aprendendo com Miranda July

outubro 17, 2009 § 3 Comentários

Miranda July é ponto de partida e chegada pra mim. Eu a adoro (já escrevi isto “aqui“). Amo o que ela escreve, os filmes dela, a voz, a estranheza bonita dela, o que ela entende por arte e também como ela transforma tudo em arte.
É claro que a gente entende o que ela tá falando.
Eu entendo. E obviamente ela me entenderia.

Ela fala direto com meu coração.

Já viu isso?

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O video The Hallway, que tá no site oficial, é a filmagem de uma exposição dela no Japão (International Triennale of Contemporary Art), em 2008, bem simples e fácil de entender (é inglês), mas digna de sacudir os mortais. Tentei por aqui, mas não consegui (duas fotinhas então, abaixo). Vale a pena ver.
Dialoga muito com qualquer um de nós.

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O site: http://www.learningtoloveyoumore.com/ também foi uma experiência linda, com participação do púbico – arte interativa, né (exemplo da foto).
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Sem urgência, s’il vous plaît.

setembro 6, 2009 § Deixe um comentário

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Sobre leveza. Inspiração pra vida.

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um beijo e bom findieferiado a todos.

.Tara McPherson em Porto Alegre.

agosto 6, 2009 § 2 Comentários

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Quinta-feira, dia 13, o Cabaret do Beco recebe a artista californiana Tara McPherson para uma mostra de gravuras. Ela, que hoje vive em New York, é conhecida como uma das ilustradoras pop da nova geração pelo trabalho colorido, espontâneo – e “multidisciplinar”, como é apresentada (Ser multi é cool. no caso das artes, então).

Tara vem também autografar o novo livro “Lost Constellations” (2009) – vol II -, e mostrar parte da obra – gravuras bem bonitas cujos temas centrais são as pessoas e suas formas de se relacionar. Acho que o trabalho dela tem cenas delicadas e fortes dessas relações; e, ao mesmo tempo, traduzem a vida “surreal” que ela repara por suas lentes de artista.

Também vão estar à venda papéis de carta, canecas, toys, o livro anterior de Tara: “LonelyHeart” (2006) e uma gravura produzida especialmente para a turnê Brasileira (que passa também por São Paulo, BH, Curitiba e Rio.)

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Quem é Tara McPherson (“cortesia” do relise que eu recebi)

Tara exibe suas pinturas e serigrafias em galerias de arte pelo mundo inteiro. Já produziu posters para várias bandas de rock como Beck, Melvins, TheHives, DepecheMode, Green Day dentre outras, chegou a ser nomeada “thecrownprincessofposterart” pela revista ELLE.
Seu trabalho abrange também quadrinhos para a linha Vertigo da DC Comics, anúncios e editoriais para inúmeras marcas e revistas como Pepsi, Nike e a Spin Magazine e Toys para a KidRobot. Enquanto ainda cursava artes, chegou a trabalhar no estúdio de Matt Gröening na produção da série Futurama.

Ela é representada pela Galeria Jonathan LeVine de NY, a mesma que representa outros artistas do movimento Pop Surrealista contemporâneo como Mark Ryden, Gary BasemaneTimBiskup.

Mais de Tara: www.taramcpherson.com

Dia 13 de agosto – quinta-feira
Horário: 21h/Ingresso: R$15,00, no Cabaret do Beco

.um desenho por um segredo.

maio 19, 2009 § Deixe um comentário

A idéia do site é simples e linda: a gente posta um segredo e ele vira obra de arte nas mãos do designer Guilherme Machiavelli. É o jovem de 22 anos, que se forma em Jornalismo na Fabico (UFRGS) este semestre, quem transforma histórias de vida anônimas em cenas de vida imaginadas num papel mais espesso e poroso (blocos de desenho Canson).

You passed through me today. I nearly passed out.

You passed through me today. I nearly passed out.

