a primavera de Valentino

abril 21, 2012 § 1 comentário

Tenho vários posts por terminar para postar aqui mas não consigo terminar nenhum. Aí agora há pouco eu encontrei as fotos que eu selecionei ano passado (lá por outubro) da Vogue.com, do desfile Valentino S/S 2012 (primavera/verão 2012), que eu achei um dos mais bonitos de todos, um dos mais femininos e um dos mais românticos.

Me parece que esses vestidos são capazes de mostrar a introspeção e a força de uma mulher. São tão sutis (a leveza dos dos “voils”, rendas e bordados) e agressivos aos mesmo tempo (o vermelho, o couro, a mistura do preto com a paleta clara de cores…). Uma agressividade feminina, de alma. De encantamento genuíno, sabe?
São peças de luxo, que vão bem para uma mulher em muitas ocasiões. Eu casaria com um deles, com certeza. Ou iria a uma “soirée” elegante. Eles vão bem do bucólico ao clássico.

Não preciso dizer mais. Vocês mesmo podem ver.
Iluminadas as mulheres que podem ter a riqueza de uma peça dessas um dia.
E as que podem sonhar também!

O making-off da campanha mostra bem o clima do que eu quero dizer. E ali vocês podem ver os cabelos presos nesses coques lindos, que Valentino e Chanel “instituíram” na última temporada.

E olha esses detalhes nas fotos abaixo. Pra colecionar, né?

Acho a cara de uma Valentina.
.
.
.

E porque coisa linda a gente tem que compartilhar. né.

la bise, dani.

california fucking home

março 24, 2012 § Deixe um comentário

Agora já tinha perdido a conta dos anos, dos meses e das semanas que segurava esta sensação de desânimo no peito. Há horas via o mundo acontecer para os outros, dentro e fora da web, enquanto sua “timeline” andava devagar.

Não podia andar nos mesmos sapatos, e era com eles que continuava “seguindo” a vida dos outros, “assistindo” ao amor dos outros, andando junto com a família dos outros, participando das festas dos outros, e até sonhando com os projetos dos outros…

Mas se você se deixar para trás, os outros também te deixarão.
E ela estava cansada de conversar sobre coisas banais, de (se)responder enfaticamente que “está tudo bem”, de estar radiante sem estar… É como andar sem sair do lugar.

Esta era a parte da vida dela que se chamava limbo. Sentia a vida no pause: nada pronto, nem inteiro. Grandes projetos por concluir, histórias que não passavam do “quase”, um não-sei-o-quê-de-indefinições. Esperanças grandes demais para serem preenchidas por pouco investimento e instituições já desacreditadas.

Agora ela era só um resto de beleza e uma carreira desviada por fraquezas e velhos sapatos. Uma fase “incerta” ou um “stress astral” (vale acreditar em inferno astral?)… que estaria por ser restaurado. Com sapatos novos,… coragem de cantar mais alto:
CALIFORNIA FUCKING HOME
***

E acreditar que pode continuar fazendo isso, no mínimo. Cantar. Porque gosta.

.
.

*** [frase deste clip My Shoes, da Ida Maria]

:)

.
.
.

Foto street-style, janeiro.

no inverno 2012 eu vou assim

março 15, 2012 § 1 comentário

A Taylor Tomas Hill é referência em acessórios e estilo e arrasa com seus looks nas fashion weeks.

Esse mix crochê e colar brilho no dia, que ela usou no dia 05 de outubro de 2011, no desfile da coleção SS 2012 da Louis Vuitton, em Paris, encheu meus olhos e meu coraçãozinho. Fora essa sandália, que é sonho de consumo das mortais.

mural Dior[2]

julho 5, 2011 § 2 Comentários

Tenho uma relação de amor com a sobriedade. Com linhas e cortes em beges, caramelos, azul-marinho, pretos,azul-marinho-com-preto, P&Bs. Porque é sempre atual, tem a ver com algo que não é transitório e eu gosto de segurança. Vários dos convidados da DIOR mostraram essa elegância discreta a que me refiro, ontem, aqui em Paris.
A editora da Vogue italiana, Giovanna Bataglia, um dos principais ícone-de-estilo dos fashionistas, que estava de macacão petit-pois, por exemplo. E havia outras mulheres muito elegantes em vestidos ‘classy’ e/ou peças de cortes marcantes. Gosto muito disso.
O terno P&B da ruiva (brasileira!) Marcela é clean e ficou super bem com jeans em lavagem prateada (aqui também vale o estilo dela). Aliás, vi mais 2 pessoas com uma dessas (TENDÊNCIA!!!).
Ah, e os sapatos…
Eu poderia fotografar só os pés.
E também só esses homens-estilosos. Benzadeus.

beijones, @hinerasky

.
Todas as fotos dos bastidores dos convidados do desfile, aqui.

beleza roubada

junho 28, 2011 § 2 Comentários

flanando por St-Germain-des-Près, onde fica o campus da Rene-Descartes-Sorbonne, a gente tropeça nisso aí.
De lojas bacanas a “service retouche sur mesure” (e o tanto que meu vô, que era alfaiate, ia se dar bem até hoje aqui)… a figuras arquetípicas como essa aí de cima.

C’est Paris!

beijones, @hinerasky

le look de lundi

abril 25, 2011 § 1 comentário

Untitled by hannah karina
Untitled, a photo by hannah karina on Flickr.

meu composé [referência] para esta segunda-feira pré-Paris. bisous.

.
#mocassimaddicted

vento é o ar em movimento

abril 5, 2011 § 3 Comentários

.
Na tarde de outono morno nada estava fora de lugar, mas tudo diferente. Ela flutuava e não andava, enquanto o tempo passava mais devagar.
As músicas no “repeat” eram o ritmo do transporte coletivo. Tudo em perfeita sincronia. Sintonia.
Enquanto a cidade corria fora dali e os neons de bares e lojas se acendiam, ela observava rostos de quem estava bem perto, no banco ao lado. Exalando “Phoenix”, se dava conta da vida em movimento e do movimento da vida. Não-lugares cheios de sentido. Aliás, tudo fazia sentido.
Tanta gente e expressões a cada nova parada. Gente diferente e como ela, a sorrir e a franzir testa e nariz. Quantas e quais preocupações e crenças. As de sempre com ela: “por que uns com mais e outros tantos com menos?
Vários caminhos e os mesmos. Quem para aonde, não sabia. O de sempre, pois.

Mas desde aquele entardecer, ninguém perdido e nada a incomodava: o ônibus lotado pelo horário de pico, cheiros, olhares, odores. Multidão era acolhimento; cheiro estranho: perfume. E ela num sorriso particular, comunicando. Mas tão longe dali…
Toda história percorria sua alma. E estava a pensar nas mil maneiras de como voar mais devagar. A questão não era mais o tempo, nem o lugar. Mas o embalo da narrativa invertida pelas coincidências dos ares vindos de longe. O vento.
Agora ela tinha belos sapatos e também o mundo a seus pés.

Desceu na parada. Cantava com olhos e nao parou de se encantar desde o tal dia cinzento.
– O que te parece? – perguntou o dono do mercadinho.
– Desabrochou… – alguém arriscou.

.

.
Começou assim.

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com sapatos em Retalhos.