a primavera de Valentino

abril 21, 2012 § 1 comentário

Tenho vários posts por terminar para postar aqui mas não consigo terminar nenhum. Aí agora há pouco eu encontrei as fotos que eu selecionei ano passado (lá por outubro) da Vogue.com, do desfile Valentino S/S 2012 (primavera/verão 2012), que eu achei um dos mais bonitos de todos, um dos mais femininos e um dos mais românticos.

Me parece que esses vestidos são capazes de mostrar a introspeção e a força de uma mulher. São tão sutis (a leveza dos dos “voils”, rendas e bordados) e agressivos aos mesmo tempo (o vermelho, o couro, a mistura do preto com a paleta clara de cores…). Uma agressividade feminina, de alma. De encantamento genuíno, sabe?
São peças de luxo, que vão bem para uma mulher em muitas ocasiões. Eu casaria com um deles, com certeza. Ou iria a uma “soirée” elegante. Eles vão bem do bucólico ao clássico.

Não preciso dizer mais. Vocês mesmo podem ver.
Iluminadas as mulheres que podem ter a riqueza de uma peça dessas um dia.
E as que podem sonhar também!

O making-off da campanha mostra bem o clima do que eu quero dizer. E ali vocês podem ver os cabelos presos nesses coques lindos, que Valentino e Chanel “instituíram” na última temporada.

E olha esses detalhes nas fotos abaixo. Pra colecionar, né?

Acho a cara de uma Valentina.
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E porque coisa linda a gente tem que compartilhar. né.

la bise, dani.

O século 18 (sempre de) volta na moda

setembro 19, 2011 § 1 comentário

Conheci no final de semana o “Domaine” de Versailles, a área do Castelo e outras “maisons” (o Grand e o Petit Trianon) da família real francesa, todos do século das luzes, feitos por Louis Auguste para a austríaca MARIE ANTOINETTE, que foi rainha da França.
De repente toda a história fez sentido para mim. O estilo de vestidos, móveis, decoração e até porcelanas que eu gosto estavaM ali nas dezenas de salas, salões e quartos do Château de Versailles na sua potência máxima. Sim, o mundo inteiro herdou referências dos costumes, das vestimentas, da etiqueta e da pompa da nobreza do século 18.
E é justamente sobre a influência consagrada daquele século na moda atual o tema da exposição temporária (vai até o dia 09 de outubro) que está nos “appartements” do GRAND TRIANON (uma das casas dadas de presente pelo rei para Maria Antoinette, após ela dar à luz a primeira filha): LE XVIIIe AU GOÛT DU JOUR – Couturiers et Créateurs de mode (Do século 18 aos dias de hoje), em parceria com o Musée Galliera (o Musée de la Mode de la Ville de Paris).

Esta é outra exposição que eu queria que todo mundo visse comigo. Fui até repreendida por fotografar (não era em todas as salas que a gente estava autorizado), mas eu não podia deixar de mostrar alguns dos 50 modelos expostos, entre looks de época e outras prêt-à-porter. Parte são vestidos do acervo das Maisons de grandes criadores e designers do século XX (Dior, Lacroix, Chanel, Mugler, Balmain,…) e outra parte são peças e acessórios do século XVIII, da coleção do Musée Galliera, que mostravam o diálogo que existe entre esses momentos históricos e nos fazendo perceber como aquela época foi e continua (re)visitada na moda até hoje. Olha só:

Os vestidos, cercados de lâmpadas (incandescentes), pontuavam o século das luzes na moda dos que vieram depois. Tudo tão literal e tão sutil ao mesmo tempo. Porque ainda que tudo ali fosse a história dos homens franceses (e das mulheres!), tudo é ainda é tão atual. A maioria das peças – vestidos sublimes e glamourosos – dos designers poderiam ser usadas por nós mulheres em ocasiões especiais (e vão valer como inspiração, claro!).
Ora, ao andar por uma exposição que fica nos cômodos da casa que foi de uma RAINHA, a sutileza está em perceber o romance.
O gl(AMOUR) também faz parte da vida. Né.

beijones, @hinerasky

TODAS MINHAS FOTOS DA EXPO (com estilistas) AQUI NO FLICKR

vamos lá glamourizar?

setembro 2, 2011 § 1 comentário

A Vogue Fashion Night é um desses eventos criados para democratizar a “moda-magia” (boy-magia?), aquela das grifes sonhadas por qualquer mortal, das butiques de luxo, das roupas milionárias mesmo (que eu tenho medo até de tocar). As Maisons da Avenue Montaigne, em Paris, onde toda a marca ou estilista respeitável de moda tem seu “endroit“, abrem suas portas de novo… no sentido de aproximar a ‘moda de grife’ das pessoas. Porque não é todo mundo que entra nestas lojas (nem quem viaja), tampouco todo mundo pode ir a desfiles de moda.
Claro que qual-quer um de nós pode entrar nessas lojas, em qual-quer outro dia de horário comercial… Para olhar ainda não se paga, né. Mas nem sempre a gente tá disposto a encarar portas fechadas e seguranças na porta. É normal eu me sentir intimidada.

