california fucking home

março 24, 2012 § Deixe um comentário

Agora já tinha perdido a conta dos anos, dos meses e das semanas que segurava esta sensação de desânimo no peito. Há horas via o mundo acontecer para os outros, dentro e fora da web, enquanto sua “timeline” andava devagar.

Não podia andar nos mesmos sapatos, e era com eles que continuava “seguindo” a vida dos outros, “assistindo” ao amor dos outros, andando junto com a família dos outros, participando das festas dos outros, e até sonhando com os projetos dos outros…

Mas se você se deixar para trás, os outros também te deixarão.
E ela estava cansada de conversar sobre coisas banais, de (se)responder enfaticamente que “está tudo bem”, de estar radiante sem estar… É como andar sem sair do lugar.

Esta era a parte da vida dela que se chamava limbo. Sentia a vida no pause: nada pronto, nem inteiro. Grandes projetos por concluir, histórias que não passavam do “quase”, um não-sei-o-quê-de-indefinições. Esperanças grandes demais para serem preenchidas por pouco investimento e instituições já desacreditadas.

Agora ela era só um resto de beleza e uma carreira desviada por fraquezas e velhos sapatos. Uma fase “incerta” ou um “stress astral” (vale acreditar em inferno astral?)… que estaria por ser restaurado. Com sapatos novos,… coragem de cantar mais alto:
CALIFORNIA FUCKING HOME
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E acreditar que pode continuar fazendo isso, no mínimo. Cantar. Porque gosta.

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*** [frase deste clip My Shoes, da Ida Maria]

:)

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Foto street-style, janeiro.

bah, dizem por aí que não é novidade

março 21, 2012 § 1 comentário

Faz uma semana que viralizou a campanha “Coisas que Porto Alegre Fala“, com dois vídeos bem divertidos até agora, com situações de gaúchos, suas expressões, gírias e sotaques…
Pra quem ainda não conhece, também está no twitter @coisasqpoafala.

O gauchês, o porto-alegrês e todo dialeto particular é sempre, no mínimo, motivo de risada entre nativos. Né?!
E quando não é piada, é motivo de orgulho, claro…
Eu fico “louca de faceira” de me sentir parte do grupo.
Quem não?

Mas foi, antes, no início de fevereiro que eu conheci um projeto BEEMM parecido com esse, chamado CE QUE DISENT LES PARISIENS (“O que os parisienses dizem”), criado e divulgado pelo famoso site “My Little Paris” (que eu indico ler e assinar a Newsletter – ou pelo menos ver as coisas lindas). Olha só que graça!

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Tem também “O que os parisienses dizem no escritório“:

[A parte quando a guria marca depilação cavada completa é de “rir” alto”]

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Eu gosto muito, muito dos projetos… tanto o francês quanto o porto-alegrês.
Dá até impressão que é o inconsciente coletivo… com as mesmas ideias
fervilhando. Bien sûr…

Virou moda agora.
Capaz que não
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retalhos da semana

novembro 29, 2011 § 1 comentário

Barcelona by hinerasky
Barcelona, a photo by hinerasky on Flickr.

Que lugar a gente ocupa no mundo?

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Vista do Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona/ES. Antiga sede do governo.

todo mundo está…

outubro 4, 2011 § 1 comentário

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[faminto por atenção.]

Resume o momento e a geração.

Je vous embrasse,
Dani.

O século 18 (sempre de) volta na moda

setembro 19, 2011 § 1 comentário

Conheci no final de semana o “Domaine” de Versailles, a área do Castelo e outras “maisons” (o Grand e o Petit Trianon) da família real francesa, todos do século das luzes, feitos por Louis Auguste para a austríaca MARIE ANTOINETTE, que foi rainha da França.
De repente toda a história fez sentido para mim. O estilo de vestidos, móveis, decoração e até porcelanas que eu gosto estavaM ali nas dezenas de salas, salões e quartos do Château de Versailles na sua potência máxima. Sim, o mundo inteiro herdou referências dos costumes, das vestimentas, da etiqueta e da pompa da nobreza do século 18.
E é justamente sobre a influência consagrada daquele século na moda atual o tema da exposição temporária (vai até o dia 09 de outubro) que está nos “appartements” do GRAND TRIANON (uma das casas dadas de presente pelo rei para Maria Antoinette, após ela dar à luz a primeira filha): LE XVIIIe AU GOÛT DU JOUR – Couturiers et Créateurs de mode (Do século 18 aos dias de hoje), em parceria com o Musée Galliera (o Musée de la Mode de la Ville de Paris).

