Outono é a tendência

abril 22, 2012 § Deixe um comentário

São quase sete horas, estou com chimarrão novo na mão, atirada no sofá, e já é noite lá fora. Parou de chover, chegou a frente fria. É OUTONO!!!

É o-u-t-o-n-o!!!
Sim, e sabem o que isso quer dizer?

É legal de passar o final de semana atirada na cama ou no sofá, lendo a revista preferida ou aquele livro que há tempo tempo estamos por terminar..

É a época gostosa de namorar em casa. Ou mesmo de ouvir música dor-de-cotovelo. Né?!

E a luz? Eu gosto da cor do sol nessa época, uma luz linda que até parece melancólica nos primeiros dias mais frios, mas é nas pessoas nas ruas e parques (e até nas folhas) que a gente enxerga um “ar quente” como o do verão e um brilho esperançoso como o da primavera. Sou fã demais desses meses pós-verão, mas também porque é quando é uma data especial para mim…

It’s autumn on my birthday! – Acabo de ficar mais velha (11 de abril), começou MEU ANO NOVO e, pra mim, é o período de fazer nova listinha de planos. Adoro listas! Tantas coisas eu desejo pra 2012… Além de terminar a tese, começar devagarinho a reforma do meu apartamento e me comprar um telefone novo. Prioridades!

A gente pode tomar litros de chimarrão, chá (baunilha o meu preferido!) ou café sem suar. E junto comer massa-folhada (ou uma tortinha).

É legal que a gente já nao precisa mais checar a depilação todos os dias. Nem a pedicure.

É também a época ideal pra ver e rever filmes que fazem pensar e que de alguma forma nos situam no mundo com as histórias de vida. Algumas são idealizadas, romantizadas ou sofridas demais. Mas de um ponto de vista querem dizer alguma coisa. Os filmes pra mim são uma companhia e, por exemplo, dão sentido para um fim-de-semana. Além disso, a vida é cheia de sentidos… né… e os filmes servem pra nos lembrar disso.
Aqui eu deixo algumas sugestões (aleatórias) de filmes que eu gosto muito do roteiro e das quotes memoráveis (em desordem de importância):

You’ve got mail (Mensagem para Você) <3 <3 <3

A delicadeza do amor (La délicatesse)

Ironias do Amor (My Sassy Girl)

Bonecas Russas (Les Poupées Rousses)

Antes do Amanhecer (Before Sunrise) e Antes do Pôr-do-sol (Before Sunset) – Estes não podiam estar fora da lista!!!

No outono parece ainda mais gostoso de intercalar o trabalho com minutos de “tumblering” ou Pinterest (embora eu use raramente este último). Não descobriram terapia melhor ainda do que esta edição pessoal de imagens por reblogagem. Amo muito o TUMBLR.

E o que eu mais amo: HORA DE VOLTAR A USAR BOTAS (PRA VALER!) LENÇOS E ECHARPES.

Está aberta oficialmente a temporada dos cardigans, VOILÀ. :)

E o que vocês gostam no outono?

vai de pixel?

março 26, 2012 § Deixe um comentário

É difícil saber o que é “avant-gard” na moda hoje… Quase tudo é uma releitura, tudo é “mash-up”: de décadas, de estilos, de estilistas, de hemisférios, de tecidos, de setores… como a moda e a tecnologia.
Né?!!!

Os exemplos vão desde pesquisas em materiais e tecidos inteligentes até roupas tecnológicas que, por enquanto são experiências, mas vão funcionar como dispositivos que quando alguém mandar uma mensagem é como ser cutucada no ombro. Já imaginaram?

Achei diferentes, bonitas e beem modernosas estas roupas pixeladas, desenhadas pelo japa Kunihiko Morinag para a marca ANREALAGE e quem me mostrou foi a Mari Fiorelli.
Olha estes modelos! E o sapato então! :)

Não sei se esta moda vai para as ruas…
Mas para quem curte coisas ousadas e hypes, esses óculos podem ser um começo.
Ahn?

Achei bonitos. E vocês?

beijones, dani.

california fucking home

março 24, 2012 § Deixe um comentário

Agora já tinha perdido a conta dos anos, dos meses e das semanas que segurava esta sensação de desânimo no peito. Há horas via o mundo acontecer para os outros, dentro e fora da web, enquanto sua “timeline” andava devagar.

