A mágica dessa coisa chamada amor

março 16, 2012 § 2 Comentários

Olhem a gra-ça que é esta campanha publicitária da Tiffany’s: “Kids talk about true love“. E olhem até o final, por favor.

.
.
Até os 26 anos eu pensava como estas crianças. Cresci com uma concepção (bem tradicional) de amor e acreditava nisso.
Sei lá se por causa de filmes, livros, músicas, ou mesmo da minha família…
O fato é que a gente acaba associando a ideia de amor verdadeiro a “conto-de-fadas”, a pedidos de casamento, a metáforas de compromisso representadas por anéis – delicadezas raras. Raras.

O que essas crianças ainda não sabem, talvez, não seja apenas como os bebês vêm ao mundo; ou que decidir por um “nós”, com ou sem aliança, não é uma certeza ou uma segurança. Mas que os encontros não são
comuns.

Ah, tão difícil é apostar em alguém quando se é jovem… e vai ficando menos provável encontrar alguém “disponível” quando se passa dos 30. Né.

Pode ser que em 2012 (diferente do que eu pensava em 1985 ou 1995), “true love” seja enxergar as possibilidades dos encontros fora de nós mesmos. Do nosso “autismo” provocado, induzido ou inato.

Encontros que podem estar diante da nossa rotina, naquele espaço que não ___________ abrir para outros.

É um pouco o que eu senti ao assistir o filme MEDIANERAS (trailer abaixo).

Porque ele aborda de forma lúdica e atualizada esses encontros nas cidades, sem bravos príncipes e perfeitas princesas, mas com seres humanos na sua potência máxima: a fragilidade. Tudo o que comunica o “gap” entre viver sozinho, estar sozinho-juntos e estar-juntos-sozinho.
O mais interessante é que Medianeras retira da internet a única culpa pelo isolamento, tristeza e solidão (cliché geral), e sugere outros elementos, como a arquitetura dos prédios e a rotina, por exemplo.

O quê nos “descola”, afinal?
Mas o que nos “cola” – o que nos aproxima?

É na busca dessas respostas e na (contínua) certeza de que “true love will find you in the end“. Don’t give up!, que eu indico o filme!

meu abraço mais forte,
Dani.

Anúncios

mis aires queridos

fevereiro 21, 2012 § 4 Comentários

Buenos Aires antes das férias acabarem. Como aqueles retalhos que faltam para uma colcha fazer sentido, sabe?

Vim sem ansiedade de turista, talvez olhos de jornalista e também vontade de saber como vivem os brasileiros no dia-a-dia dessa capital tão sedutora.
Paris é, para mim, a cidade mais linda do mundo, mas Buenos Aires é a mais aconchegante de todas. E foi desta vez (a quinta) que estive na cidade, quando tive a certeza disso.

Sim, conheci cafés e babei nas vitrines do meu PALERMO preferido, mas houve dias em que não saí e fiquei vendo TV ou filmes. Fui no supermercado, cozinhei, tomei mate e comecei a arriscar portunhol. Esta foi a viagem das experiências diferentes e socializadoras…

A) “Aluguei” a gaúcha GISELE por uma tarde, pelo “Rent a Local Friend“, para conhecer o lado cool e vintage da moda de SAN TELMO, que turistas costumam ver só nos domingos, na feirinha. Olhem só a coincidência: ela é jornalista (como eu), e também formada pela FACOS/UFSM. :)

Aproveitei muito o passeio da já “quase portenha” (ela mora há 3 anos em BA e conhece muito!) que me mostrou desde a mais antiga e charmosa farmácia da cidade – FARMACIA DE LA ESTRELLA, que fica bem no início da rua principal de San Telmo (Defensa, 201) até o MUSEO DEL TRAJE.

Apesar de pequeno, o MUSEO é bem organizadinho e tem seis salas contando a história da moda no mundo a partir da Argentina até os anos 1980, incluindo trajes infantis (aqui explica tudinho).
Me interessaram bastante os
CURSOS de Moda oferecidos lá ao longo do ano a preços camaradas.
[endereço: Chile, 832]

Não dá para tirar fotos no museu, e a fotinha que eu tinha da fachada se foi junto com o meu iPhone, que eu acabei perdendo na viagem.

