A beleza roubada

janeiro 19, 2010 § 5 Comentários

Este final de semana eu li um artigo do The Guardian em ZH, sobre a doença do historiador ingles Tony Judt, onde ele conta sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença motora – e terminal – que transforma as pessoas em um cérebro apenas.
Numa parte do texto, Judt toca exatamente nessa questão pontual da natureza humana, esquecida, desvalorizada e diz:
Fui obrigado a pensar sobre o que significava ser eu, ser apenas um cérebro. O ‘caniço pensante’ de Pascal realmente realmente captura bem a questão, porque sou apenas um monte de músculos mortos que pensa”.

É fato que nosso intelecto é a nossa beleza mais essencial.
O que sobra se perdermos nosso corpo, nossas roupas, se formos vistos “despidos” ou sem maquiagem.
Em que a gente pensa? Quais nossas referências?
De que estamos vestindo nosso cérebro?

Eu adoro moda, pesquiso suas relações com a sociedade e a valorizo cada dia mais.
Mas as roupas, a beleza, nosso exterior… eles escapam com os anos… Ou, de repente! Ao pesar exemplos de “infernos” de vida como este (pra não citar as catástrofes do mundo), fiquei menos preocupada com os pés de galinha que a idade, o doutorado e/ou o trabalho estão me dando. .. e mais preocupada com aquilo que é essencial e com minha essência.
Sem demagogia.
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Ah, só uma coisa. Tenho medinho, sim, do que está por vir. mas é segredo.

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Foto de @oct

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§ 5 Respostas para A beleza roubada

  • Jack disse:

    Talvez esta seja a única maneira de se despir.

  • quando nao nos preocupamos com a beleza? ou quando ela nos é tomada?
    por isso mesmo, sempre, nossos melhores acessórios, makes e/ou roupas, sao aqueles destinados ao nosso crescimento, (auto)conhecimento. volte sempre!

  • CAROL disse:

    Dá realmente uma sensação de impotência e de certa maneira, um vago pensamento no que todos sabemos. Aquilo que nos és seguro para o fim dos dias, mas acredito na esperança de que as preocupações com a pele, corpo e mente são necessárias para a total plenitude da mente. Estar bem consigo, fortalece o espírito.Acho eu!
    Como já dizia aquela música: “meu espírito é minha fortaleza e eu não vou dar moleza”
    Bjus
    adorei post!

  • ô! tks, carol. bjoca. ;)

  • Jack disse:

    Acho que não só nos preocupamos com a beleza, mas sim com o corpo matérico mesmo. Um esconderijo perfeito do que é mais sutil. Talvez beleza no caso signifique preocupação com o físico, e de uma maneira ou de outra ela sempre existe, no simples fato de nos nutrirmos para mante-lo (alimentação) ou mante-lo belo. De qualquer forma só atuo onde meu “corpo” está (sem entrar nas controvérsias da tele-presença e da virtualidade). Por fim concordo com os acessórios, makes, roupas pois elas talvez escondem entre primeiro corpo involuntário e remodelam o estar presente (assim como avatares) e desnudam este primeiro corpo de alguma maneira.

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