Não podia andar nos mesmos sapatos, e era com eles que continuava “seguindo” a vida dos outros, “assistindo” ao amor dos outros, andando junto com a família dos outros, participando das festas dos outros, e até sonhando com os projetos dos outros…

Mas se você se deixar para trás, os outros também te deixarão.
E ela estava cansada de conversar sobre coisas banais, de (se)responder enfaticamente que “está tudo bem”, de estar radiante sem estar… É como andar sem sair do lugar.

Esta era a parte da vida dela que se chamava limbo. Sentia a vida no pause: nada pronto, nem inteiro. Grandes projetos por concluir, histórias que não passavam do “quase”, um não-sei-o-quê-de-indefinições. Esperanças grandes demais para serem preenchidas por pouco investimento e instituições já desacreditadas.

Agora ela era só um resto de beleza e uma carreira desviada por fraquezas e velhos sapatos. Uma fase “incerta” ou um “stress astral” (vale acreditar em inferno astral?)… que estaria por ser restaurado. Com sapatos novos,… coragem de cantar mais alto:
CALIFORNIA FUCKING HOME
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E acreditar que pode continuar fazendo isso, no mínimo. Cantar. Porque gosta.

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*** [frase deste clip My Shoes, da Ida Maria]

:)

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Foto street-style, janeiro.

bah, dizem por aí que não é novidade

março 21, 2012 § 1 comentário

Faz uma semana que viralizou a campanha “Coisas que Porto Alegre Fala“, com dois vídeos bem divertidos até agora, com situações de gaúchos, suas expressões, gírias e sotaques…
Pra quem ainda não conhece, também está no twitter @coisasqpoafala.

O gauchês, o porto-alegrês e todo dialeto particular é sempre, no mínimo, motivo de risada entre nativos. Né?!
E quando não é piada, é motivo de orgulho, claro…
Eu fico “louca de faceira” de me sentir parte do grupo.
Quem não?

Mas foi, antes, no início de fevereiro que eu conheci um projeto BEEMM parecido com esse, chamado CE QUE DISENT LES PARISIENS (“O que os parisienses dizem”), criado e divulgado pelo famoso site “My Little Paris” (que eu indico ler e assinar a Newsletter – ou pelo menos ver as coisas lindas). Olha só que graça!

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Tem também “O que os parisienses dizem no escritório“:

[A parte quando a guria marca depilação cavada completa é de “rir” alto”]

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Eu gosto muito, muito dos projetos… tanto o francês quanto o porto-alegrês.
Dá até impressão que é o inconsciente coletivo… com as mesmas ideias
fervilhando. Bien sûr…

Virou moda agora.
Capaz que não
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A mágica dessa coisa chamada amor

março 16, 2012 § 2 Comentários

Olhem a gra-ça que é esta campanha publicitária da Tiffany’s: “Kids talk about true love“. E olhem até o final, por favor.

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Até os 26 anos eu pensava como estas crianças. Cresci com uma concepção (bem tradicional) de amor e acreditava nisso.
Sei lá se por causa de filmes, livros, músicas, ou mesmo da minha família…
O fato é que a gente acaba associando a ideia de amor verdadeiro a “conto-de-fadas”, a pedidos de casamento, a metáforas de compromisso representadas por anéis – delicadezas raras. Raras.

O que essas crianças ainda não sabem, talvez, não seja apenas como os bebês vêm ao mundo; ou que decidir por um “nós”, com ou sem aliança, não é uma certeza ou uma segurança. Mas que os encontros não são
comuns.

Ah, tão difícil é apostar em alguém quando se é jovem… e vai ficando menos provável encontrar alguém “disponível” quando se passa dos 30. Né.

Pode ser que em 2012 (diferente do que eu pensava em 1985 ou 1995), “true love” seja enxergar as possibilidades dos encontros fora de nós mesmos. Do nosso “autismo” provocado, induzido ou inato.

Encontros que podem estar diante da nossa rotina, naquele espaço que não ___________ abrir para outros.

É um pouco o que eu senti ao assistir o filme MEDIANERAS (trailer abaixo).