No vídeo que a bela Emmanuelle Alt, da Vogue, convida todo mundo, dá para ter uma ideia da badalação.

A meu ver, a festa acabe sendo chance do acesso ao “luxo”. Seja por meio da possibilidade de conhecê-lo, ou pela possibilidade de ver que pode comprar ‘quelques choses’, seja uma bolsa, uma carteira, um sapato. Ou NA-DA!
Uma ação publicitária divertida, né. Quem não gosta de festa, de (ver) gente bonita e ‘rycaaa’?

Então, vamos?
Tipo assim, Alice no país das maravilhas. :)

beijones.

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Madame Grès, mestre da alta-costura, no museu

agosto 6, 2011 § 3 Comentários

Paris não é só esbarrar em cartões-postais como a gente acha. É uma aula de moda e de comportamento todos os dias. Há escolas temporárias e atividades que servem como nossos tutores, digamos (porque professor não se substitui, claro).

Dessas, as melhores, na minha opinião, são as ruas, vitrines, as bancas de revista, as lojas de departamento e os consumidores desesperados… porque dá para ver a MODA-VIVA. Mas tem também as exposições (só de moda, no momento há três), que tal qual os livros, são como guias a contar trajetórias e histórias que não teríamos como saber se ali reunidas não estivessem.

A exposição da Madame GRÈS (1903-1993) é um exemplo!
Acho que ela é uma das estilistas mais dignas de estar no Museu. Ainda mais no Musée Bourdelle, um dos mais bonitos que eu já conheci. E porque ela não fez só uma moda exclusiva e de qualidade, gente(!), ela esculpia mesmo os tecidos – não é à toa que queria ser escultora, como diz no site oficial do museu.

Coisa mais lin-da está a exposição “Madame Grès, la couture à l’ouvre”, que vai até o dia 28 de agosto (inclusive foi prorrogada tamanho o sucesso). Ver as roupas de festa entre obras de arte do acervo do museu é sensacional!

Mas o que mais deixa a gente boquiaberta são os vestidos, claro. Os cortes e as curvas, em drapeados bem desenhados – cada um como uma obra de arte de verdade, isso sim! E nos tecidos mais flutuantes e leves do mundo – seda, jérsei, sei lá… (e outros mais pesados, claro, dependendo da proposta e da peça). Eu ia olhando e me apaixonando… Deu uma vontade de vestir um dos vestidos e sair dançando pelo salão [SUSPIRO].

Para quem não tiver a oportunidade de ir, fiz algumas fotos (tem mais aqui no set do meu Flickr). Não gosto mesmo de fazer fotos em museus. Mas estava demais, e eu precisava compartilhar tanta beleza e genialidade com alguém. beijones!

Ah, a exposição tem também muitos desenhos da estilista e editoriais das revistas Harper’s Bazar, Vogue…e outras, feitas por vários fotógrafos, entre os quais Guy Bordin e Richard Avedon. \o/

Alta-costura ao alcance dos curiosos

julho 14, 2011 § 3 Comentários

Um tapete vermelho com jeito de passarela de Oscar limpinho, já fazia mais de uma hora que eu esperava, não tinha visto os convidados do desfile couture de JEAN PAUL GAULTIER passar, mas eu continuava com outros persistentes nos arredores do 325 da rue Saint Martin (3eme).
De repente, como se eu quisesse contar pra vocês cenas de um filme (cliché) bem pensado, começa um rufar de tambores e entra o desfile coletivo de modelos, seguidos de Jean Paul em pessoa. Aqui dá pra ver um videozinho que eu fiz.

Bonito, né?
Só atrás, vieram os convidados (possivelmente para assistir o desfile na íntegra, dentro da sede da Maison), aqueles tipos (privilegiados) que tendem a se vestir do seu jeito “belo” [que vai do bizarro ao impecável).