B) Também me encontrei com a LIGIA, uma produtora de moda brasileira que foi a Buenos Aires fazer cursos de moda e resolveu ficar. “– Eu escolhi o amor“, ela confessa.
Achei nobre.
De uma salada e alguns cafés, fomos descobrindo as afinidades (além dos blogs) e compartilhando Buenos Aires.

Ela me apresentou a DAIN USINA CULTURAL (Nicaragua, 4899), uma livraria-restaurante bem pertinho do EL ULTIMO BESO (resto-bar-ropa e decô), a casa de chás-bar-e-bistrot mais sweet do mundo, que fica na Nicaragua, 4880. Das minhas dicas, estas são do coração.

C) Momentos lindos também com os incríveis TÚLIO Bragança, que mantém o blog Aires Buenos e ANDRÉ Takeda (Eu quero ser amigo…).

.
.
.

Voltei pra casa sem meu iPhone (e fiquei triste, claro) mas estou certa de que não tem lente ou câmera fotográfica mais incrível que nosso olho, HD melhor que nossa memória e rede social mais reconfortante que aquelas que a gente constrói tête-à-tête.


MIL, MIL AIRES, queridos. :)

Dale!

besotes.
dani.

André.

julho 11, 2011 § 1 comentário

Tu me manques beacoup, mon coeur.

.
.
.
[foto que eu fiz de um cartaz, no mural de um teatro que eu fui na semana passada, em Nation.]

aeroportenho-style

junho 2, 2011 § Deixe um comentário

A sala de embarque, o tempo e uma câmera na mão.
A segunda-feira, no Aeroparque em Buenos Aires, é frequentada por vários ‘chicos’ e seus estilos pitorescos, prontos para viajar.
Eu vi chapéus, lenços e gravatas coloridas, mocassim branco, com fivela, meias divertidas, mochilas. Alguns impecáveis, outros confortáveis. Aqui os que podem servir de inspiração. Ou não. Por supuesto!

.
Embarcou nessa?
beijones

[hinerasky]

vento é o ar em movimento

abril 5, 2011 § 3 Comentários

.
Na tarde de outono morno nada estava fora de lugar, mas tudo diferente. Ela flutuava e não andava, enquanto o tempo passava mais devagar.
As músicas no “repeat” eram o ritmo do transporte coletivo. Tudo em perfeita sincronia. Sintonia.
Enquanto a cidade corria fora dali e os neons de bares e lojas se acendiam, ela observava rostos de quem estava bem perto, no banco ao lado. Exalando “Phoenix”, se dava conta da vida em movimento e do movimento da vida. Não-lugares cheios de sentido. Aliás, tudo fazia sentido.
Tanta gente e expressões a cada nova parada. Gente diferente e como ela, a sorrir e a franzir testa e nariz. Quantas e quais preocupações e crenças. As de sempre com ela: “por que uns com mais e outros tantos com menos?
Vários caminhos e os mesmos. Quem para aonde, não sabia. O de sempre, pois.

Mas desde aquele entardecer, ninguém perdido e nada a incomodava: o ônibus lotado pelo horário de pico, cheiros, olhares, odores. Multidão era acolhimento; cheiro estranho: perfume. E ela num sorriso particular, comunicando. Mas tão longe dali…
Toda história percorria sua alma. E estava a pensar nas mil maneiras de como voar mais devagar. A questão não era mais o tempo, nem o lugar. Mas o embalo da narrativa invertida pelas coincidências dos ares vindos de longe. O vento.
Agora ela tinha belos sapatos e também o mundo a seus pés.

Desceu na parada. Cantava com olhos e nao parou de se encantar desde o tal dia cinzento.
– O que te parece? – perguntou o dono do mercadinho.
– Desabrochou… – alguém arriscou.

.

.
Começou assim.

buenos aires: terceira temporada

fevereiro 11, 2010 § 2 Comentários

Mi Buenos Aires querido: me encantam el design, la decoración, la ropa, los restaurantes e cafés. Te trouxe – de novo – na mala, nos olhos e no coração.


.
mais fotos no flickr.

Buenos Aires, tô indo de novo!

fevereiro 3, 2010 § 1 comentário

fica un besito pra ti que chegou aqui.

volto já já, por supuesto.

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com Buenos Aires em Retalhos.

%d blogueiros gostam disto: