e essa tal “couture”?

julho 14, 2011 § Deixe um comentário

Haute-couture, couture, alta-costura.
Não é uma costura alta das vestimentas, mas é a que distingue os grupos sociais (entre as altas classes e inferiores), porque é a que começa (lá no alto) lá atrás do calendário, junto com o comecinho da trajetória da moda.

O início – A alta-costura começou lá na segunda metade do século 19, época que a burguesia bem-sucedida passou a imitar o vestir pomposo dos nobres, obrigando estes a se diferenciar. Isso fez surgir um ciclo de criação (alta-costura) e cópia associada aos “coutoriers” que assinavam com seus nomes as coleções e peças (bem poucas) para a elite.
A começar pelo inglês Charles Worth, os criadores tornaram-se referência em luxo, tradição e bem-vestir, inspirando comportamentos e estilos para as camadas menos favorecidas. E assim funcionou até primeira metade do século XX, quando as roupas passaram à produção em série/escala industrial (prêt-à-porter), nos anos 60′.

COUTURE Em 1868, foi criada a “Chambre Syndicale de la Haute Couture” para definir as dinâmicas da couture (alta-costura), um “nome protegido” legalmente. Desde 1973, esta instituição faz parte de uma organização maior, a “Fédération Française de la Couture, du Prêt-à-Porter des Couturiers et des Créateurs de Mode”, que contempla outras duas Câmeras (prêt-à-porter e moda masculina), sendo responsável por padrões e pela definição das datas de desfiles (leia aqui no site).

Apenas estilistas e maisons que atendam a determinados padrões e critérios técnicos estão autorizados a fazer parte do grupo da Haute-couture. Olha só:
– criação de roupas exclusivas, sob medida, para um cliente específico;
domínio da técnica: peças elaboradas, costurados e bordados a mão em detalhes por costureiras experientes;
– dezenas de horas de trabalho em uma peça;
utilização de tecidos e material de alta qualidade (preços exorbitantes, portanto);
– empregar 15 pessoas nos ateliês, no mínimo, e apresentar uma nova coleção a cada estação com 35 modelos a cada estação.

Os convidados dos desfiles couture ainda são o “clubinho” de fashionistas e jornalistas celébres e, sobretudo, uma clientela ryca, elitizada e tradicional, mas é fato que estes eventos (e seus produtos) já são dirigidos também para a “elite” de cada um de nós, como bem afirmou Elyette ROUX*** (2005), em O Luxo Eterno. Changes?!

Quanta coisa, hein?!
[e aqui ainda tem mais fotos desfile JPG]
beijones, @hinerasky.
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***LIPOVETSKY, Gilles; ROUX, Elyette, O Luxo eterno: da idade do sagrado ao tempo das marcas. São Paulo: Cia das Letras, 2005.

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