.overdose viral Twitter.

abril 30, 2009 § 2 Comentários

O Twitter é, sem dúvida, o viral do momento. Além da discussão em nível acadêmico, já ganhou cobertura em revistas semanais e jornais do país todo aqui e nos programas de TV all around the world: desde Oprah ao programa de auditório diário porto-alegrense Bibo Nunes Show, passando pela TV COM e o globalFantástico.
Quem não conhece quer entender o que é, pra que serve e porque tá gerando todo esse burburinho. É menor que um blog e maior que um chat – um dos motivos do sucesso, a dinâmica em “comprimidos”.
Há os fanáticos e os que odeiam. Os que criticam quem utiliza (ou se expõe) demais, como se estes pouco tivessem vida real. Porém, hoje é geral: todo mundo gosta de estar ali, de alguma forma, marcando “presença”.

In this time, something is thechnically wrong (olha o vídeo abaixo, um dos mais divertidos sobre tuíters)

É certo que o Twitter gerou mais repercussão que os 140 caracteres podem responder. E este é o nó da questão, pra mim. A restrição de espaço estaria (ou está!) trazendo um modo simplificado (ou resumido) de “conversação”, de traduzir o que se faz, pensa, vê ou sente e… no caso do jornalismo: gerando uma forma nova de divulgação de notícias ou até mesmo o surgimento de “nanonotícias“, a partir da necessidade de resumi-las (são ainda apenas as manchetes e/ou títulos?).
É evidente que tuíteiros (amadores ou que publicam através de empresas ou veículos de comunicação) estão adaptando a língua em uma linguagem abreviada (e compreensiva) para os 140 toques. Porque esta limitação EXIGE a adequação, se não quisermos, simplesmente, usar o internetês ou cortar palavras ao meio.

De que forma isso vai implicar no jornalismo? Ainda não sei.
Estes micro-espaços estão trazendo mudanças no nosso modo de “ler o mundo”. E isto é positivo, porque por ali podemos filtrar informações que queremos “receber” (ao segui-las), sejam veículos de comunicação tradicionais ou digitais, empresas de qualquer tipo ou pessoas que divulgam links interessantes. Modificam também as relações entre conhecidos, colegas, “followers” e até amigos de fato (da vida real), na medida em que as “bios” vão sendo configuradas em pílulas (sem a necessidade de expor 200 fotos, por exemplo), por interesses em comum, opiniões e até piadas.
As pesquisas em andamento no Brasil (aqui) da Raquel Recuero valem muito ser acompanhadas.
E este post que era apenas pra dizer que eu cansei da overdose do debate que o tema alcançou (entendam bem, do debate, apenas) em diferentes níveis da sociedade, acabou se tornando também um comentário da doxa – evidenciando ainda mais meu interesse como usuária compulsiva quando estou online.

Gere a polêmica ou discussão que gerar, o Twitter (ou outro microblog do gênero) deve ser entendido como um espaço de liberdade: diferentes interesses e muitos ainda não entenderam.
O melhor que eu percebo é que muitas pessoas ali se sentem ouvidas. Sempre tem um @reply de algum lugar.
O Twitter é um estar junto sozinho. E um estar sozinho junto.
Mas, sobretudo, geeente, é e deve ser entretenimento e motivo de risada. :P

Então, se quiser me tuíta:
@hinerasky

=======> Moda Twitter
Nesta vibe “nerds” que tem filhos e querem que eles cresçam geeks e sejam moderninhos, a designer e pesquisadora Mari Fiorelli (mãe do Bernardo e esposa do André Lemos) criou uma coleção fofa de inspiração ciber. A griffe é nova e se chama “Bebês Pop & Geek“. As aplicações artesanais são em feltro. O mais cool da coleção: os bodies Twitter.

bebespopgeek_twitter

http://bebespopgeek.wordpress.com/

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§ 2 Respostas para .overdose viral Twitter.

  • tiagón disse:

    o fator “liberdade” que tu ressalta é um dos que mais me atraem no twitter: é possível filtrar usuários/mensagens e manter o contexto “pull content”, que é a beleza dos blogs (também conhecido como “não gostou, não lê”).

    até por isso também tenho pouca paciência com discussão (não debate ou pesquisa) sobre o twt. a forma de usar é totalmente adaptável ao usuário, sem que haja qualquer interferência (no grande das vezes) na ecologia da ferramenta.

    ainda: acho que o grande boom do twitter vai ser quando o sms for definitiva e facilmente incorporado ao uso. (mas do jeito que as coisas vão, já será outra ferramenta)

    e essa definição de “estar sozinho em grupo” pra mim é a melhor de todas. falar sozinho pra malta ouvir. esse é o fascínio.

  • Taís disse:

    Estou pegando gosto pelos debates sobre o twitter. É amiga… obrigada pela dica.

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