melhorar. =)

ah:
a) não comprei a guitarra, mas o violão tá na lista de espera.
b) tem GIGRockDebate, no sábado, dia 12, às 17h (olha quanta gente bacana + Mini que faltou no último sábado)
– Fabrício Nobre (Abrafin-Monstro Discos-MQN)
– Tiago Carandina (MySpace)
– Roger Lerina (Zero Hora)
– Iuri Freiberger (Tom Bloch-Curador do Gig Rock)

c) e Rock ‘N’ Talk no domingo, dia 13, tb às 17h, discutindo os Caminhos Alternativos pra produção musical. mega bate-papo com mediação do Frank Jorge.
para os 2, tem que levar um kg de alimento não-perecível.

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§ Uma Resposta para "Engenheiros do Hawaí já basta um!"

  • Fabrício Carbonel disse:

    Muiito bom Daniela…

    mas olha só…

    “…Primeiro, porque já tem muita gente que faz isso no resto do Brasil, e bem! (e estando em são paulo e no rio…”

    na década de 80 tinha um monte de banda no rio e em sp fazendo rock por lá e uma banda saiu das salas de arquiteturas da UFRGS e hoje é a referência…

    então, não te censura…

    ah…e continua procurando o”teu foco” mas não encontra, tá…?assim tua inteligencia e tua criatividade vao continuar sendo exigidas ao máximo…

    bjs

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