Porque ele aborda de forma lúdica e atualizada esses encontros nas cidades, sem bravos príncipes e perfeitas princesas, mas com seres humanos na sua potência máxima: a fragilidade. Tudo o que comunica o “gap” entre viver sozinho, estar sozinho-juntos e estar-juntos-sozinho.
O mais interessante é que Medianeras retira da internet a única culpa pelo isolamento, tristeza e solidão (cliché geral), e sugere outros elementos, como a arquitetura dos prédios e a rotina, por exemplo.

O quê nos “descola”, afinal?
Mas o que nos “cola” – o que nos aproxima?

É na busca dessas respostas e na (contínua) certeza de que “true love will find you in the end“. Don’t give up!, que eu indico o filme!

meu abraço mais forte,
Dani.

Sartorialista

outubro 27, 2011 § 4 Comentários

Tive meus dias de sartorialista na Paris Fashion Week Prêt-à-Porter Verão 2012 (aqui fazendo menção ao mais conhecido blog de street-style The Sartorialist), porque ganhei uma câmera semi-profissional e uma lente 50mm. É o que ajuda muito para o nosso “olhar” ficar ainda mais bonito, mas ainda tenho que aprender quase tudo sobre fotografia manual.

Então depois de sete dias correndo de porta-em-porta de desfiles, lotados de fotógrafos (profissionais e amadores também), esses retratos (os que eu mais gostei) são, para mim, como retalhos de um mundo onde anônimos querem um pedacinho de visibilidade – a chance de serem notados. Sonham com o seu momento como “modelos”, como referência de estilo, como webcelebritie. No mínimo, são pessoas que não se importam com “flashes” e sabem encarar a lente de uma câmera (algo que minha timidez inibe). Um salve para elas!
Alors, meus fashion-retratos de Paris.


Cada um com seu modo de viver a moda. E tantos modos de ver. O que está na moda e para onde a moda vai? – me pergunto.
Os gurus de tendências talvez tenham pistas, mas a gente também pode arriscar – mesmo com essas fotos em plano mais fechado: looks simples, cores, e P&B também, chapéus, penas e plumas e pelos, acessórios marcantes e batom vermelho – está nas bocas. Batom vermelho!
Mais que pistas de moda, porém, a meu ver, essas coisas todas que eu falo e tento mostrar carregam uma fala e um dado importante: “queremos mostrar algo, precisamos (nos)mostrar, ou temos algo a mostrar”.
E é a roupa que é (e tem sido) o suporte para este grito.
!PONTO DE EXCLAMAÇÃO!
Né?

Je vous embrasse,
Dani @hinerasky.

Bill, o mais importante no mundo

outubro 11, 2011 § 5 Comentários

“Please, he’s the most important person on Earth”.

Esta é a frase que um dos organizadores de um desfile em Paris fala a uma colega desavisada, sobre Bill Cunningham, ao não deixá-lo entrar quando ele se apresentava na porta.
Ora, quem não conhece o trabalho e a figura do fotógrafo, jornalista, antropólogo e, por que não dizer?, “pintor de costumes” vá até o Google, ao The New York Times, na coluna On the Street ou assista ao filme Bill Cunningham – New York, dirigido por Richard Press.

É um aprendizado. E emociona…

Com suas bicicletas e Nikons, Bill deu origem ao street-style de verdade… não em formato de blogs (como estes últimos da era 2000), mas um genuíno olhar para as ruas (desde os anos 70′), as pessoas e suas roupas – é isso que interessa, ele diz no documentário! (“não as celebridades e seus vestidos de graça”), como na frase:
– “Olhe para as os cortes, os novos cortes, as cores, as linhas. Isso é tudo!”

E ele também dá a receita do que faz todos os dias, se divertindo. Um trabalho que chega ser mais importante que as próprias semanas de moda… porque ele enxerga, fotografa, avalia e resume detalhes da moda. As tendências (por isso a pessoa mais importante na Terra!).
O que lhe chama atenção. O que lhe é belo.
A BELEZA DAS CIRCUNSTÂNCIAS.

Um salve, Bill.

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Meu momento über fã de Bill, no útlimo dia da Semana de Moda Verão 2012, dia 05/10, em Paris.

Eu, Bill e nossas Nikons por Luis Felipe Salles Filho.

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