WARNING: questões e conexões

março 12, 2009 § 1 comentário

# WARNING 1: – Eu não conheço o futuro. Não vim aqui dizer como isso vai acabar. Eu vim aqui dizer como isso vai começar.

Esta é uma das frases finais do filme #MATRIX, de 2001, que eu revi no fim de semana.
Apesar de nem este post, muito menos eu termos respostas pra este ponto de partida , penso que o trecho pontua a “encruzilhada” experimental que a comunicação vivencia.
Segunda, no Curso de PP da Unifra/RS, onde sou professora, tive uma ‘Aula’ com o Gustavo Mini, gestor de Conexões da Escala (POA) e editor do Conector. Ele falou sobre o que entende por Conexões tanto do ponto de vista conceitual, quanto prático, compartilhou as experiências do departamento de Conexões da agência e os aprendizados que têm tido.
Sobretudo, as tentativas de inovar em propostas publicitárias que ultrapassem as mídias tradicionais, num momento de transição “em que velhas práticas não funcionam e as novas ainda não se estabeleceram”, nas palavras dele.
Na Escala, o termo “conexões” vem da própria missão da agência, que é “gerar soluções em comunicação […] para CONECTAR marcas a seus públicos.
Palavra-chave hoje, sem dúvida.

Do encontro me surgiram várias questões e algumas possíveis conexões (tanto que dividi o post em dois) sobre as tendências em comunicação e novas mídias nesta “sociedade em rede”, mesmo que no nível da reflexão.
Porque sim, não tenho dúvidas que discutir um assunto como este rende pano pra manga. Tampouco que é belo na teoria, porém nada simples no dia-a-dia de uma agência ou de site noticioso. Quando aquela deve ter (novas e diferenciadas) soluções com pouco (ou quase nenhum) recurso, fazer o cliente ser pertinente no desktop do consumidor.
Ou descobrir como fazer minha notícia gerar receita para o meu jornal se o cara não lê as notícias direto no site no jornal, mas por RSS, google reader etc…
Chamar a atenção, simplesmente.

# WARNING 2: “[…] Para onde vamos daqui é uma escolha que eu deixo pra você.” (final de Matrix).

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Em Matrix, o projeto era de que em 2199 se chegasse ao estágio em que as escolhas [entre a imensa oferta de produtos e informações] estariam nas mãos da gente.
Por volta do lançamento do filme (2001), no entanto, a cultura digital se tornou senso comum. E então, uma história que já conhecemos: mais e mais pessoas com acesso à Internet, sempre mais novos aparelhos tecnológicos, muito mais de ‘1000001’ de opções de acesso à informação (não só na web) e, também, outras formas de comunicação entre as pessoas, as redes sociais.

Outra decorrência óbvia é uma mudança no comportamento de uma parcela das pessoas (os jovens bem mais receptivos) em função dessas experiências possíveis de acessar e escolher, ora no computador, celular ou Blackberry.
A fala do Mini levantou esta já evidente fragmentação da audiência e as mudanças dos comportamentos que exigem novas atitudes e propostas de comunicação e marketing principalmente from now on.
Mas hoje isso vai além.

# CONNECTIONS 1:
Sim, são muitos os perfis, porque o público está disperso com tamanha variedade.
Pode estar em muitos lugares sem fixar sua atenção em nada.
A audiência-consumidor está EM MOVIMENTO, se comunica de forma diferente, enxerga diferente, presta atenção pra coisas que não prestava antes. Por isso também é tão HETEROGÊNEA. Tão inquieta e tão exigente.
Enquanto há os Rafinhas 2.0 antenados e ativos nessa evolução, escrevendo em seus blogs, colaborando em outros e logados em 3 ou 4 redes sociais (como Orkut, facebook, myspace, Last.Fm, twitter, Flickr etc), ainda vai ao cinema, assiste telejornais e, mais que isso ; há aqueles tantos, como meu pai, que ouvem a rádio AM local e leem jornais impressos da região, mesmo que até façam compras pela internet e chequem e-mails diariamente.

Quer dizer, o consumidor-usuário das redes sociais não é só um ator da internet como das mídias tradicionais.
Então, nem pra fazer pesquisas em Comunicação, nem pra pensar em propostas nas agências, por exemplo, eu não posso pegar a Internet excluída da ecologia da Comunicação.

# CONNECTIONS 2:
Parando pra pensar em tudo isso, nessas diferenças entre os consumidores de 15 anos atrás (que ainda era visto de forma generalizada) e os de hoje, só olhando mais perto pras suas motivações (as minhas mesmo), as relações diferentes que estabelecem entre si, como se comunicam e interagem (desde um torpedo a uma foto), como se mostram.
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As redes sociais oferecem ferramentas para viver uma vida online (fotos, msgs instantântes, vídeos, fóruns, boletins, sms mobile, blog): ambientes socializadores e de relacionamento– tem pessoas, conteúdo, entretenimento/cultura etc –, ou seja, funcionam como lugares pra auto-expressão, onde os usuários têm projetado sua(s) identidade(s).
ok, nada novo.
Mas viver-perceber a comunicação, hoje, é constatar que qualquer um de nós pode ser um canal, um meio. Vidas (audiência) que também têm audiência.
E que tem sido super levadas em conta por leitores-interagentes (sejam simplesmente contatos, “amigos”, leitores do blog ou followers). Vidas capazes de formar opinião (opiniões dos públicos) e, claro, sendo os formadores de opiniões. Não precisam chegar a ser webcelebrities. Ainda que estes já existam.
Trata-se de uma complexidade que deve (e já está) ser dimensionada pelos profissionais muito mais de perto. (SEGUE NO POST ACIMA)

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§ Uma Resposta para WARNING: questões e conexões

  • Oliveros disse:

    Muito boa esta reflexão. Hj temos uma mudança efetiva na comunicação. A própria teoria da comunicação deve ser revista, as relações entre emissor+receptor são outras de qdo estudei.

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