Foi há um mês, ao ler uma matéria sobre um serviço francês de mensagens (alegres ou tristes) secretas e anônimas para celulares (aqui) , que surgiu a idéia (criativa) de fazer o Draw you a secret.
Daí foi layoutar e programar, porque talento e técnica ele tem já. Machi, como é conhecido pelos amigos, passou as férias de verão no Rio de Janeiro, no curso “Procedência e Propriedade, com Charles Watson, Cadu, Frederico Carvalho, Eduardo Berliner e Luciana Maia.
Por isso explora a imaginação com diversos materiais, como neste desenho abaixo, um dos preferidos dele, em que usa uma fita prateada e até fita de embalagem comum por cima. “Uso basicamente o que tá por perto. Normalmente eu começo com um material, tipo grafite integral (é tipo um lápis, mas não tem madeira) ou nanquim. Depois vai indo… nanquim colorido, cera, pastel seco, lápis aquarelado, grafite em pó, gouache, óleo de linhaça…“, contou pra mim por Gtalk.

I wanted to be someone else

I wanted to be someone else

E os desenhos que ele faz são tocantes porque nossos segredos, mesmo sendo (ou justamente por isso) de foro íntimo, nos mobilizam.
Draw you a secret é um baita projeto, também, pelo circuito todo que contempla, desde a lógica da interpretação do artista/codificador dos segredos enviados em frases (tudo em inglês), até a nossa, de mero observadores e apreciadores. Mais ainda pela possível identificação com aqueles confessores.
Ou simplesmente com seus segredos.
Qual o seu?

I want my frustrations just to know you are wright

I want my frustrations just to know you are wright

.fragmentos de silêncio em voz alta.

abril 23, 2009 § 3 Comentários

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Ando sumida também por aqui neste blog.

Lembrei de umas fotos que eu tirei de uma série de Textos do artista Dario Robleto (EUA), na 6a BIENAL DO MERCOSUL (2007), no cais do Porto (Porto Alegre), intitulada “O Tempo nunca vai nos apagar“.
Falavam das dimensões variáveis da vida.

Sim, não me encontro mais nos lugares em que costumava ir.
Que fim levei?

Vulnerabilidade é uma necessidade

julho 23, 2008 § Deixe um comentário



vai estar à venda em outubro deste ano o resultado do projeto canadense The untitled LOVE project (desenvolvido em 2007), que teve como foco pesquisar “corações partidos”. broken hearts wherever… vejam só que lovely…
O que é amor?
Como começou (e como terminou) o relacionamento?
Quando vc fecha seus olhos e pensa no seu “outro significante“, o que vc lembra?
estas e várias outras perguntas eram do questionário solicitado para a submissão de uma obra original ao projeto, que também pedia pra compartilhar as sensações, os lugares, filmes, músicas, as crenças, …, e momentos fundamentais do relacionamento passado.

E era justamente revisitando a broken relationship que cada artista participante explorava o tema a partir da especialidade do seu suporte/meio – ilustração, fotografia, pintura…
O livro compila essas obras com entrevistas e histórias, considerando a proposta por trás de um conceito-chave no mundão contemporâneo, a vulnerabilidade.
Vulnerability is a necessity” – resume a apresentação.

Deu vontade de ver o resultado de uma vez! As ilustrações acima são de duas artistas do projeto, que é mantido pela ONG ISM (aqui tem alguns fotos/ilutrações de cases pra ver e ler sobre).

“a capa do livro” – no prelo

# Pois é, vulnerabilidade não é condição (como eu acreditava), é necessidade.
Alguns insights:

# a vulnerabilidade nos deixaria mais criativos? em outras palavras: a criatividade pode vir da vulnerabilidade.

# isso de a corda sempre rebentar do lado mais fraco não é clichê, não. take care.

# a gente está sempre propenso a sensações, sentimentos, afetos (e tudo que envolve), acusações, conselhos, melindres naquilo que envolve estar vivo. se relacionar envolve a possibilidade de um “broken heart”. se expor (na rua, na internet ou numa casinha de sapê) envolve ser criticado.
portanto, abstraia e/ou se torne produtivo, como mostra o ótimo exemplo do The Untitled Love project. Melhor viver na onda do: “eu faço poesia, fotografo, componho, pinto, bordo… – ou mantenho um blog”; do que apenas na onda da terapia.
=)