Foi uma surpresa, um momento “solene” e, ao mesmo tempo, democrático da moda, já que que o mais seleto e privilegiado produto – a alta-costura – esteve ao alcance de olhos interessados e curiosos, como deste senhor passante (foto abaixo) e de mim, por exemplo.

Ao propor uma interação com o cotidiano das ruas, a alta-costura manteve seus princípios de exclusividade, glamour, luxo, em 2011, mas também aproximou esse universo de vestimentas diferenciadas e elitizadas, atribuídas aos rycos (o topo da pirâmide), ao cotidiano ordinário, às pessoas comuns.

Mas quem dali realmente conhecia haute-couture (alta-costura) ou couture (sua abrevisação)? Quem sabe porque na França existem três semanas de moda separadas (alta-costura, moda masculina, e prêt-à-porter?).
Será que nós sabemos (e nos interessam) as diferenças entre couture e prêt-à-porter?

SIM, A MODA TEM UM DIALETO PARTICULAR.
E regramentos vários, que foram sendo feitos à época de sua origem, a partir da segunda metade do século XIX, em Paris.
Este é o assunto do próximo post.

beijones, @hinerasky.

Chanel

julho 8, 2011 § 3 Comentários

Estou em Paris para fazer parte da minha pesquisa sobre blogs de street-style. Conhecer os bastidores e os blogueiros é meu trabalho, portanto. Por isso acabei indo até a porta de alguns desfiles da “Semaine de Mode Haute Couture Automne Hiver 2011/12”.
Chanel era nesta terça-feira à noite (22h), no Grand Palais.
Eu não tinha credenciamento, nem convite. Mas quem tem “jeitinho brasileiro”, educação francesa e (muita)coragem, chega em qualquer lugar. Afinal, era Chanel e eu tinha que tentar.
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Ah, Chanel é o imaginário absoluto da moda. É a mais clássica, a mais elegante e a mais cobiçada das marcas. Eu já disse aqui alguns dos motivos porquê eu amo Chanel. E agora tenho mais mil deles “à dire”.

Não podia conter meus sorrisos quando entrei naquele espaço soturno inteirinho de purpurina (que grudava nos pés e roupa) transformado em Place Vendôme (uma das mais luxuosas daqui) por luzes. LIN-DO.
Virei “à gauche” e dei de cara com holofotes mil, drinks, Mario Testino e Anna Wintour.
Não, eu não tava sonhando.

Queria poder compartilhar um tantinho das minhas sensações.
De repente, a história da moda diante de mim. Sim, porque a coleção “Les Allures de Chanel HC” tinha modelos luxuosos, com referências a diferentes estilos e épocas, que começaram lá nos casaquetos e tailleurs de Tweed, chegando a vestidos bordadíssimos, drapeados, ora ajustadamente belos, ora com a silhueta tubular e cortes mais retos…Lin-dos esses à la anos 20′, bem DNA Gabrielle.
Mas são os chapéus (meus preferidos) e as botas, várias com material em tela (tem que ver), os acessórios que completam, a meu ver, a mulher Chanel.

Foi como um resumão da marca, bem traduzido por Karl no título tema da coleção – os estilos de Chanel -, que só faz manter algo já consagrado.

Certamente, qualquer crítica que houvesse à coleção seria subtraída da minha emoção: a ambiência, a música, o coquetel em P&B, as pessos comuns, as incomuns, as pessoas que eu conheci – Mlle Ana Garmendia! -, minhas memórias em HD, minhas memórias de coração.

E o que dizer de ver Karl Lagerfeld, Milla Jojovich, Elle Fanning e dezenas de modelos e atrizes francesas, fora as outras celebrities, assim de pertinho? Pena que eu não cruzei com minha ídala-irmã-gêmea Diane Krüger, nem com Alexa Chung (prêt-à-porter, me aguarde!)

Como eu já disse em outra ocasião, repito:
Desculpa, mas eu nasci pra ser embaixatriz da Chanel. Alguém avisa?

beijones,
@hinerasky


Mais fotos e videos do desfile aqui no flickr

mural Dior[1]

julho 5, 2011 § Deixe um comentário

No entra-e-sai do desfile haute-couture da Maison Christian Dior, dei uma olhada nos clientes e pessoas bonitas e estilosas convidadas. Aqui meus primeiros ‘snap-coupes‘, digo, retalhos. Delas, em particular.

beijones,
@hinerasky

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Todas as fotos dos bastidores dos convidados do desfile, aqui.

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