A beleza roubada

janeiro 19, 2010 § 5 Comentários

Este final de semana eu li um artigo do The Guardian em ZH, sobre a doença do historiador ingles Tony Judt, onde ele conta sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença motora – e terminal – que transforma as pessoas em um cérebro apenas.
Numa parte do texto, Judt toca exatamente nessa questão pontual da natureza humana, esquecida, desvalorizada e diz:
Fui obrigado a pensar sobre o que significava ser eu, ser apenas um cérebro. O ‘caniço pensante’ de Pascal realmente realmente captura bem a questão, porque sou apenas um monte de músculos mortos que pensa”.

É fato que nosso intelecto é a nossa beleza mais essencial.
O que sobra se perdermos nosso corpo, nossas roupas, se formos vistos “despidos” ou sem maquiagem.
Em que a gente pensa? Quais nossas referências?
De que estamos vestindo nosso cérebro?

Eu adoro moda, pesquiso suas relações com a sociedade e a valorizo cada dia mais.
Mas as roupas, a beleza, nosso exterior… eles escapam com os anos… Ou, de repente! Ao pesar exemplos de “infernos” de vida como este (pra não citar as catástrofes do mundo), fiquei menos preocupada com os pés de galinha que a idade, o doutorado e/ou o trabalho estão me dando. .. e mais preocupada com aquilo que é essencial e com minha essência.
Sem demagogia.
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Ah, só uma coisa. Tenho medinho, sim, do que está por vir. mas é segredo.

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Foto de @oct

aprendendo com Miranda July

outubro 17, 2009 § 3 Comentários

Miranda July é ponto de partida e chegada pra mim. Eu a adoro (já escrevi isto “aqui“). Amo o que ela escreve, os filmes dela, a voz, a estranheza bonita dela, o que ela entende por arte e também como ela transforma tudo em arte.
É claro que a gente entende o que ela tá falando.
Eu entendo. E obviamente ela me entenderia.

Ela fala direto com meu coração.

Já viu isso?

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O video The Hallway, que tá no site oficial, é a filmagem de uma exposição dela no Japão (International Triennale of Contemporary Art), em 2008, bem simples e fácil de entender (é inglês), mas digna de sacudir os mortais. Tentei por aqui, mas não consegui (duas fotinhas então, abaixo). Vale a pena ver.
Dialoga muito com qualquer um de nós.

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O site: http://www.learningtoloveyoumore.com/ também foi uma experiência linda, com participação do púbico – arte interativa, né (exemplo da foto).
thething2

.because it rocks.

junho 28, 2009 § 3 Comentários

Das coisas que gosto muito:
– sapatos,
– vestidos,
– Miranda July, o livro dela: “É claro que você sabe do que eu estou falando” (não me canso de ver a apresentação do livro http://noonebelongsheremorethanyou.com/) e também o filme “Eu, você e todos nós” (Me, You and everyone we Know), em que é atriz e diretora. <3

.puro romance.

dezembro 13, 2008 § 1 comentário

casmurro1casmurro2Bonito, né?

Acho que vivi também nessa época.

Pra ver ouvindo Transatlantique, do Beirut (aqui)

Links:

# Projetos  MilCasmurro e Quadrante

# siteOficial da série Capitu

.literatura é comida, ora.

novembro 11, 2008 § 3 Comentários

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Dom Casmurro, Auto-da-compadecida, Senhora.

Ah, ‘senhoras e senhores’. Narrativas são ótimo alimento pra moda, né?

Me encantei quando vi essas fotos que a Mari Fiorelli (que mora em Salvador, mas é do sul tb e conheci em outubro no 4 Colóquio de Moda) me enviou sugerindo um post, porque ela também achou este trabalho incrível: looks criados pelos alunos dos 3º e 4º semestres do Curso de Moda da FMU, coordenados pela profa Jô Souza.

Na hora que abri, lembrei de Ronaldo Fraga e sua inspiração na literatura e cultura brasileiras e de outros exemplos, como esta outra interpretação de Dom Casmurro, da moderninha-classuda Rödel La, marca aqui do sul. Não é incrível?

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E também lembrei da Feira do Livro de Porto Alegre, que já está acontecendo aqui. É tão tradicional, tão fonte de informação, de vida, de referência. Alimento.

Assim oh: com estes exemplos a gente vê que apesar de moda ser negócio (ah, a gente sabe que tem que girar $$$) dá pra se fazer peças/coleções artísticas e fantásticas e conceituais e que podem ser inspiradoras e inspiração.

E suspiro.

Ah!

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Aqui tu pode ler detalhes sobre o desfile performático lá de cima (foi no último dia 06) que andou pelas ruas de São Paulo.

Coisa acadêmica com total cara profissional. Babei. Valeu, Mari.

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