# ah, broken hearts até são necessários pra gente crescer (sabemos já); a vulnerabilidade é da natureza humana; pra mim, porém, nos dias de hj, a sensibilidade urge! Feel it!

exposição do The Untitled LOVE Project

mate: o item da semana!

janeiro 4, 2008 § Deixe um comentário


ERVA-MATE é a sensação e o mate: a bebida da hora
PARA A SAÚDE!
ainda mais na sua versão “tererê” (gelada), típica dos paraguaios, refresco para esses dias quentes! Porque no Rio Grande do Sul mesmo agora no verão se mantém o hábito do chimarrão* (bebida quente, também feita com a erva-mate).

A dica tá no Style.com (a Vogue “north america”), na seção “item of the week“, mas quem saca do assunto são, ou melhor somos nós, os sul-americanos (especialmente gaúchos, argentinos, uruguaios e paraguaios).
O mate é socializador, aproxima as pessoas – o que é uma característica dos sulinos -, além de ser ótima companhia para o dia.
A dica da Vogue é experimentar o chá de “yerba maté” como “combustível” para o novo ano, ao invés de um café ou Coca diet, apostando no chá de mate como uma poção poderosa para ganhar energia e até perder peso. Ohhh!!!

obviamente, a editora se referia a uma “yerba” específica. ha! era publicidade para a Guyakí Yerba Mate.
mas o Retalhos recomenda tererê, chimarrão (amo!) e chá de mate na xícara… sempre!
Algumas boas ervas gaúchas (e seus sites):
Vier, que ensina com figuras e tudo como preparar um chimarrão
Barão (aqui tb tem dicas ótimas e explica como até com leite dá pra preparar…)
Madrugada (lá, em Venâncio Aires/RS, eu conheci todo o processo de fabricação da erva, desde a colheita das folhas, quando produzi para a RBS TV o documentário a lenda da Erva-Mate, da Série Histórias Extraordinárias, dirigido por Hique Montanari – será que eu tenho cópia?).

A Página do Gaúcho tem tuuuuudo, tudo mesmo sobre Chimarrão – das origens, vídeo ilustrativo até receitinhas com a erva tradicional. E aqui tem algumas receitas com erva incríveis!!!

Mate no Parque da Redenção/maio 2007, programa comum
dos gaúchos nos finais-de-semana.
mas o hábito do chimarrão é cotidiano.

+ CURIOSIDADES:

* Os 10 Mandamentos do Chimarrão

1) Não peças açúcar no mate
2) Não digas que o chimarrão é anti-higiênico
3) Não digas que o chimarrão está quente demais
4) Não deixes um mate pela metade
5) Não te envergonhes do ronco do fim do mate
6) Não mexas na bomba
7) Não alteres a ordem em que o mate é servido
8) Não durmas com a cuia na mão
9) Não condenes o dono da casa por tomar o primeiro mate
10) Não digas que o chimarrão faz mal.


O Ritual do Chimarrão

Bebida tradicional do gaúcho, o chimarrão possui seus rituais, que devem ser preservados para garantir sua autenticidade. O primeiro mate deve sempre ser oferecido à pessoa que está à direita do cevador ou a alguém que se queira distinguir e, depois dele, a roda segue pela direita sempre. Quando alguém não quiser continuar tomando mate deve agradecer e, então, na próxima volteada não receberá a cuia. Esta deve ser entregue sempre com a mão direita e se, por qualquer razão, tiver de ser usada a esquerda, a pessoa deve dizer: “desculpe a mão”. Quando isso acontece, por gentileza quem recebe responde: ” É a mão do coração”. O mate deve ser tomado todo, até esgota-lo, fazendo roncar a cuia. Oferecer um chimarrão é uma demonstração de amizade e hospitalidade.

* A origem do chimarrão está ligada ao hábito dos índios guaranis, que sorviam uma bebida feita com folhas fragmentadas, tomadas em um porongo por meio de um canudo de taquara, herança, segundo a tradição, do Deus Tupã. O hábito do consumo foi fortalecido e expandido pelos espanhóis e jesuítas.

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