Esta é outra exposição que eu queria que todo mundo visse comigo. Fui até repreendida por fotografar (não era em todas as salas que a gente estava autorizado), mas eu não podia deixar de mostrar alguns dos 50 modelos expostos, entre looks de época e outras prêt-à-porter. Parte são vestidos do acervo das Maisons de grandes criadores e designers do século XX (Dior, Lacroix, Chanel, Mugler, Balmain,…) e outra parte são peças e acessórios do século XVIII, da coleção do Musée Galliera, que mostravam o diálogo que existe entre esses momentos históricos e nos fazendo perceber como aquela época foi e continua (re)visitada na moda até hoje. Olha só:

Os vestidos, cercados de lâmpadas (incandescentes), pontuavam o século das luzes na moda dos que vieram depois. Tudo tão literal e tão sutil ao mesmo tempo. Porque ainda que tudo ali fosse a história dos homens franceses (e das mulheres!), tudo é ainda é tão atual. A maioria das peças – vestidos sublimes e glamourosos – dos designers poderiam ser usadas por nós mulheres em ocasiões especiais (e vão valer como inspiração, claro!).
Ora, ao andar por uma exposição que fica nos cômodos da casa que foi de uma RAINHA, a sutileza está em perceber o romance.
O gl(AMOUR) também faz parte da vida. Né.

beijones, @hinerasky

TODAS MINHAS FOTOS DA EXPO (com estilistas) AQUI NO FLICKR

Prix de Diane Longines 2011

junho 19, 2011 § 5 Comentários


chantilly_prix_de_dianes_1 a video by hinerasky on Flickr.


Meu 12 de junho foi um domingo muito glamouroso.

Primeiro porque começou com uma entrega fofa na porta do meu “studiô”: um legítimo BOUQUET de rosas vermelhas, enviado pelo namorado, André, de BsAs.
Nada mais Paris, nada mais amor…


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Também, porque estive em Chantilly (lembram do Castelo onde o Ronaldinho casou com a Daniela Cicarelli? Lá mesmo!), une “petit ville” (pequena cidade) a uns 40 Km ao norte/noroeste de Paris, conhecida como a “Capital do cavalo” na França.
E no Hipódromo do Castelo de Chantilly estava acontecendo a edição 2011 do Prix de Diane (Prêmio de Diane), patrocinado pela marca de relógios suíça Longines.
Como os franceses repetem muito: “Franchaiment, a été genial”!

Foi como entrar na locação de um filme num dia de competição de cavalos, com Monsieurs e Dames e-le-gan-tér-ri-mos com seus chapéus (elas também com coquetes ou flores) e alguns muito, muito bizarross, óbvio. E todo mundo (inclusive o David e eu) com os paniers (espécie de brunch vendido numa caixa redonda linda, rosa pink ou azul), fazendo pique-nique, nos jardins do Chatêau. Todo aquele glamour cinematográfico do meu imaginário.
O jet-set-style existe, né. Glamour, charme e finesse ali, diante de mim.


Mas o MELHOR da journée foi o ‘concert’ da Coeur de Pirate, a cantora de Quebec [a tatuada Beatriz, que adoro], que canta músicas fofas em francês, e toca piano – de verdade – no show.


O Prix de Diane Longines é um dos mais importantes da França e do verão, na Europa e, com certeza, um desfile de chapéus a céu aberto. Pena que não trouxe o meu. Comprar um para o verão é meta agora. :D
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[vale dizer que a entrada para as corridas era gratuita para quem ia portando un chapeaux. Ainda bem que eu tinha convite. ]

Todas as fotos do evento aqui: http://www.flickr.com/photos/hinerasky/sets/72157626813659835/
bisous, @hinerasky

alone is ok [!?]

outubro 26, 2010 § 1 comentário

Cause if you’re happy in your head then solitude is blessed and alone is OK.

que bonito, né?

o video “How to be alone” (como ficar sozinho) é da filmaker Andrea Dorfman com poema de Tanya Davis, que é também cantora e compositora.

alors, alone, alone, ninguém vive. mas deu bem pra sacar a ideia do poema.
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via don’t touch my moleskine

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